Europa pintada de verde no arranque do segundo semestre. Petróleo a subir em dia de OPEP
Acompanhe aqui o dia nos mercados.
- Futuros em leve alta mas desconfiados com impacto da variante Delta
- Petróleo volta a valorizar reforçando os máximos em dia de OPEP+
- Bolsas europeias sobem com turismo a liderar
- Juros da Zona Euro sobem com foco a virar-se para o mercado de ações
- Ouro avança com olhos postos nos dados do emprego nos EUA
- Euro recua perante avanço do dólar dos EUA
- Yields recuam na Europa. Alemanha segue em sentido contrário
- Divergências na política monetária favorecem o dólar
- Ouro valoriza depois da maior queda mensal em quatro anos
- Petróleo e otimismo do turismo impulsionaram subidas na Europa
Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a negociar em leve alta, apontando para um início de sessão em terreno positivo, antes de serem divulgados números referentes ao emprego nos Estados Unidos.
Ainda assim, a covid-19 protagonizou um ataque às ações asiáticas, na medida em que arrefeceu os dados sobre a indústria transformadora naquela região, trazendo os receios de uma recuperação não tão ágil quanto seria de esperar.
A recente propagação da variante Delta, que teve inicialmente lugar na Índia, está a tirar algum ímpeto ao otimismo global em torno das economias. Hoje, os dados do emprego nos EUA serão um novo catalisador para os mercados.
Os preços do petróleo estão novamente a valorizar, num dia em que os membros da organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (o chamado grupo OPEP+) se reúnem numa conferência virtual, onde é esperado que discutam um aumento de produção de 500 mil barris diários para agosto. O Brent, que serve de referência para Portugal, está a valorizar 0,19% para os 74,77 dólares por barril, ao passo que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) ganha 0,30% para os 73,70 dólares.
A convicção dominante é a de que a OPEP+ irá aumentar a sua oferta em meio milhão de barris por dia já a partir do próximo mês, que acrescerá aos cerca de dois milhões de barris diários que reentraram no mercado desde o início do ano. Tendo em conta o acentuado corte de produção que foi definido em 2020, por força da queda da procura devido à pandemia, permanecem no subsolo cerca de seis milhões de barris à espera de verem a luz do dia.
Apesar de a variante Delta estar a espalhar-se por vários países da Europa e também nos Estados Unidos, o setor do turismo é o que mais valoriza na manhã desta quinta-feira, corrigindo das recentes quedas que tem registado à boleia de todas as restrições à circulação impostas devido à pandemia.
Hoje, o setor avança quase 2% e lidera os ganhos matinais entre os pares no "velho continente", com a francesa Sodexo (4,75%) e a britânica Easyjet (3,7%) a serem as que mais valorizam até ao momento.
O índice Stoxx 600, que agrupa as 600 maiores empresas da Europa e que serve de referência para a região, está a ganhar 1,02% para os 457,49 pontos.
No entanto, a velocidade da recuperação económica continua a centrar as atenções dos investidores, num dia em que serão divulgados mais dados sobre o emprego nos Estados Unidos.
Na primeira metade do ano, as ações mundiais registaram um dos melhores semestres da sua história, impulsionadas pelas expectativas de uma recuperação robusta da economia, à boleia do programa de vacinação e dos apoios monetários e orçamentais.
Os juros da dívida dos países da Zona Euro estão a subir na manhã desta quinta-feira, numa altura em que o foco dos investidores está a mudar para ativos mais arriscados, como é o caso do mercado de ações, que hoje valoriza.
Por esta altura, e num dia de leilões de dívida em França e Espanha, bem como de divulgação dos dados referentes ao PMI em vários países da região, os juros a dez anos da Alemanha - que servem de referência para a Zona Euro - estão a subir 1,3 pontos base para os -0,197%.
Também nos países do sul da Europa, como Portugal, Espanha e Itália, as "yields" das obrigações estão a ganhar mais de 1 ponto base.
O preço do ouro está a valorizar, depois de ter encerrado o mês de junho com uma queda acumulada, num dia em que as atenções estão nos dados referentes ao emprego nos EUA.
Por esta altura, o metal precioso está a apreciar 0,40% para os 1.777,09 dólares por onça.
O euro está a perder terreno para o dólar norte-americano na manhã desta quinta-feira, numa altura em que os investidores parecem entusiasmados com a recuperação económica que está a ser registada nos Estados Unidos.
A moeda única da União Europeia (UE) está a recuar 0,12% para os 1,1844 dólares.
Os juros da dívida soberana europeia aliviam esta tarde na generalidade da Europa, com exceção da Alemanha.
Na Alemanha, os juros das Bunds a 10 anos, que servem de referência ao mercado da dívida europeu, avançam 0,5 pontos base para -0,205%.
No resto da Europa as yields seguem a recuar 1,9 p.b. para 0,789% em Itália e 1,5 p.b. para 0,395% em Espanha. Em Portugal, os juros da dívida na mesma maturidade aliviam 1,3 p.b. para os 0,373%.
Os analistas não conseguem, contudo, avançar um fator diretor para o comportamento das yields - já que os investidores estão focados nos dados do mercado laboral norte-americano a divulgar na sexta-feira.
O euro continua a perder tração face à divergência em matéria de política monetária observada entre os Estados Unidos e a Europa.
A moeda única recua 0,03% face à nota verde para a marca dos 1,1855 dólares – o mais baixo nível desde 6 de abril.
Os analistas ressaltam a preferência dos investidores face às opções políticas dos Estados Unidos, enquanto o mercado de ações tem também captado a atenção dos investidores em detrimento do câmbio.
O ouro está a valorizar depois de ter registado durante o mês de junho a maior queda dos últimos quatro anos.
O metal preciso segue a subir 0,03% para 1.770,69 dólares por onça.
Os analistas acreditam que a valorização do ouro se deve ao reposicionamento dos investidores face aos dados do mercado laboral norte-americano que serão divulgados amanhã e ao impacto psicológico da maior queda mensal dos últimos quatro anos.
As praças europeias terminaram a primeira sessão do segundo semestre do ano pintadas de verde. A subida do petróleo e o otimismo do setor do turismo, com um novo fôlego trazido pela possibilidade de viagens nas férias, apesar dos receios da variante delta, impulsionaram os ganhos.
O Stoxx 600, o índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa, avançou 0,6%. Durante a sessão, este índice chegou a valorizar 1,1%.
Com a reunião da OPEP+ e um possível aumento da produção, as cotadas do setor da energia lideraram os ganhos, a avançar 2,1%. O setor do turismo e lazer ganhou 1,9%, alimentado pelas notícias de que o Reino Unido estuda uma forma de viajar no verão livre de quarentena para quem já estiver vacinado.
A tecnologia foi o único setor que encerrou o dia no vermelho, a perder 0,7%.
O inglês FTSE 100 ganhou 1,3% na sessão, o alemão DAX avançou 0,5%, o CAC 40 valorizou 0,7% e o espanhol IBEX 35 ganhou 1,3%. Em Portugal, a subida do PSI-20 foi de 1,44%.