Europa em recordes pela sétima sessão consecutiva. Petróleo em máximos de mais de dois anos
Acompanhe aqui o dia nos mercados.
- Futuros pouco alterados na Europa e Estados Unidos
- Crude de Nova Iorque em máximos de quase três anos
- Euro a apreciar ligeiramente
- Ouro tomba mais de 1% e atinge mínimos de uma semana
- Juros em alta ligeira na Zona Euro
- Europa em máximos na sétima sessão consecutiva de ganhos
- Wall Street recua enquanto espera pistas sobre estímulos da Fed
- Petróleo em máximos de mais de dois anos com aumento da procura
- Dólar treme com novidades da Fed a fervilhar
- Ouro descobre a "fuligem" com dívida a retrair-se
- Juros da dívida sobem na Europa
- Europa em recordes pela sétima sessão consecutiva
Os futuros das ações da Europa e dos Estados Unidos estão pouco alterados neste arranque de semana, depois de o S&P500 ter marcado um novo recorde na sessão de sexta-feira.
Os investidores já estão de olhos postos na reunião da Reserva Federal esta semana, antecipando que o banco central dos Estados Unidos deverá reafirmar que a sua política monetária ultra-acomodatícia continua a ser apropriada e que é demasiado cedo para começar a reduzir o programa de compra de ativos.
No entanto, segundo economistas consultados pela Bloomberg, os responsáveis da Fed podem projetar uma subida dos juros para 2023, suportada pelo crescimento da economia e inflação.
"O FOMC continua a ver a subida da inflação como transitória, e pode reconhecer que está a discutir o ritmo das compras mensais, mas ainda não se vai comprometer com uma data para desacelerar as compras", afirma Quincy Krosby, estrategista da Prudential Financial, citado pela Bloomberg.
Na sessão asiática, o japonês Topix subiu 0,2% e o sul-coreano Kospi negociou pouco alterado, num dia em que as bolsas da China, Hong Kong e Austrália estiveram encerradas devido a feriados.
O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, impulsionado pela melhoria das perspetivas para a procura no verão na Europa e Estados Unidos, devido ao ritmo acelerado de vacinação contra a covid-19 e o alívio gradual das medidas de restrição.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,76% para 71,44 dólares, o valor mais alto desde outubro de 2018. Já o Brent, transacionado em Londres, avança 0,87% para 73,32 dólares, um máximo de maio de 2019.
O crude dos EUA está a caminho do quinto trimestre consecutivo de ganhos, a maior série de subidas desde 2010, à medida que o consumo melhora enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados diminuem as restrições ao fornecimento apenas gradualmente.
A procura global de petróleo irá recuperar para os níveis pré-pandémicos no final do próximo ano, previu a Agência Internacional de Energia na semana passada, instando a OPEP e seus parceiros a manter os mercados equilibrados, aproveitando a sua abundante capacidade de produção excedente.
O euro, a moeda única da União Europeia, está a avançar 0,05%, para os 1,2115 dólares.
Ainda na Europa, a libra esterlina recua 0,07% perante o rival norte-americano, para os 1,4097 dólares.
Já a nota verde, o dólar norte-americano, deprecia ligeiramente, com o índice que mede o desempenho do dólar perante um cabaz composto por outras divisas a recuar 0,07%.
O ouro começa a semana a derrapar. Este metal precioso está a cair 1,02%, com a onça nos 1.858,46 dólares, estando a negociar em mínimos de uma semana.
A queda do ouro está a ser registada num momento em que os investidores estão já a pensar na reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos que decorre esta semana sobre política monetária.
Também o dólar mais estável perante outras divisas rivais, tornando o ouro mais dispendioso para portadores de outras moedas, está a pesar na queda do ouro.
Os juros da dívida portuguesa estão a registar subidas ligeiras esta segunda-feira, em linha com a tendência que se estende à generalidade dos países do euro. A yield associada às obrigações a dez anos avança 0,7 pontos base para 0,357%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o avanço é de 0,5 pontos base para 0,359%.
Na Alemanha, a referência para a região, os juros a dez anos sobem 0,4 pontos base -0,271%.
As principais praças europeias estão pintadas de verde, naquela que é a sétima sessão consecutivo de ganhos na Europa.
O Stoxx 600, o índice de referência no velho continente, está a valorizar 0,33%. Os ganhos registados pelos setores do petróleo, que avança 0,94% nesta sessão, está impulsionar a subida nesta sessão. Em destaque estão também o setor da tecnologia, que ganha 0,75%, e o setor das telecomunicações, que está a avançar 0,71%.
Já em queda estão os setores automóvel, que desvaloriza 0,21%, e o setor as viagens, que deprecia 0,02%.
As principais praças europeias estão a negociar em alta. O espanhol IBEX 35 avança 0,66%, o alemão DAX ganha 0,41% e o francês CAC40 valoriza 0,45%.
Também o inglês FTSE 100 está 'no verde', a apreciar 0,41%.
As ações norte-americanas mostraram alguma debilidade enquanto se esperam novidades acerca do calendário de estímulos da Fed.
O generalista S&P500 desce uns muito ligeiros 0,06% para os 4.244,65 pontos, o industrial Dow Jones cai 0,28% para os 34.382,56 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe 0,30% para os 14.111,59 pontos.
Os investidores querem agora receber algumas pistas da parte da Reserva Federal norte-americana acerca dos planos para reduzir os estímulos monetários.
A expetativa é a de que o banco central vai reforçar as compras de dívida esta semana, mesmo que avance previsões de que a inflação suba em 2023, avaliam os economistas consultados pela Bloomberg.
O "ouro negro" continua a ganhar terreno nos principais mercados internacionais, impulsionado pela recuperação económica e pela perspetiva de aumento da procura por combustível numa altura em que aceleram os programas de vacinação nos países desenvolvidos.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a somar 1,09% para 71,68 dólares por barril, em máximos de outubro de 2018.
Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 1,05% para 73,45 dólares, níveis que não atingia desde maio de 2019.
A animar os preços continuam então os sinais de uma maior procura, que se prevê que prossiga ao longo do ano.
O Bloomberg Dollar Spot index estagnou depois de ter vivido a maior subida desde 3 de junho, na sessão anterior, escalando 0,5%. A nota verde perde, contudo, face à maioria das moedas que constituem o cabaz do G-10.
O euro é uma das moedas que beneficia da fraqueza do dólar, conseguindo subir pela primeira vez em três sessões face à divisa norte-americana. Ganha 0,13% para os 1,2125 dólares.
Os investidores aguardam que a Fed se pronuncie sobre a inflação, sendo que a expetativa é a de que o banco central preveja subidas desta taxa em 2023. A entidade liderada por Powell pronuncia-se sobre as suas previsões e eventuais decisões de política monetária esta quarta-feira.
O metal amarelo segue a perder 0,64% para os 1.865,44 dólares, na segunda sessão consecutiva de quebra e quarta num espaço de seis dias em que visitou o verde apenas por duas vezes. Há duas semanas que o desempenho deste metal é negativo.
O ouro chegou desta forma a tocar num mínimo de 17 de maio, acompanhando o desânimo sentido no mercado de obrigações: o vigor da dívida esmoreceu enquanto os investidores se viram para a Fed e aguardam diretrizes acerca do futuro.
Os juros da dívida soberana começaram a semana a escalar nas principais economias europeias depois de terem alcançado o valor mais baixo dos últimos três meses durante a semana passada.
Na Alemanha a yield teve a subida mais contida, apenas 1,9 pontos base para uma taxa de -0,256%, enquanto Itália viu os juros da dívida pública crescer 3,5 pontos base para os 0,776%.
Em Portugal, os juros também cresceram, na ordem dos 2,9 pontos base, para os 0,379%, ficando atrás do ritmo espanhol já que yield da monarquia vizinha variou 3,4 pontos base e alcançou os 0,388%.
Os investidores têm abandonado os títulos de dívida com prazos menores à espera de que a Fed mantenha uma linha de discurso semelhante à atual, ao afirmar que é cedo demais para retirar os apoios à economia.
Enquanto isso, em Wall Street o sentimento é de que a procura por estes títulos aumente, e grandes gestoras como a JPMorgan ou a Morgan Stanley preveem agora uma postura ‘hawkish’ por parte do banco central daquele país.
O otimismo dos investidores permitiu ao índice europeu de referência Stoxx 600 marcar o sétimo fecho consecutivo em recordes, naquela que é a mais longa série de ganhos dos últimos dois anos.
O Stoxx 600 fechou o dia a ganhar 0,2% para 458,66 pontos, o que constituiu um recorde de fecho. Durante a sessão chegou a marcar um novo máximo histórico, nos 460,51 pontos.
O índice que agrega as 600 maiores cotadas da região foi sobretudo impulsionado pelo setor da energia, que cresceu 2% à boleia do preço do petróleo e das intenções de descarbonização reafirmadas durante o fim de semana pelos membros do G7 - que surtiram efeito, sobretudo, nas renováveis.
O destaque nas subidas vai para as ações da Scatec (+5,9%), TeamViewer (+5,8%), NEL (+5,7%), Aedifica (+5,5%) e Vestas Wind Systems (+5%).
Ainda assim, há que assinalar a fraca prestação do setor automóvel e das viagens e lazer que, caíram 1,2% e 0,9%, respetivamente, bem como das companhias mineiras - que, impactadas pelo preço dos metais, caíram 0,5%.
Os piores desempenhos do dia foram da International Consolidated Airlines Group (-4,2%), Koninklijke Philips (-4,2%), Rolls-Royce Holdings (-4,1%), Sinch (-4%) e Ferrari (-3,3%).
Entre as principais praças europeias, o índice espanhol IBEX liderou os ganhos ao valorizar 0,80%. O francês CAC 40 somou 0,2% e o britânico FTSE 100 avançou também 0,2%. Só o alemão DAX cedeu terreno, muito marginalmente, ao deslizar 0,1%.