Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de maior queda em quase 3 semanas. Juros sobem pela 1.ª vez em oito sessões

Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de maior queda em quase 3 semanas. Juros sobem pela 1.ª vez em oito sessões

Após as quedas das últimas sessões, as bolsas europeias subiram assim como os juros das obrigações soberanas.
Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de maior queda em quase 3 semanas. Juros sobem pela 1.ª vez em oito sessões
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 valorizou 0,37% para 5.064,36 pontos
Stoxx 600 subiu 0,42% para 372,07 pontos
S&P 500 valoriza 0,11% para 2.786,14 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 1,3 pontos base para os 0,859%
Euro sobe 0,04% para os 1,1136 dólares
Petróleo em Londres cai 2,99% para 67,37 dólares por barril

Bolsas recuperam de maior queda em quase três semanas
As principais bolsas europeias valorizaram na sessão desta quinta-feira, 30 de maio, o que lhes permitiu recuperar parcialmente de duas quedas seguidas, sendo que ontem o índice de referência europeu teve mesmo a maior desvalorização em praticamente três semanas.

O Stoxx 600 somou 0,42% para 372,07 pontos, impulsionado em especial pelas subidas alcançadas pelos setores europeus dos media e industrial. Também o lisboeta PSI-20 terminou o dia em terreno positivo (+0,37% para 5.064,36 pontos) apoiado pela maior subida desde julho de 2016 registada pela Nos (+4,47% para 5,72 euros).

A sessão de hoje ficou marcada, segundo explica a Reuters, pelas reticências dos investidores em apostarem nos mercados acionistas devido à volatilidade dos últimos dias, tendo estes optado sobretudo por investir em ativos considerados mais seguros tais como obrigações de dívida e dólar.

Juros portugueses sobem pela primeira vez em oito sessões
No dia em que Portugal concluiu a emissão de Panda Bonds, os juros portugueses estão a subir pela primeira vez em oito oito dias. Nas últimas sessões, os juros a dez anos tinham atingido mínimos históricos e os juros a cinco anos passaram a negociar em terreno negativo. A "yield" a dez anos subiu esta quinta-feira 1,3 pontos base para os 0,859%. 

No resto da Europa o movimento é semelhante. Os juros alemães a dez anos subiram 0,4 pontos base para os -0,176% e os juros italianos a dez anos aumentaram 1,6 pontos base para os 2,653%, tendo sido penalizados mais uma sessão pela instabilidade política que se vive em Roma. Após as eleições europeias há a possibilidade de se marcar eleições nacionais antecipadas dada a incerteza à volta dos dois partidos da coligação que governa. 

Bitcoin volta a subir e atinge máximo de um ano
Após duas sessões de quedas, a criptomoeda regressou aos ganhos. Nas últimas duas semanas a bitcoin registou fortes ganhos tendo voltado a estar sob a atenção dos investidores. O ganho acumulado desde o início do ano é já superior a 100%. Hoje a subida é de 0,45% para os 8.685,54 dólares, o que representa um máximo de um ano. 

Já o euro está a subir 0,04% para os 1,1136 dólares.

Petróleo desce com menor queda das reservas nos EUA
O petróleo está em queda após a administração norte-americana ter revelado que as reservas de crude desceram menos do que foi antecipado pelos analistas, colocando mais pressão do lado da oferta. Do lado da procura tem sido a disputa comercial a pesar na cotação do "ouro negro" uma vez que se prevê que haja menos procura por petróleo caso a economia desacelere.

O crude, negociado em Nova Iorque, segue a desvalorizar 2,09% para os 57,56 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, está a cair 2,99% para 67,37 dólares por barril. Ambos estão perto de mínimos de três meses. 

Ouro a caminho do quarta queda mensal
Apesar da disputa comercial, que tem afastado os investidores de "ativos de risco" como as ações, o ouro não tem descolado. A força do dólar tem retirado algum do estatuto de "ativo de refúgio" ao metal precioso. O ouro está a caminho da quarta queda mensal consecutiva. Neste momento, os analistas consultados pela Bloomberg mantêm a perspetiva "neutra" para o ouro que, neste momento, valoriza 0,53% para os 1.286,5 dólares por onça.



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