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Fecho dos mercados: Alívio na subida dos juros ajuda bolsas europeias e Itália volta a pressionar euro

Apesar de continuarem em alta, a subida dos juros das dívidas públicas atenuou, o que ajudou à valorização das bolsas europeias. Já a tensão entre Roma e Bruxelas voltou a penalizar o euro e o furacão Michael ajudou o petróleo a retomar a senda de subidas das últimas semanas.

09 de Outubro de 2018 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 apreciou-se em 0,58% para os 5.152,84 pontos

Stoxx 600 subiu 0,19% para os 372,93 pontos

S&P ganha 0,27% para 2.892,20 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos agravam-se em 0,2 pontos base para 1,974%

Euro recua 0,12% para 1,1478 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,76% para 84,55 dólares por barril

 

Bolsas europeias põem fim a ciclo de quedas

Depois de três sessões consecutivas de quedas - provocadas por vários factores - os índices europeus recuperaram fôlego esta terça-feira, dia 9 de Outubro. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, fechou em terreno positivo, a subir 0,19% para os 372,93 pontos. 

 

O sector energético foi decisivo para sustentar as bolsas europeias, ao avançar 1,5%. Isto numa sessão em que o petróleo valoriza mais de 1% nos mercados internacionais. Contagiado pela inversão das FAANG em Wall Street, o sector tecnológico também deu um empurrão às praças europeias. 

 

Além dos sectores energético e tecnológico, também o sector da banca - que tem sido penalizado pela tensão entre Itália e Bruxelas - inverteu a tendência ao subir 0,3%, assim como o sector das matérias-primas, que somou mais de 1%. Isto apesar de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter alertado que a guerra comercial vai afectar a economia mundial e, por isso, ter revisto em baixa as suas previsões para 2018 e 2019. 

 

A maior parte das praças europeias fechou em terreno positivo, à excepção da bolsa de Atenas. O PSI-20 também subiu pela primeira vez em quatro sessões, ao somar mais de meio por cento, impulsionado pelo BCP, Galp Energia e sector do papel. 

 

Após máximos, juros aliviam com reacender de tensão comercial

Os juros das dívidas públicas dos Estados Unidos e na área do euro aliviam esta terça-feira, dia em que mesmo assim renovaram máximos. A justificar este alívio das "yields", que persistem em alta, está o potencial reagravar da tensão comercial entre a China e os EUA depois de Pequim ter aprovado medidas para facilitar a concessão de crédito, o que deverá pressionar o yuan e provocar descontentamento em Washington. É que o presidente americano, Donald Trump, tem acusado a China de desvalorizar artificialmente a sua moeda. O retomar da contenda entre Pequim e Washington poderá ter impacto negativo sobre a economia norte-americana, cuja crescente robustez tem levado ao aumento expressivo dos juros.

 

Depois de ter esta manhã superado os 2% pela primeira vez em quatro meses, a "yield" associada às obrigações soberanas lusas com prazo a 10 anos sobe agora ligeiros 0,2 pontos base para 1,974%. Maior continua a ser a taxa de juro exigida pelos investidores para comprar dívida transalpina a 10 anos, que sobe agora 4 pontos base para 3,528, continuando próxima de máximos de Fevereiro de 2014 hoje já renovados.

 

A dívida alemã segue a tendência com a taxa de juro correspondente às "bunds" germânicas a 10 anos a avançar 0,8 pontos base para 0,537%. Já a "yield" associada aos títulos a 10 anos dos Estados Unidos tocou hoje novamente em máximos de 2011.

  

Euribor sobem a seis, nove e 12 meses

As taxas Euribor subiram em todos os prazos menos a três meses, que permaneceu em -0,318%. A seis meses subiu para -0,268%, a nove meses cresceu para -0,207%, e a 12 meses avançou para se fixar em -0,156%.

Itália volta a pressionar euro que cai para mínimo de 7 semanas

A moeda única europeia voltou a ser penalizada pela apreensão dos investidores relativamente a um confronto entre as autoridades italianas e Bruxelas, numa fase marcada pelas garantias de Roma de que vão mesmo registar défices nos próximos anos que contrariam a trajectória e ritmo de redução da dívida antes acordados.

 

O euro segue a perder 0,12% para 1,1478 dólares, com a divisa europeia a transaccionar nos mercados cambiais em mínimos de sete semanas em relação à moeda norte-americana.

 

Petróleo valoriza após três sessões em queda com furacão Michael

O preço do crude retomou hoje a tendência altista que marcou as últimas semanas nos mercados internacionais, estando a valorizar após três dias seguidos a acumular perdas.

 

Em Londres, o preço do Brent Mar do Norte, utilizado como referência para as importações nacionais, valoriza 0,76% para 84,55 dólares por barril e, em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,54% para 74,69 dólares.

 

O encerramento de unidades petrolíferas nos Estados Unidos devido ao furacão Michael está a potenciar a subida do crude, dado que se antecipam impactos no nível da oferta da matéria-prima. As sanções financeiras aplicadas pelos Estados Unidos ao Irão também continuam a contribuir para a subida do petróleo, já que daquelas resultam impactos negativos na oferta global petrolífera.

 

Ouro estabiliza com valorização

O preço do metal dourado está a subir 0,14% para 1.189,74 dólares por onça, o que permite ao ouro estabilizar depois da maior queda em mais de um mês e meio que foi provocada pela forte subida dos juros da dívida nos EUA.

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