Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro, petróleo e ouro recuam e juros avançam

Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro, petróleo e ouro recuam e juros avançam

As principais praças bolsistas europeia dividiram-se entre ganhos e perdas, embora com predominância para as desvalorizações no arranque da semana. Valorização do dólar provoca queda do euro, da libra e também do ouro. Petróleo recua com novo aumento da produção petrolífera norte-americana.
Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro, petróleo e ouro recuam e juros avançam
Reuters
David Santiago 04 de fevereiro de 2019 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,41% para 5.093,85 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,06% para 359,92 pontos

S&P 500 valoriza 0,24% para 2.713,15 pontos 

Juros da dívida portugues a dez anos sobem 2 pontos base para 1,661%

Euro cai 0,22% para 1,1432 dólares

Petróleo desce 0,76% para 62,27 dólares por barril em Londres


Bolsas europeias com primeira queda em cinco sessões

Após quatro dias consecutivos em alta, a generalidade das principais bolsas do velho continente negociaram no vermelho na sessão desta segunda-feira, 4 de fevereiro. A contrariar a tendência predominante, o índice de referência Stoxx600 ganhou ligeiros 0,06% para 359,92 pontos. Já o lisboeta PSI-20 recuou 0,41% para 5.093,85 pontos, num dia em que tocou no valor mais baixo desde 29 de janeiro.

 

Foi um dia sem fatores com efeito determinante na negociação bolsista, com os investidores a continuarem a refletir as notícias da última semana, em especial a ausência de progressos nas conversações entre os Estados Unidos e a China com vista a um acordo comercial e a posição da Reserva Federal norte-americana que até já admite como hipótese a não subida dos juros em 2019.

 

Juros sobem na Zona Euro

Os juros das dívidas públicas na área do euro negociaram em alta generalizada. A taxa de juro associada aos títulos soberanos de Itália com maturidade a 10 anos sobe ténues 0,5 pontos base para 2,753%, isto numa sessão em que tocaram em máximos de 16 de janeiro. Também a "yield" correspondente às obrigações lusas a 10 anos avança 2 pontos base para 1,661%.

 

Também as taxas de juro de Espanha e da Alemanha sobem no mesmo prazo respetivamente 2,3 e 1,4 pontos base para 1,247% e 0,180%.

 

Os juros sobem pelo segundo dia seguido depois de, na semana passada, ter sido reportado um abrandamento na evolução da taxa de inflação no bloco da moeda única, o que reforça as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha os juros baixos por mais tempo. 

 

Euro e libra recuam contra o dólar

O euro segue a depreciar 0,22% para 1,1432 dólares, tal como a libra que também negoceia em queda face à divisa norte-americana. O euro já tocou no valor mais baixo desde 30 de janeiro em relação ao dólar, enquanto a libra transacionou em mínimos de 24 de janeiro relativamente à moeda dos EUA. O dólar continua a tirar partido dos dados económicos robustos da maior economia mundial, designadamente a maior criação de emprego em quase um ano.

 

Os sinais de abrandamento económico na Zona Euro, especialmente na Alemanha, bem como a incerteza em torno do desfecho do processo do Brexit pressionam as moedas europeias.

 

Petróleo desvaloriza com aumento da produção norte-americana

O preço do petróleo está a desvalorizar nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, transacionado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, cai 0,76% para 62,27 dólares por barril, acompanhando pelo West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque e que cai 1,99% para 54,16 dólares. Isto numa sessão em que tanto o Brent como o WTO chegaram a negociar em máximos de 7 de dezembro e 21 de novembro, respetivamente.

 

A pressionar o preço da matéria-prima está o aumento da produção petrolífera nos Estados Unidos, que acaba por contrabalançar o facto de a produção petrolífera da Organização dos Países Exportadores de Petróleo ter registado a maior queda em dois anos.

 

Ouro recua pelo segundo dia

O metal precioso está a desvalorizar em função da subida do dólar, com o ouro a cair 0,35% para 1.313,33 dólares por onça. A matéria-prima encaminha-se mesmo para a maior desvalorização diária em duas semanas.




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