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Petróleo sobe 3% e gás natural mais de 8%. Bolsa sul-coreana dispara depois de um "crash"

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

Petróleo sobe 3% e gás natural mais de 8%.
Petróleo sobe 3% e gás natural mais de 8%. vichie81 / iStockphoto
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Petróleo sobe 3% e gás natural mais de 8% com disrupções no Médio Oriente

Petróleo em baixa devido à Ucrânia e tensão entre Pequim e Tóquio

Os preços do petróleo continuam a valorizar nesta quinta-feira, à medida que a escalada da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão segue a aumentar os receios de abastecimento de petróleo e gás do Médio Oriente, com as preocupações dos “traders” centradas nas disrupções sentidas no Estreito de Ormuz.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 3,25%, para os 77,09 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 3% para os 83,84 dólares por barril.

O Iraque, um dos maiores produtores de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, reduziu a produção em quase 1,5 milhões de barris por dia devido à falta de armazenamento e de rotas de exportação.

Nesta linha, pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL), bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, segundo dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic, enquanto centenas de outras embarcações permanecem fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos. Cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL passa pela via marítima.

Noutros pontos, a principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Já o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – “hub” de Amesterdão –, soma 8,40% para 52,865 euros por megawatt-hora, depois de ontem ter fechado o dia a cair mais de 10%. A influenciar os preços esta manhã está o facto de o Qatar, maior produtor de gás natural liquefeito do Golfo, ter declarado força maior nas exportações de gás na quarta-feira, com fontes a referir que o retorno aos volumes normais de produção pode levar pelo menos um mês.

07h51

Ásia segue ganhos europeus e dos EUA. Kospi dispara 9% depois de maior queda de sempre

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com ganhos pela primeira vez desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado pelos ganhos registados ontem tanto pela Europa como em Wall Street. Ainda assim, a recuperação poderá ser curta, já que os futuros do Euro Stoxx 50 cedem esta manhã cerca de 0,60%, enquanto os do S&P 500 caem 0,30%.

Pelo Japão, o Nikkei e o Topix pularam 1,90%. Já o sul-coreano Kospi – que ontem teve a sua maior queda de sempre com um tombo de 12% - disparou hoje 9,63%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,35% e o Shanghai Composite ganhou 0,64%. Por Taiwan, o TWSE subiu 2,57%.

A recuperação das ações asiáticas refletiu uma reavaliação das possíveis consequências da guerra no Médio Oriente, à medida que os investidores ponderavam os riscos de um crescimento global mais lento e um novo choque inflacionário devido aos preços mais elevados da energia. Ainda assim, qualquer recuperação pode revelar-se curta sem uma visibilidade mais clara sobre a duração do conflito.

“Penso que os participantes no mercado estão a observar e a tentar dizer: ‘como é que isto vai acabar? Qual será o resultado final?’”, disse à Bloomberg David Solomon, do Goldman Sachs. “À medida que tiverem mais informações nos próximos dias, na próxima semana ou nas próximas duas semanas, acho que isso terá um impacto nos prémios de risco”, acrescentou o especialista. 

Esta incerteza sobre quanto tempo o conflito poderá durar está a levar os investidores a olharem para a história recente como um guia para os mercados. Nesta medida, muitos estão a rever as negociações feitas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, apostando que o aumento dos preços da energia nesta semana irá alimentar a inflação, provocando uma valorização duradoura do dólar, bem como uma desvalorização das obrigações e das ações. “Se o sentimento positivo de hoje irá durar ou não depende das notícias que recebermos do Médio Oriente nos próximos dias”, afirmou, por sua vez, Tim Waterer, da KCM Trade, à agência de notícias. “O sentimento do mercado pode mudar rapidamente, dependendo se a escalada ou a desaceleração parecem ser o caminho mais provável num determinado momento”, destacou.

O Governo da China - maior importador de crude do mundo - , já que o conflito no Golfo está a interromper a exportação de petróleo bruto de uma das maiores regiões produtoras do mundo. Ainda pela China, as ações valorizaram, mesmo depois de Pequim ter definido a sua meta de , o objetivo de crescimento mais baixo desde 1991.

07h05

China ordena suspender exportações de gasolina e diesel devido ao conflito

A economia chinesa cresceu 5% em 2025

A principal autoridade de planeamento económico da China pediu às maiores refinarias do país que suspendam temporariamente as exportações de gasolina e gasóleo, devido à incerteza sobre o fornecimento de crude do Médio Oriente.

Segundo fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg, responsáveis da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniram-se com executivos do setor e solicitaram a suspensão imediata das vendas externas de produtos refinados. As refinarias foram também instadas a deixar de assinar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados, de acordo com as mesmas fontes.

A medida inclui algumas exceções, como o combustível de aviação e o combustível marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, bem como os fornecimentos destinados a Hong Kong e Macau.

A decisão surge num contexto de forte incerteza no mercado energético após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e as subsequentes represálias de Teerão, que alertou que a navegação no estreito de Ormuz deixou de ser segura.

O estreito é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Embora a maior parte da produção refinada chinesa seja destinada ao mercado interno -- uma vez que o país é o maior importador mundial de petróleo -- a decisão reflete a estratégia adotada por várias economias asiáticas dependentes de energia importada para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise.

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