Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses em novos mínimos. Petróleo recua mais de 3%

Fecho dos mercados: Juros portugueses em novos mínimos. Petróleo recua mais de 3%

As bolsas europeias fecharam com ganhos, num dia marcado por alguma indefinição. Os juros portugueses voltaram a tocar em novos mínimos e o petróleo afunda mais de 3%.
Fecho dos mercados: Juros portugueses em novos mínimos. Petróleo recua mais de 3%
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,76% para 5.149,16 pontos

Stoxx 600 sobe 0,37% para 389,29 pontos

S&P500 valoriza 0,07% para 2.966,54 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 5 pontos base para os 0,358%

Euro avança 0,13% para 1,1301 dólares

Petróleo em Londres recua 3,10% para 63,04 dólares por barril

 

Bolsas europeias sobem

O dia foi marcado por oscilações pouco definidas nas bolsas europeias, com os índices a variarem entre ganhos e perdas ligeiros. No final do dia as bolsas definiram o seu rumo, com o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, a subir 0,37%.

A ameaça dos EUA de implementarem tarifas adicionais sobre bens importados da União Europeia, no valor de cerca de quatro mil milhões de dólares, acabou por pesar na negociação. Isto um dia depois de as bolsas terem subido à boleia da trégua comercial decretada pelos EUA e China.

 

Na Europa, uma das bolsas que mais se destacou foi a italiana, depois de o Governo de Roma ter anunciado que vai rever as suas previsões de défice para 2,04% este ano para evitar sanções europeias. Esta postura levou a que o principal índice bolsista italiano subisse 0,65% e os juros recuassem mais de 13 pontos base para 1,832%, o que corresponde a um mínimo de maio de 2018.

 

Já a bolsa nacional fechou em queda, com o PSI-20 a perder 0,76%, pressionado, sobretudo, pela Jerónimo Martins. A retalhista caiu mais de 5%, depois de ter sido revelado que a Polónia vai avançar com o imposto sobre as receitas do retalho.

 

Juros portugueses com novos mínimos históricos 

Tem sido uma constante nos últimos meses: a cada sessão que passa os juros portugueses aliviam em todos prazos e batem mínimos históricos. Esta terça-feira, 2 de julho, os juros portugueses a dez anos quebraram pela primeira vez a barreira dos 0,4%. Neste momento baixam cinco pontos base para os 0,358%, um novo mínimo histórico.

 

Além disso, os juros portugueses a seis anos, que entraram em terreno negativo ontem pela primeira vez, aliviam 4,1 pontos base para os -0,072%, também um mínimo histórico. Toda a dívida portuguesa com maturidade até seis anos está a negociar no mercado secundário com juros negativos. 

 

Esta descida dos juros é explicada pela ação do Banco Central Europeu, que mantém os juros diretores em níveis historicamente baixos e comprou dívida pública da Zona Euro até dezembro do ano passado, pela melhoria dos "ratings" atribuídos a Portugal pelas agências de notação financeira e ainda pelo reembolso antecipado que Portugal fez ao Fundo Monetário Internacional, amortizando todo o empréstimos contraído em 2011. 


Euro sobe com BCE a afastar pressa em descer juros

O euro está a subir contra o dólar no dia em que a Bloomberg noticiou que os responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) não veem necessidade de acelerar a política de corte de juros, afastando assim esse cenário para a reunião de julho. O euro sobe 0,13% para 1,1301 dólares. Até porque a perspectiva de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA desça juros mantém-se, ainda que as tréguas comerciais tenham reduzido a pressão sobre a autoridade liderada por Jerome Powell. 

 

Petróleo desce mais de 3% na expectativa de menor procura no futuro

Os dados económicos dos Estados Unidos, China e Europa continuam a desiludir, o que leva os investidores a antecipar uma menor procura por petróleo no futuro. Este efeito, que tende a pressionar os preços, está a sobrepor-se ao prolongamento dos cortes de produção por mais nove meses que foi acordado ontem pela OPEP, que tende a fazer subir os preços.

 

"Embora haja tréguas entre os EUA e a China, os dados industriais globais ainda estão num mau estado", alerta o analista da corretora PVM Oil Associates, Tamas Varga, em declarações à Bloomberg. A penalizar as expectativas em relação ao futuro está a lista de bens europeus avaliados em 4 mil milhões de dólares elaborada pelos EUA que poderão ser alvo de tarifas por causa do caso que corre na Organização Mundial do Comércio sobre os subsídios estatais à Airbus. 

 

Depois de atingir um máximo de cinco semanas na sessão de ontem, a cotação do barril está em queda. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a descer 3,10% para 63,04 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) desvaloriza 3,60% para 56,96 dólares. 


Ouro volta aos ganhos

O metal precioso voltou aos ganhos esta terça-feira, depois de ontem ter registado uma forte queda, a refletir o alívio trazido pelas tréguas decretadas pelos EUA e China na guerra comercial. O ouro sobe 1,46% para 1.404,41 dólares por onça. A contribuir para a subida do ouro também estão os dados económicos que apontam para uma deterioração da indústria na Europa e na Ásia, ao mesmo tempo que a tensão entre o Irão e os EUA continua a marcar a agenda.  

 




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