Europa volta a aproximar-se de máximos históricos com a mão do BCE
Acompanhe aqui o dia nos mercados.
- Futuros da Europa sobem em dia de BCE
- Petróleo cai com receios em torno da procura
- Euro avança e dólar perde força
- Juros descem na Zona Euro
- Europa em alta à espera da reunião do BCE
- Otimismo nos mercados tira força ao ouro
- Wall Street abre em queda com a pandemia a assustar investidores
- BCE faz euro ceder terreno face ao dólar
- Juros europeus aliviam à conta do BCE
- Petróleo recupera com ajuda do BCE e depreciação do dólar
- Metais preciosos cedem terreno mas paládio mantém-se em torno de recordes
- Europa à beira de máximos históricos com a mão do BCE
Os futuros das ações europeias estão em alta esta quinta-feira, 22 de abril, com os investidores focados nos resultados das empresas relativos ao primeiro trimestre e à espera da reunião do Banco Central Europeu (BCE).
Nesta altura, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,6%, enquanto os do S&P 500 recuam ligeiros 0,1%.
Na sessão asiática, a tendência foi maioritariamente positiva, com o japonês Topix a valorizar 1,8%, o sul-coreano Kospi a subir 0,2% e o Hang Seng de Hong Kong a avançar 0,5%. O chinês Shanghai Composite ficou inalterado.
Os investidores estão a analisar os resultados das empresas em busca de sinais sobre se a subida dos lucros no arranque do ano trará previsões de um crescimento mais forte. No início da semana, as ações caíram devido aos receios em torno do aumento de casos de covid-19 em todo o mundo que poderia prejudicar uma recuperação económica, especialmente com as ações a serem negociadas perto dos seus máximos históricos.
"Há um forte potencial de valorização adicional nas ações, especialmente à medida que avançamos na época de resultados e começamos a ter mais previsões para o próximo ano", disse Erin Browne, da Pacific Investment Management, na Bloomberg TV.
Ao mesmo tempo, espera-se que o BCE mantenha a sua política inalterada, confirmando que as compras de ativos ocorrerão a um ritmo mais rápido até junho. A reunião será de particular interesse depois de o Banco do Canadá se ter tornado o primeiro grande banco central a sinalizar que reduzirá as compras de ativos e irá acelerar o calendário esperado para possíveis aumentos dos juros.
O petróleo está a cair pela terceira sessão consecutiva nos mercados internacionais, penalizado pelos receios em torno da recuperação da procura por esta matéria-prima. Isto numa altura em que os novos casos de covid-19 estão a aumentar em várias regiões do globo, com destaque para a Índia que, nas últimas 24b horas, registou 314 mil novos casos, um novo recorde mundial.
No mesmo sentido, os dados do governo dos Estados Unidos revelados na quarta-feira mostraram um aumento das reservas no país – o primeiro em um mês – sinalizando uma descida da procura.
Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,55% para 61,03 dólares enquanto em Londres o Brent desliza 0,46% para 65,02 dólares.
No início desta sessão a moeda única europeia está a valorizar 0,09% para 1,2046 dólares, dando mostras de recuperação, após duas sessões em queda.
Já no caso da rival norte-americana, o índice da Bloomberg que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres está a cair 0,13%, com os investidores mais otimistas após a divulgação de resultados de várias cotadas e perspetivas de recuperação económica mais favoráveis. O otimismo dos investidores é visível na procura por ativos de maior risco, como as ações.
A libra esterlina também está a valorizar esta manhã, registando uma subida de 0,06% para os 1,3939 dólares.
Os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão em queda esta quinta-feira. Em Portugal, a yield a dez anos recua 0,8 pontos para 0,382%, um dia depois de o IGCP ter emitido dívida de curto prazo com uma taxa negativa recorde.
Em Espanha, os juros das obrigações a dez anos descem 1 ponto base para 0,379%, e na Alemanha recuam 1,5 pontos base para -0,279%.
As principais praças europeias estão a subir na sessão desta quinta-feira, 22 de abril, depois de o arranque da semana ter sido de perdas para as bolsas do Velho Continente. Os investidores estão focados nos resultados das empresas para o primeiro trimestre e à espera da reunião do Banco Central Europeu (BCE).
O Stoxx 600, o índice de referência que agrega as 600 maiores cotadas europeias, sube perto de 0,4%, num dia de ganhos generalizados para as principais praças europeias. Enquanto o Ibex avançava 0,3%, o alemão Dax ganhava perto de 0,2% e o francês Cac subia 0,6%.
Por um lado, o mercado está a analisar os resultados das empresas à procura de sinais sobre se a subida dos lucros no arranque do ano se poderá traduzir num crescimento mais forte.
Por outro, os investidores aguardam pela reunião do banco central liderado por Christine Lagarde, esta quinta-feira. Apesar de não se esperarem alterações significativas, o mercado vai estar atento a quaisquer pistas sobre o rumo da política monetária.
Após algumas sessões de maior cautela no início desta semana, com os investidores atentos à subida de casos da covid-19 em alguns países, na negociação desta manhã a procura de ativos-refúgio, como é o caso do ouro, dá sinais de abrandamento.
Este metal precioso desvaloriza 0,12% para 1.791,70 dólares a onça. Ao longo desta semana, perante a incerteza, os investidores procuraram refúgio junto do ouro e também de algumas divisas, como foi o caso do iene japonês.
As bolsas dos Estados Unidos abriram em queda esta quinta-feira, penalizadas pelo aumento de casos de covid-19 em várias geografias, entre as quais a Índia, que registou, nas últimas 24 horas, 314 mil novos contágios, um novo recorde mundial.
O índice industrial Dow Jones desce 0,32% para 34.025,57 pontos, o tecnológico Nasdaq desliza 0,09% para 13.940,20 pontos e o S&P500 cai 0,21% para 4.164,09 pontos.
A subida dos casos de covid-19 está a motivar receios em torno do controlo da pandemia e o ritmo de recuperação global, desviando a atenção dos investidores da época de resultados, em que as empresas até têm dado sinais de resiliência.
O mesmo acontece com o mercado de trabalho, onde se assiste a um crescimento das contratações. Antes da abertura do mercado foi revelada uma queda inesperada dos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos para um novo mínimo da pandemia. Os dados do Departamento do Trabalho mostram que os novos pedidos diminuíram em 39 mil para 547 mil na semana terminada a 17 de abril, quando os economistas apontavam para um total de 610 mil.
Estes dados juntam-se aos indicadores positivos sobre a indústria e vendas a retalhos nos últimos dias, dando sinais de uma forte recuperação da economia, após o alívio de muitas restrições relacionadas com o vírus.
A moeda única europeia cede ligeiramente frente à nota verde, pressionada pela indicação dada por Christine Lagarde, presidente do BCE, de que a instituição ainda não discutiu quando e como deverá abandonar o PEPP, o mecanismo de compra de dívida que criou especialmente para responder aos desafios da pandemia. A moeda da Zona Euro desliza 0,21% para os 1,2010 dólares, naquele que é apenas o quarto dia em abril em que perde face à divisa norte-americana. Ainda assim, o euro valoriza 0,44% em relação à contraparte britânica, cotando nas 0,8679 libras esterlinas.
A moeda da Zona Euro desliza 0,21% para os 1,2010 dólares, naquele que é apenas o quarto dia em abril em que perde face à divisa norte-americana.
Os juros da dívida soberana dos países da zona euro aliviam esta quinta-feira, animados pela indicação dada pelo Banco Central Europeu (BCE) de que não vai, para já, reduzir a compra de dívida no âmbito do programa de estímulos.
A reação imediata foi uma descida acentuada nas yields, tendo, no entanto, as taxas recuperado algum terreno de seguida.
A yield da dívida portuguesa a 10 anos desceu 0,5 pontos base, para os 0,386%, enquanto a congénere espanhola na mesma maturidade caía 0,6 pontos, para os 0,385%.
As bunds alemãs, referência no mercado europeu, chegaram a tocar os -0,287% mas seguem a descer 0,2 pontos base, nos -0,266%.
O "ouro negro" segue a negociar em alta, animado pelo facto de o Banco Central Europeu ter anunciado que manterá os estímulos para conter o impacto económico da pandemia de covid-19. A desvalorização da nota verde também está a ajudar.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em junho soma 0,31% para 61,54 dólares por barril.
Já o contrato de junho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,34% para 65,54 dólares.
Além do anúncio do BCE de que manterá o programa de estímulos, também a queda do dólar está a sustentar a matéria-prima – dado que os ativos denominados na nota verde, como o petróleo, ficam assim mais atrativos para quem negoceia noutras moedas.
As subidas do crude não estão, ainda assim, a ser expressivas, uma vez que se mantêm os receios de que o aumento nas infeções por covid-19 em muitas regiões do mundo leve a uma redução do consumo de combustível por força das novas restrições que estão a ser impostas – nomeadamente na Índia, que é o terceiro maior importador mundial.
Os preços do metal amarelo estão a negociar em terreno negativo, depois de já terem estado em máximos de dois meses.
O ouro a pronto (spot) segue a ceder 0,58% para 1.782,97 dólares por onça no mercado londrino. Ao início da tarde, os preços chegaram a m+aximos de 25 de fevereiro, nos 1.797,67 dólares.
No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro recuam 0,48%, para 1.783,70 dólares por onça.
O metal precioso inverteu a tendência depois da divulgação de dados do mercado laboral nos EUA que apontam para uma retoma económica estável, o que retirou atratividade ao ouro enquanto valor-refúgio.
O ouro cai cerca de 6% no acumulado do ano, sobretudo devido à subida dos juros da dívida soberana nos Estados Unidos – que retira atratividade ao metal, uma vez que não rende juros.
Também o paládio segue a ceder terreno, com um deslize de 1,1% para 2.844,51 dólares por onça – um nível que, ainda assim, continua perto do máximo histórico de 2.891,50 dólares atingido ontem.
"Quem tiver neste momento posições longas no paládio e platina, saiba que estamos perante a tempestade perfeita para uma subida dos preços devido à oferta muito apertada numa altura de aumento da procura, especialmente por parte do setor automóvel", comentou à Reuters o consultor aurífero global da The Perth Mint, Kevin Rich.
Também a prata segue hoje a negociar no vermelho.
As ações europeias terminaram a sessão desta quinta-feira em alta, a pairarem sobre os máximos históricos, com o índice de referência para a região - o Stoxx 600 - a subir 0,7%. O dia foi de otimismo em toda a região, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido a sua política monetária intacta na reunião desta quinta-feira, assinalando que o poder de fogo da sua bazuca de 1.850 mil milhões é suficiente para contribuir para a recuperação económica. Para além disso, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde adiantou que vai acelerar o seu programa de compra de ativos no atual trimestre, período em que a economia continua debilitada devido à pandemia. O setor que mais subiu na Europa foi o das "utilities" (+2,2%), as empresas produtoras de energia, depois de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, ter dito que quer reduzir em pelo menos metade as emissões de gases poluentes até ao final desta década, anunciou esta quinta-feira o presidente norte-americano, Joe Biden, confirmando a intenção americana de recuperar uma posição de liderança global no combate à crise climática.
O dia foi de otimismo em toda a região, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido a sua política monetária intacta na reunião desta quinta-feira, assinalando que o poder de fogo da sua bazuca de 1.850 mil milhões é suficiente para contribuir para a recuperação económica.
Para além disso, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde adiantou que vai acelerar o seu programa de compra de ativos no atual trimestre, período em que a economia continua debilitada devido à pandemia.