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Ao minuto24.05.2022

Tecnológicas pressionam bolsas europeias. Petróleo também cede

Acompanhe aqui minuto a minuto a evolução do conflito na Ucrânia e o impacto nos mercados.

REUTERS
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24.05.2022

Maré vermelha na Europa. Só Lisboa e Madrid terminaram com nota positiva

A tendência generalizada nas principais praças europeias foi negativa, com o índice de referência europeu a encerrar com perdas abaixo de 1%. Depois de dois dias no verde, esta terça-feira ficou marcada pelas medidas de apoio do governo chinês que desiludiram os investidores, a que se juntam preocupações com os riscos das políticas mais agressivas dos bancos centrais europeus.


O Stoxx 600, índice de referência para o continente europeu, encerrou a recuar 1,14% para 431,58 pontos.

A contribuir para o pessimismo dos investidores estiveram os resultados das vendas de casas novas nos Estados Unidos, em abril, que caíram para valores mais baixos em nove anos.


Dos 20 setores que compõem o índice de referência do Velho Continente, apenas dois terminaram o dia a subir - as telecomunicações e a banca. Este último foi beneficiado pelos comentários feitos por Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, e outros responsáveis do BCE, que sinalizam o início de um ciclo de subida das taxas diretoras.


Os setores que mais caíram foram as viagens e o retalho. Também as tecnológicas desvalorizaram 2,67%, depois de a dona da Snapchat, a Snap Inc, ter anunciado que não ia cumprir os objetivos trimestrais inicialmente propostos.


Neil Campling, analista da Mirabaud Securities, disse à Bloomberg que "quando as pessoas começam a pensar que o mercado acionista chegou ao fundo, voltam novos receios de recessão económica, empresarial e a um nível macro que persistem - sugerindo que a bolsa não atingiu ainda o fundo".


Nas principais praças da Europa Ocidental, a que mais caiu foi Amesterdão, com o AEX a desvalorizar 2,04%, seguido do alemão DAX que desceu 1,80% e do parisiense CAC40 que caiu 1,66%. Ainda em rota descendente esteve a praça de Milão com o índice FTSEMIB a recuar 1,08% e o londrino Footsie a ceder 0,39%.

Em contraciclo estiveram os dois índices de referência da Península Ibérica, com o madrileno Ibex a valorizar 0,06% e o português PSI a ganhar 0,85%.

24.05.2022

Lagarde sustenta moeda única europeia

O dólar está a ganhar força com as políticas da Reserva Federal, já o euro continua a negociar em mínimos de cinco anos face ao “green cash”. Mercado aponta para cenário de paridade.

O euro segue a negociar em alta, ainda sustentado pelo texto escrito ontem pela presidente do BCE, Christine Lagarde, no blog da autoridade monetária.

 

"Com base no 'outlook' atual, é provável que estejamos numa posição de abandonar as taxas de juro negativas no final do terceiro trimestre", afirmou Lagarde.

 

Estas declarações deram força à moeda única, apesar de hoje Lagarde ter dito no Fórum Económico Mundial, em Davos, que o BCE não tem pressa em aumentar as taxas de juro.

 

O euro segue a somar 0,43% para 1,0737 dólares.

 

Já o índice da Bloomberg para o dólar – que rastreia a performance da nota verde faxe a um cabaz de congéneres de peso – cede 0,2%, para 101,95 pontos, o que constitui mínimos de um mês.

24.05.2022

Ouro a caminho do quinto dia consecutivo no verde

O ouro está a negociar em alta esta terça-feira, com os investidores a virarem-se para este ativo mais seguro, que está a ser suportado pela queda do dólar e pelos receios de uma política monetária mais apertada por parte da Fed - que suscita preocupações em torno de uma desaceleração do crescimento económico.

O ouro segue a avançar 0,81% para 1.868,54 dólares por onça, estando a caminho da quinta sessão consecutiva de ganhos, naquela que é a maior série de subidas em mais de um mês.


Numa nota da Bloomberg, o analista Ole Hansen, do Saxo Bank A/S, explica que, apesar da subida, "a recuperação [do ouro] não tem sido forte o suficiente para desafiar os investidores que estão à procura de preços mais baixos, devido às 'yields' mais altas e um dólar mais forte".

As rendibilidades ('yields'/juros) mais altas das obrigações levam a que os investidores prefiram este valor-refúgio, já que o ouro não remunera juros. 

Já a valorização do dólar afasta os investidores que negoceiam com outras moedas, visto que o ouro (e a maioria das commodities, que são denominadas na nota verde) fica menos atrativo. 

Recorde-se que os típicos valores-refúgio são o ouro, as obrigações e, no mercado cambial, o dólar, iene e franco suíço.

24.05.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu é dada como certa algures este ano, apontando-se para o início do segundo semestre.

Os juros estão a aliviar na Zona Euro, horas depois de o governador austríaco e membro do conselho do BCE Robert Holzmann ter admitido que uma subida de 50 pontos base dos juros diretores - acima do esperado pelo mercado - seria "apropriada" em julho.

A yied das bunds alemãs a dez anos – "benchmark"  para o mercado europeu – alivia 6,8 pontos base para 0,944%.

Em Itália, os juros das obrigações a dez anos descem 6,4 pontos base para 2,962%.


Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa na mesma maturidade recua 5,6 pontos base, mantendo-se porém acima da fasquia dos 2% alcançada no passado dia 29 de abril, mais concretamente em 2,102%.

Por sua vez, em Espanha, os juros das obrigações a dez anos descem 5,7 pontos base para 2,067%.

 

 

24.05.2022

Lockdowns na China e inação saudita pressionam petróleo

Os preços do "ouro negro" estão a negociar em terreno negativo, apanhados entre os novos confinamentos na China e a falta de ação da Arábia Saudita para colocar mais crude no mercado.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ceder 0,33% para 113,05 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 0,85% para 109,35 dólares por barril.

 

O ministro saudita dos Negócios Estrangeiros, Faisal Bin Farhan, disse hoje, no Forum Económico de Davos, que não há mais nada que possa fazer para "amansar" o aperto do mercado, sugerindo que a Arábia Saudita não irá aumentar adicionalmente a produção de crude (sendo dos poucos países da OPEP+ que consegue fazê-lo atualmente, por ter capacidade disponível).

 

Além disso, os novos lockdowns na China devido ao ressurgimento da covid também estão a intensificar os receios de que haja um menor consumo por parte do maior importador mundial de crude.

24.05.2022

Snap perde 13 mil milhões no início da negociação e atira Wall Street para o vermelho

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, pressionada pelo alerta do Snapchat que avisou que as receitas e ganhos deste trimestre não vão ser atingidos.

O anúncio provocou um "efeito dominó" no setor tecnológico e nos principais índices bolsistas, tendo agravado a preocupação dos investidores sobre o impacto de um abrandamento económico no tecido empresarial.

O industrial Dow Jones derrapa 0,64% para 31.683,19 pontos, enquanto o S&P 500 cai 1,23% para 3.924,97 pontos.  O tecnológico Nasdaq é o mais pressionado, estando a desvalorizar 2,08% para 11.290,41 pontos.

O Snap segue a tombar 38,32% para 13,93 dólares por ação, registando a maior queda de sempre desde que a empresa entrou em bolsa - em março de 2017 - e renovando mínimos de outubro de 2020. Só nos primeiros minutos de negociação, a rede social já perdeu mais de 13 mil milhões de dólares de capitalização de mercado.

O tombo contagiou as restantes tecnológicas, estando a Meta a mergulhar 9,12%, a Microsoft a derrapar 1,41%, a Alphabet a cair 6,12% e a Apple a desvalorizar 2,06%.

Ao todo, as redes sociais presentes do Nasdaq -- Facebook, Google, Snapchat, Twitter e Pinterest perderam -- até ao momento 165 mil milhões de dólares de capitalização de mercado.


O CEO do Snap, Evan Spiegel, anunciou que os objetivos de receitas e ganhos não vão ser atingidos este trimestre.

"Como muitas empresas, continuamos a enfrentar o aumento da inflação e das taxas de juro, a crise nas cadeias de abastecimento, as mudanças na política da plataforma, o impacto da guerra na Ucrânia e muito mais", escreveu o CEO numa nota, citada pela Reuters.

Spiegel revelou ainda que o Snap vai avaliar o resto do orçamento deste ano, tendo os responsáveis da empresa sido convidados a rever os gastos.

"[A queda do Snap e o efeito de contágio] reflete como o sentimento é passageiro e como os investidores estão a fugir ao primeiro sinal de problemas. O mercado continua a tentar entender se conseguiu incorporar no preço das ações o aumento das taxas de juro, a inflação, a recessão e estagflação, assim como a guerra na Ucrânia. E a lista [de fatores] continua", comenta Jeffrey Haley, analista da Oanda Asia Pacific numa nota de "research", citada pela Bloomberg.

Entre os principais movimentos de mercado é ainda de destacar a subida de 2,43% das as ações da Zoom depois de a empresa ter superado as estimativas no que toca aos resultados referentes ao primeiro trimestre.

Estes movimentos ocorrem um dia antes de serem divulgadas as atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana, após a qual o banco central subiu as taxas de juro anunciou uma subida de 50 pontos base da taxa de juro, o maior aumento em 22 anos, que passou assim para um intervalo entre 0,75% e 1%.

Os investidores esperam assim encontrar pistas sobre o futuro da política monetária, sendo que para já o presidente da Fed, Jerome Powell,  assegurou que vamos "continuar a combater até que a inflação caia de forma clara e convincente".

(Atualizado às 15:37 com perda conjunta de "capital market" do Facebook, Google, Snapchat, Twitter e Pinterest)

 

24.05.2022

UE vai autorizar uso de portos europeus para exportar cereais da Ucrânia

A União Europeia vai permitir à Ucrânia exportar cereais através de portos europeus para evitar uma crise mundial alimentar. O anúncio foi feito por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que acusou esta terça-feira, num discurso em Davos, a Rússia de "usar a sua produção alimentar como forma de chantagem".


Von der Leyen adiantou também que a União está a "financiar diferentes modos de transporte, para que os cereais provenientes da Ucrânia possam chegar aos países mais vulneráveis do mundo". A presidente da Comissão aproveitou a ocasião para anunciar que os 27 estão a acelerar a produção alimentar, com o objetivo de retirar pressão dos mercados mundiais, numa altura em que cerca de 20 mil milhões de toneladas de trigo estão presas na Ucrânia e a a Rússia tem bloqueado exportações e bombardeado armazéns alimentares.

24.05.2022

Kiev alerta que comprar à Rússia "cereais roubados" é ser cúmplice de crimes

Uma ceifeira Deere & Co. John Deere 9560 a colher trigo numa quinta em Kirkland, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu hoje à comunidade internacional para não comprar à Rússia "cereais roubados" ao seu país e avisou que isso implica "cumplicidade" com os crimes russos.

"A Rússia rouba cereais da Ucrânia, carrega-os em navios, atravessa o [estreito do] Bósforo e tenta vendê-los no estrangeiro", denunciou Kuleba, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O ministro ucraniano pediu à comunidade internacional para que "se mantenha vigilante" e rejeite "este tipo de oferta", já que não o fazer implica tornar-se "cúmplice dos crimes russos".

"Roubar nunca trouxe sorte a ninguém", concluiu o chefe da diplomacia ucraniana na mesma mensagem, publicada depois da divulgação de imagens de satélite que mostram um presumível roubo, por parte da Rússia, de cereais da Ucrânia, um dos maiores exportadores mundiais deste alimento.

As imagens foram mostradas na segunda-feira pela televisão norte-americana CNN e terão sido recolhidas no porto de Sebastopol, na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Nas imagens transmitidas pelo canal norte-americano é possível ver dois navios de bandeira russa a atracar e a carregar o que se acredita ser cereais ucranianos roubados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha acusado a Rússia de aproveitar o conflito para "roubar paulatinamente" produtos alimentares ucranianos e vendê-los.

A CNN reconheceu que é difícil ter a certeza se o navio está a ser carregado com cereais ucranianos roubados, mas a Crimeia produz poucos cereais, ao contrário de outras regiões ucranianas como Kherson e Zaporijia, próximas da península e agora também controladas pelas forças russas.

Antes do início da guerra, o trigo russo e ucraniano representava quase 30% do comércio mundial, sendo a Ucrânia o quarto maior exportador mundial de milho e o quinto maior de trigo, de acordo com dados do Departamento de Estado norte-americano.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, que ajuda a combater a insegurança alimentar global, compra cerca de metade do trigo da Ucrânia todos os anos, tendo alertado que se registarão consequências terríveis se os portos ucranianos não forem reabertos.

Lusa

24.05.2022

Quatro países da UE querem confiscar bens russos para pagar reconstrução da Ucrânia

Lituânia, Eslováquia, Letónia e Estónia vão exigir na reunião do Ecofin desta terça-feira a apreensão dos bens russos congelados pela União Europeia (UE) para financiar a reconstrução da Ucrânia depois da invasão russa, segundo uma carta conjunta assinada pelos quatro estados-membros a que a Reuters teve hoje acesso.

No início de maio, a Ucrânia estimou que o montante necessário para reconstruir o país ronda os 600 mil milhões de dólares. Mas com a guerra ainda a decorrer, e sem sinais de acabar, é provável que o valor possa disparar acentuadamente, afirmam os países na missiva,

"Uma parte substancial dos custos da reconstrução da Ucrânia, incluindo a compensação pelas vítimas da agressão militar russa, devem ser cobertas pela Rússia", defendem os quatro Estados-membros na carta, que será apresentada nesta terça-feira, 24 de maio, no Conselho de Ministros da UE (Ecofin).

Leia a notícia completa aqui.

24.05.2022

Embargo da UE ao petróleo russo possível "dentro de dias", diz Berlim

Um embargo europeu ao petróleo russo é possível "dentro de alguns dias", disse o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, embora tenha reconhecido que a medida não é ainda consensual no seio da União Europeia (UE).

"Apenas alguns estados, especialmente a Hungria, que levantaram problemas", disse Habeck à televisão pública alemã ZDF na segunda-feira à noite. Mas "as discussões continuam" e "acho que conseguiremos um avanço em poucos dias".

Leia a notícia completa aqui.

24.05.2022

Europa pintada de vermelho. Air France-KLM perde mais de 6%

A Europa arrancou a sessão pintada de vermelho marcada pela preocupação dos investidores relativo ao possível abrandamento económico chinês e à medida que o mercado incorpora no preço das ações o advento de uma política monetária restritiva.

 

O Stoxx 600 segue a cair 0,98% para 432,28 pontos. Dos 20 setores que compõe o "benchmark" europeu nem um só negoceia no verde. Viagens e serviços públicos são os que mais pressionam o índice.

Entre os principais movimentos de mercado é de destacar a queda de mais de 6% da Air France-KLM, depois de a companhia ter anunciado a intenção de vender 2,26 mil milhões de euros em novas ações para reforçar o balanço.

 

Nas restantes praças europeias, Madrid cai 0,87%, Frankfurt desvaloriza 1,10%, Paris perde 1,63% e Amesterdão cai 1,80%. Londres cai 0,93% e Milão derrapa 0,90%. Por cá, o português PSI segue a tendência europeia e desvaloriza 0,91%, com a Greenvolt a comandar as perdas com um tombo de quase 5%.

 

As ações europeias têm estado a tentar recuperar depois de terem registado fortes quedas desde o final de março, à medida que os investidores mostram preocupações com os números da inflação, a possibilidade de recessão e o advento de uma política monetária "hawkish".

Esta segunda-feira, a presidente do BCE, Christine Lagarde colocou mais "lenha na fogueira" ao admitir que que a Zona Euro deverá deixar de ter taxas de juro de referência negativas no final do terceiro trimestre deste ano.

 

"Quando as pessoas começavam a pensar que o mercado acionista tinha atingido o 'fundo do poço', surgem novas incertezas sobre uma possível recessão, sugerindo assim que os títulos ainda não bateram fundo [o suficiente]", descreve Neil Camplingm responsável pelo departamento de "research" da Mirabaud Securities, citado pela Bloomberg.

24.05.2022

Juros agravam na Zona Euro

Os juros agravam na Zona Euro numa altura em que o mercado antecipa o advento de uma política monetária "falcão". A yield das "Bunds" alemãs a dez anos, "benchmark" para o mercado europeu, agravam 0,6 pontos base para 1,017%.

 

Em Itália, os juros das obrigações a dez anos sobem 2,3 pontos base para 3,048%, enquanto em França a "yield" da dívida com a mesma maturidade sobe 1,1 pontos base para 1,546%.

 

Na Península Ibérica, os juros das obrigações portuguesas a dez anos agravam 1,9 pontos base para 2,176%. Desde o dia 29 de abril que a "yield" da dívida nacional com esta maturidade está acima de 2%.

Por sua vez, os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade sobem 2,4 pontos base para 2,148%.

24.05.2022

Ouro perto de máximos de duas semanas. Lagarde não segurou euro por muito tempo

O ouro está a ser negociado perto de um máximo de duas semanas, depois de o dólar ter recuado e à medida que o apetite pelo mercado de risco cai. O metal amarelo negoceia na linha de água (-0,06%) para 1.852,40 dólares por onça.

 

Além das preocupações em torno da incerteza sobre um possível abrandamento da economia chinesa, motivada pelo corte nas previsões de várias casas de investimento para o PIB da China para este ano, os investidores estão a digerir as palavras proferidas esta segunda-feira pelos líderes dos bancos centrais.

 

O presidente da Reserva Federal norte-americana de Kansas City, Esther George, apontou para que a taxa de fundos federais possa subir até 2% até agosto. Já na zona euro, a presidente do Banco Central Europeu (BCE) admitiu que a Zona Euro deverá deixar de ter taxas de juro de referência negativas no final do terceiro trimestre deste ano.

 

No mercado cambial, o euro derrapa 0,18% depois de esta segunda-feira ter renovado máximos de quatro semanas para 1,0672 dólares. Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com 10 divisas rivais – cai 0,25% para 101,81 pontos.

24.05.2022

Petróleo perde mais de 1% com corte nas previsões de crescimento económico na China

O petróleo segue a perder mais de 1%, enquanto o mercado teme que o pacote de estímulos económicos de Pequim possa não cumprir o seu propósito, depois de várias casas de investimento terem cortado as suas previsões para o crescimento económico chinês deste ano.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desvaloriza 1,45% para 108,69 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, cai 1,43% para 11,80 dólares por barril.

 

O UBS reduziu a previsão de crescimento do PIB chinês para este ano de 4,2% para 3%, à semelhança do JPMorgan que cortou de 4,3% para 3,7%.

 

"Permanece [no mercado] um alto nível de incerteza sobre a procura chinesa [por petróleo]", sublinha Daniel Hynes, estratega do departamento de commodities do Australia & New Zealand Banking Group, citado pela Bloomberg.

24.05.2022

Europa aponta para vermelho. Ásia fecha em terreno negativo

Os futuros europeus, apontam para um arranque de sessão no vermelho e a Ásia fechou em terreno negativo, à medida que os investidores avaliam se os novos estímulos de Pequim são capazes de combater o impacto dos confinamentos na economia chinesa.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 seguem a cair 0,5%.

 

O mercado está a ser instigado a desconfiar das medidas impostas por Pequim para impulsionar a economia chinesa, depois de tanto o UBS como o JPMorgan terem cortado as previsões para o crescimento da economia do país este ano.

 

Este movimento nos futuros europeus ocorre também horas depois de o governador do Banco de França, François Villeroy, ter reforçado as palavras proferidas pela presidente do BCE, Christine Lagarde, apontando para um consenso entre os governadores da autoridade monetária para a probabilidade de haver uma subida das taxas de juro. 

 "Francamente, se olharmos para a declaração do Presidente Lagarde esta manhã, provavelmente o acordo está feito porque há um consenso crescente [dentro do Conselho do BCE]", revelou Villeroy, num painel moderado da CNBC, à margem do World Economic Forum.

 

Na Ásia, a sessão terminou no vermelho em reação à revisão em baixa das previsões de crescimento da economia chinesa. Em Hong Kong, o Hang Seng desvalorizou 1,6% e Xangai derrapou 1,3%. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 1,1%, já pelo Japão o Nikkei caiu 0,94% e o Topix derrapou 0,7%.

24.05.2022

Produção da maior refinaria russa caiu 28% nos primeiros dias de maio

A produção primária de petróleo da maior refinaria russa, Rosneft, caiu quase 28% nos primeiros dias de maio, em comparação com o período antes da guerra, de acordo com as contas da Bloomberg.

 

O CEO da gigante estatal russa, Igor Sechin, pertence há décadas ao núcleo privado do presidente russo de Vladimir Putin.

As subsidiárias desta empresa respondem por cerca de dois terços dos cortes de produção russa, desde que o Kremlin invadiu a Ucrânia, segundo os dados do Ministério da Energia.

24.05.2022

NATO pode proteger navios que exportam cereais ucranianos

Londres está a discutir com outros países a possibilidade de proteger cargueiros que transportam cereais ucranianos com navios de guerra, de acordo com o Times Report.

A ideia foi discutida inicialmente entre pela Lituânia e o Reino Unido, mas pode ser executada pelos restantes membros da NATO que dependem das exportações ucranianas.

 

Esta notícia surge depois de esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, ter revelado ao The Guardian que o país estava a tentar formar uma coligação naval para levantar o bloqueio russo às exportações de cereais ucranianos no Mar Negro.

24.05.2022

EUA recorrem a táticas italianas de combate à máfia para executar sanções

Os EUA estão a aprender algumas táticas que Itália utilizou para combater e evasão fiscal da máfia para executar as sanções contra os oligarcas russos, de acordo com o subsecretário com a pasta do Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro, em entrevista à Bloomberg.

 

"[Os italianos] têm muita experiência e história no combate ao crime organizado", explicou Brian Nelson. "Eles sabem o que fazer daqui para a frente", acrescentou o governante.


As autoridades italianas continuam a usar estas mesmas táticas na atualidade. Até ao momento, de acordo com o subsecretário do Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro, Roma já apreendeu três iates e várias propriedades ligadas a oligarcas russos.

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