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Fecho dos mercados: Juros sobem com Itália, petróleo avança com queda de stocks e cobre dispara com optimismo na China

As bolsas mundiais negoceiam com oscilações pouco expressivas, numa sessão morna na Europa e nos EUA. Mas nos outros mercados, os activos estão a mexer de forma mais acentuada. Os juros da dívida soberana de Itália seguem em alta com as pressões políticas no país em torno do novo orçamento, ao passo que o petróleo avança depois de uma nova queda das reservas desta matéria-prima nos EUA. Também o cobre segue em alta, animado pelo optimismo em torno do crescimento chinês.

Reuters
19 de Setembro de 2018 às 17:00

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,22% para 5.373,06 pontos

Stoxx 600 avançou 0,33% para 379,99 pontos

S&P 500 soma 0,16% para 2.908,93 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal aumenta 4,1 pontos base para 1,895%

Euro valoriza 0,09% para 1,677 dólares

Petróleo sobe 0,20% para 79,19 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias sobem com alívio de pressão da guerra comercial

As bolsas europeias fecharam a sessão com ganhos ligeiros, num dia em que os investidores estão a reflectir nos índices algum alívio de tensão em torno da guerra comercial entre os EUA e a China, depois de Pequim ter respondido às novas tarifas de Washington de uma forma mais branda do que o esperado.

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, subiu 0,33% para 379,99 pontos.

Já o índice português, o PSI-20 subiu 0,22% para 5.373,06 pontos numa sessão marcada pela subida superior a 1% do BCP, Jerónimo Martins e Navigator.

Incerteza orçamental em Itália eleva juros da dívida

Os juros a 10 anos da maioria dos países da periferia do euro e da Alemanha estão a negociar em alta, numa altura em que se mantém a pressão da incerteza em torno da política orçamental de Itália.

A yield das obrigações portuguesas a 10 anos soma 4,1 pontos base para os 1,895%. O mesmo acontece aos juros italianos no mesmo prazo, que sobem 6,9 pontos base para 2,858%. Na Alemanha, as "yields" das Bunds registam um aumento de 0,8 pontos base para 0,488%.

Euribor sobem a 3, 6 e 12 meses e caem a 9 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu 0,001 pontos para -0,318%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, aumentou para -0,267%.    

A nove meses, a Euribor desceu 0,003 pontos para -0,209%, ao passo que no prazo a 12 meses caiu para -0,167%.

Comentários de Li pressionam dólar

A nota verde está a perder terreno face às principais congéneres, excepto no seu câmbio com o franco suíço. A divisa norte-americana perdeu fôlego depois de o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ter dito que a China não vai desvalorizar a sua moeda para melhorar a competitividade numa altura em que a guerra de tarifas aduaneiras Washington-Pequim subiu de tom.

Com isto, o euro segue a negociar em alta face ao dólar, a ganhar 0,09% para 1,1677 dólares.

Petróleo avança com redução de stocks nos EUA

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em alta, animados pela quinta semana consecutiva de redução dos inventários norte-americanos de crude. As refinarias e os exportadores dos EUA acabaram por levar a uma nova diminuição das reservas desta matéria-prima no país. Nesta altura do ano, as refinarias norte-americanas costumam começar a encerrar para manutenção, mas o seu ritmo de processamento está 10% acima do registado no mesmo período do ano passado.

O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a somar 1,23% para 70,71 dólares por barril. Já as cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Novembro seguem a ganhar 0,20% para 79,19 dólares por barril.

Cobre soma e sugue com aumento da procura

As cotações do cobre continuam a valorizar, sustentadas em grande medida pelo forte consumo da China, apesar da ameaça ao crescimento do país colocada pelo deteriorar das relações comerciais com os Estados Unidos.

O cobre para entrega a três meses segue a negociar acima dos 6.000 dólares por tonelada no Mercado Londrino de Metais (LME), sustentado pela expectativa de que as tarifas alfandegárias não façam descarrilar o crescimento global e de que a China reforce os investimentos em infra-estruturas para estimular a sua economia.

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