Mercados num minuto Fecho dos mercados: "Não mexe, não respira". Mercados em suspenso à espera da Fed

Fecho dos mercados: "Não mexe, não respira". Mercados em suspenso à espera da Fed

Os mercados bolsistas, cambiais e das matérias-primas estiveram hoje, na sua grande maioria, a negociar com poucas oscilações, à espera da decisão da Reserva Federal norte-americana sobre as taxas de juro, que se espera que subam.
Fecho dos mercados: "Não mexe, não respira". Mercados em suspenso à espera da Fed
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 0,02% para 5.389,83 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,30% para 385,05 pontos

S&P 500 soma 0,024% para 2.922,50 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,2 pontos base para 1,891%

Euro cede 0,16% para 1,1748 dólares

Petróleo desvaloriza 0,75% para 81,26 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias à espera da Fed

As bolsas europeias registaram uma sessão com oscilações pouco acentuadas, num dia em que os investidores aguardam pelo fim da reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA.


A expectativa é que a autoridade monetária americana anuncie esta quarta-feira, 26 de Setembro, o terceiro aumento de juros deste ano, com a taxa a subir 25 pontos base para o intervalo entre 2% e 2,25%. Além disso, os analistas esperam que os responsáveis liderados por Jerome Powell deixem indicações sobre as próximas medidas.


O dia foi assim de variações pouco definidas. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a subir 0,3% para 385,05 pontos, numa sessão em que os índices oscilaram entre uma queda de 0,1% (Itália) e uma subida de 0,61% (França). Na bolsa nacional, o PSI-20 esteve entre as bolsas que não conseguiram evitar uma descida, com o índice a perder apenas 0,02%, numa sessão em que a Galp Energia deslizou mais de 1%.

Alívio generalizado dos juros na Europa

Os juros da dívida italiana a dez anos inverteram para tendência negativa, depois de abrirem a sessão a agravar-se devido ao facto de um dos parceiros da coligação governamental ter ameaçado chumbar a proposta de Orçamento do Estado para 2019. O mercado acabou por aliviar e as "yields" das obrigações recuaram 4,2 pontos base para 2,836%. Os investidores aguardam com expectativa que o governo transalpino anuncie as metas orçamentais do próximo ano, o que deverá acontecer na sexta-feira, 28 de Setembro.

O movimento de alívio estendeu-se à generalidade dos países europeus, com os juros da dívida portuguesa a dez anos a descerem 0,2 pontos base para 1,891% e as "yields" das obrigações alemãs (Bunds) no mesmo prazo a cederem 1,1 pontos base para 0,533%.

 

Euribor mantêm-se a 3 e 6 meses, descem a nove e sobem a 12

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,319%. Também a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu no mesmo nível, em -0,267%.    

A nove meses, a Euribor desceu 0,001 pontos para -0,208%, ao passo que no prazo a 12 meses avançou 0,001 pontos para -0,164%.

 

Dólar em modo "não respira" antes da decisão do banco central dos EUA

A nota verde está a negociar em modo "não respira", mantendo-se praticamente inalterado face às principais moedas, à espera da decisão de política monetária do banco central dos EUA. A Reserva Federal norte-americana deverá anunciar esta quarta-feira (às 19:00 de Lisboa) uma nova subida da taxa directora, que deverá passar de um intervalo entre 1,75% e 2%, para 2% a 2,25%. 

O dólar tem cedido terreno nos últimos tempos, sobretudo face ao euro, mas poderá hoje inverter a tendência de queda se a Reserva Federal anunciar uma subida da taxa dos fundos federais. Com os juros mais altos nos Estados Unidos, os investidores tendem a desviar os seus investimentos para activos mais seguros, como as obrigações soberanas norte-americanas – e essa "corrida" aumenta a procura por dólares, fazendo assim o valor da nota verde subir.

 

Petróleo cede terreno com aumento de inventários norte-americanos

As cotações do "ouro negro" estão hoje a negociar em baixa, devido sobretudo ao aumento inesperado das reservas norte-americanas de crude na semana passada – quando se esperava uma diminuição. Tratou-se do primeiro aumento dos inventários desde inícios de Agosto. Os stocks subiram em 1,85 milhões de barris.

O contrato de Novembro do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a recuar 0,90% para 71,63 dólares por barril. Já as cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Dezembro seguem a descer 0,75% para 81,26 dólares por barril, nível que não se via desde Novembro de 2014.

 

Ouro em "terra de ninguém" na expectativa do anúncio da Fed

As cotações do ouro seguem a negociar muito lateralmente, sem grandes oscilações, a cederem 0,6% para 1.194,18 dólares por onça em Nova Iorque, à espera da reunião da Reserva Federal norte-americana.

O metal amarelo tem estado mais "calmo" nas últimas semanas, sem direcção marcada para a baixa ou para a alta, devido ao facto de os investidores já estarem a contar com uma subida de juros por parte da Fed.

 




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