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Fecho dos mercados: Gigante chinês arrasta bolsas e matérias-primas para pior sessão desde 2008

Os receios de uma desaceleração da economia chinesa arrastaram os mercados financeiros mundiais para uma sessão de quedas avultadas, desde as acções, até às matérias-primas, passando pelos mercados emergentes.

china bolsas mercados
china bolsas mercados Reuters
24 de Agosto de 2015 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 caiu 5,80% para 4.981,26 pontos

Stoxx 600 caiu 5,33% para 342,01 pontos

S&P 500 desvaloriza 2,61% para 1.920,17 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal avança 6,0 pontos base para 2,690%

Euro avança 1,73% para 1,1582 dólares

Petróleo cai 5,28% para 43,06 dólares por barril, em Londres

Mancha vermelha nas bolsas mundiais

As segundas-feiras "negras" voltaram às bolsas mundiais. Depois da bolsa de Xangai ter fechado a tombar 8,5% foi a vez das praças europeias registarem desvalorizações acentuadas, com os investidores a fugirem dos activos de risco, perante os receios de uma travagem na segunda maior economia do mundo. O europeu Stoxx 600 fechou a cair 5,33%, a maior desvalorização em quatro anos, num dia em que todos os sectores negociaram no "vermelho", mas foram as empresas ligadas ao sector das matérias-primas quem mais pressionou. As mineiras lideraram as quedas, arrastadas pelas descidas dos preços dos metais.

Entre os índices, a bolsa grega foi a que mais caiu. Afundou 12,77%, para um mínimo histórico. Já o alemão Dax, altamente exposto à exportação, desceu 4,7%, elevando para mais de 22% a queda registada desde os máximos deste ano.  E o PSI-20 cedeu 5,8%, com todas as cotadas a afundarem mais de 3% e também já está em "mercado urso". Cai mais de 21% desde os máximos registados a 9 de Abril.

Juros e prémio de risco sobem

Os juros da dívida portuguesa estão a avançar esta segunda-feira, acompanhando a tendência na Europa. Os juros na periferia da Zona Euro registam as maiores subidas. Na Grécia, afectada também pela crise política interna, além da situação da China, a "yield" a dez anos sobe 27,3 pontos para 10,022%.

Em Portugal, a "yield" das obrigações nacionais a 10 anos está a avançar 6,0 pontos para 2,690%. A "yield" das "bunds" alemã avança 2,9 pontos base para 0,592%. A subida menor fazendo aumentar o prémio de risco que os investidores pagam para apostar na dívida portuguesa, em detrimento da alemã, considerada mais segura. O "spread" está a subir 30,4 pontos para 209,51 pontos base. 

Euribor em novos mínimos

À semelhança do que vem acontecendo há mais de uma semana, a Euribor a três meses voltou a fixar um novo mínimo histórico. O indexante caiu para -0,032%, face aos -0,031% da sessão anterior. Desde que negociou pela primeira vez em terreno negativo, em Abril, a taxa a três meses tem vindo a renovar novos mínimos históricos em valores negativos.

Euro sobe 1,7% de olho na Fed

A moeda única europeia está a contrariar as quedas nos mercados accionistas mundiais. O euro sobe 1,73% para 1,1582 dólares, e já superou, pela primeira vez desde Janeiro de 2015, os 1,17 dólares, impulsionado pela expectativa que a crise chinesa leve a Reserva Federal dos EUA a adiar a decisão de subir juros. Antes de a China ter desvalorizado a sua moeda, há duas semanas, grande parte dos especialistas antecipava uma subida de juros nos EUA na reunião de Setembro. No entanto, os acontecimentos dos últimos dias têm levado muitos analistas a rever as suas previsões.

Os "traders" descontam apenas uma probabilidade de 22% do banco central americano alterar a sua taxa directora no próximo mês, enquanto a 18 de Agosto – data em que as autoridades chinesas desvalorizaram o yuan – essa probabilidade disparava para 48%. Além do euro, também o iene está a valorizar. A moeda nipónica está a negociar em máximos de seis semanas face ao dólar, com os investidores a procurarem refúgio no iene. Já as divisas emergentes, como o real e o peso registam quedas avultadas.

Petróleo cai mais de 4%

O impacto da China estendeu-se ao mercado das matérias-primas. O petróleo destaca-se negociando em mínimos de 2009, com quedas superiores a 4%. O Brent, negociado em Londres, que serve de referência para a Europa, está a desvalorizar 5,28% para 43,06 dólares por barril. Chegou a cair 6,49% para 42,51 dólares, durante a sessão. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, também acentua a tendência de queda da última sessão em que recuou abaixo da fasquia dos 40 dólares, pela primeira vez desde 2009. Esta segunda-feira, o WTI já transaccionou nos 37,75 dólares, ao afundar quase 7%. Está a cair 4,40%, para 38,68 dólares por barril.

Além da China, as declarações do ministro do petróleo do Irão, estão a penalizar os preços da matéria-prima. Segundo a Bloomberg, Bijan Namdar Zanganeh reiterou que o país vai aumentar a sua produção "a qualquer custo" para defender a sua quota de mercado.

China reforça investimento de refúgio

Os receios em torno da China estão a estimular os investimentos em activos de refúgio, mais seguros. O ouro está a desvalorizar 0,18% para 1158,56 dólares, uma queda menos acentuada do que os restantes metais. O cobre e o alumínio estão a recuar mais de 1%, transaccionando em mínimos de seis anos. 

Destaques do dia

Bolsa da China regista a maior queda desde 2007. As acções chinesas continuam a registar um desempenho negativo, tendo mesmo registado a maior queda desde 2007 esta segunda-feira. Os receios em torno de uma travagem brusca da segunda maior economia do mundo justificam o comportamento, que está a arrastar outros mercados.

 

Bolsa grega afunda mais de 12% e atinge valor mais baixo de sempre. Nunca a bolsa grega valeu tão pouco. O principal índice de Atenas chegou a cair quase 14% esta segunda-feira, para atingir o valor mais baixo de sempre. Os bancos do país fundam mais de 20%, enquanto os juros da dívida a dois anos disparam 125 pontos.

 

Euro sobe mais de 1,5% e supera os 1,17 dólares. A moeda única europeia acentuou a tendência de subida e já superou, pela primeira vez desde Janeiro de 2015, os 1,17 dólares, num dia de forte turbulência devido aos receios de abrandamento da China e especulação de que a Fed adie a subida de juros dos EUA.

 

Petróleo afunda mais de 5% e renova mínimos de 2009. As quedas nos mercados provocadas pelos receios em torno da China e de um abrandamento da economia mundial, estão a acentuar-se e o petróleo não escapa, seguindo com uma queda superior a 5% e a negociar em mínimos de 2009.

 

BCE volta a travar e regista a pior semana das compras de activos. O objectivo mensal da instituição monetária da Zona Euro está agora mais longe. O BCE registou a pior semana de sempre das compras de activos, com o investimento em "covered bonds" a atingir mínimos.

 

O que vai acontecer amanhã

 

Alemanha. PIB, no segundo trimestre [anterior: 1,6%; estimativa: 1,6%].

 

EUA. Índice de preços na habitação, no segundo trimestre [anterior: 1,3%].

 

EUA. Venda de casas novas, em Julho [anterior: -6,8%; estimativa 6,0%].

 

EUA. Confiança do consumidor, em Agosto [anterior: 90,9 pontos; estimativa: 93,0 pontos].

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