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China deverá injectar mais de 90 mil milhões na banca para acalmar mercados

O banco central da China está a preparar-se para introduzir uma nova ronda de liquidez no sistema financeiro, com vista a impulsionar o crédito para tentar acalmar o mercado.

China bandeira
China bandeira Reuters
Negócios 24 de Agosto de 2015 às 19:08

O Banco Popular da China, o banco central do país, está a preparar-se para injectar liquidez no sector bancário para impulsionar o crédito. O objectivo passa assim por tentar acalmar os mercados, segundo escreve este domingo, 23 de Agosto, o jornal norte-americano Wall Street Journal, que cita funcionários e assessores do banco central.

A medida que Pequim estará a preparar pauta-se por diminuir os depósitos que os bancos têm de ter em reserva e pode ser vista como um sinal de que medidas recentes de alteração da taxa de câmbio não obtiveram o efeito pretendido. Segundo o órgão de comunicação, esta medida, que poderá ser introduzida ainda este mês ou no início de Setembro, implica uma diminuição de meio ponto percentual na taxa de reservas obrigatórias, o que pode potencialmente libertar 678 mil milhões de yuanes, cerca de 93 mil milhões de euros, para que os bancos possam emprestar.

A confirmar-se a introdução da medida, esta não será a primeira vez este ano que a China determina uma redução da taxa de reservas. O Wall Street Journal dá ainda conta que uma das preocupações das autoridades chinesas ao reduzirem novamente o rácio de reservas é que, em teoria, libertar mais liquidez pode colocar mais pressão para uma desvalorização da moeda do país.

Ainda que a notícia tenha a data de ontem, esta segunda-feira foi negra nos mercados. A bolsa chinesa registou a maior queda desde 2007 e as quedas acentuadas estenderam-se à Europa e aos Estados Unidos.

Medidas de estímulo

A 20 de Abril, as autoridades chinesas anunciaram que o banco central tinha aprovado novas medidas de estímulo, como a redução da taxa de reservas obrigatórias dos bancos no banco central chinês. O objectivo era injectar mais liquidez no sistema de forma a sustentar o crescimento económico. A taxa de reservas obrigatórias foi reduzida de 19,5% para 18,5%. Os bancos chineses são obrigados a depositar este dinheiro no banco central e, através da redução da taxa, os bancos terão mais dinheiro para emprestar. Medida idêntica tinha já sido introduzida em Fevereiro, de acordo com a Reuters.

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