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Stoxx 600 regista terceira sessão consecutiva de ganhos. Petróleo a recuar e juros a agravar

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bolsas mercados Europa euronext
bolsas mercados Europa euronext Bloomberg
02 de Fevereiro de 2022 às 17:35
Europa pintada de verde
Europa pintada de verde

As principais praças europeias abriram no verde, motivadas pelas recentes declarações de vários líderes regionais da Reserva Federal norte-americana (Fed), que adotaram um tom menos agressivo sobre ã subida das taxas de juro.

O Stoxx 600, referência para o mercado europeu, arrancou a sessão a subir 0,50% para 477,22 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, serviços financeiros (1,17%) e viagens (1,11%) são os que mais puxam pelo Stoxx 600. O setor automóvel é o que regista mais perdas (-0,34%).

O espanhol IBEX está  a valorizar 0,14%, o alemão DAX está a subir 0,20%, o francês CAC 40 está a aumentar 0,29% e o britânico FTSE está a subir 0,47%.Amesterdão regista um ganho de 0,37%, enquanto Milão sobe 0,37%. Por cá, o PSI-20 está em contraciclo, estando a cair 0,46% depois de um arranque positivo, penalizado pela queda de mais de 4% da Galp. 

Estes avanços nas principais praças foram motivados pelas mais recentes declarações dos líderes regionais da Reserva Federal norte-americana (Fed) que  adotaram um tom menos agressivo do que o seu presidente nacional, Jerome Powell.

Até ao momento nenhum dos seis líderes que falou até agora admitiu um aumento de meio ponto base das taxas de juro já em Março, sendo que o discurso mais agressivo foi de James Bullard, presidente da Fed de St.Louis que frisou que "cinco aumentos não é assim uma aposta tão má".

Por sua vez, a responsável pelo braço da Fed em São Francisco, Mary Daky e a presidente da organização na região do Kansas, Esther George, frisaram que "não é do interesse de ninguém que a Fed tome medidas inesperadas" e que a subida das taxas de juro "será avisada no tempo devido". A organização toma uma decisão final sobre este assunto na reunião agendada para os próximos dias 15 e 16 de março.

"Os lideres regionais querem demonstrar que são eles os capitães do navio e querem avisar o mercado de que estão a controlar a situação, de forma a evitar o nervosismo dos investidores", comentou Julia Coronado, técnica de "research" da MacroPolicy Perspectives.

Juros na zona euro aliviam mas bunds alemãs continuam acima da linha de água
Juros na zona euro aliviam mas bunds alemãs continuam acima da linha de água

Esta quarta-feira, as taxas de juro das obrigações com maturidade a dez anos estão aliviar tanto na zona euro como nos Estados Unidos da América (EUA).

A Reserva Federal norte-americana (Fed) conseguiu acalmar o nervosismo dos investidores, através de várias declarações proferidas por líderes regionais, um dia depois de a palavra "agravamento" ter invadido o mercado da dívida soberana. No entanto, as bunds alemãs mantêm-se na linha de água.

As bunds germânicas, vistas como a referência na zona euro, estão a aliviar 2,1 pontos base nas obrigações com maturidade a dez anos. Ainda assim, a taxa mantém-se acima da linha de água, em 0,011%, depois de ontem ter subido para o patamar dos 0%, repetindo o feito de há duas semanas.

Na Península Ibérica, os juros de Portugal para obrigações com a mesma maturidade aliviam 2,1 pontos base para 0,667%. Em Espanha o sentimento também é de alívio, estando a yield das obrigações a dez anos a descer 2,6 pontos base para 0, 749. Em Itália, os juros da dívida a dez anos estão a aliviar 3,5 pontos base, para uma taxa de 1,286%.

Nos EUA, a yield das obrigações a dez anos está também a aliviar 1,1 pontos base para 1,77%. Estas descidas das yields referentes às dividias soberanas da zona euro e dos EUA surgem numa altura em que vários membros da Fed tentam acalmar os ânimos dos investidores.

Petróleo perto de máximos de sete anos enquanto espera decisão da OPEP+
Petróleo perto de máximos de sete anos enquanto espera decisão da OPEP+

Os preços do "ouro negro" seguem a negociar em alta nos principais mercados internacionais, sustentados pela desvalorização do dólar e pelas tensões entre a Rússia e a Ucrânia. Os investidores estão ainda ansiosos pela próxima reunião da OPEP +, que arranca esta quarta-feira.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março segue a somar 0,23% para 88,40 dólares por barril, perto de repetir o feito de há alguns dias e renovar máximos de sete anos.

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,20%, para 89,34 dólares, depois de ontem ter tocado no nível mais alto desde outubro de 2014.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados reúnem-se esta quarta-feira. Os analistas acreditam que a organização vai manter o aumento de mensal de produção em 400 mil barris por dia. "É pouco provável que o aumento de produção mude, ainda que o desequilibro entre oferta e procura persista no mercado", estima Vanda Hari, fundadora da Vanda Insights, em entrevista à Bloomberg TV.

Para além disso, a desvalorização do dólar (num contexto de consolidação depois das subidas recentes) é um dos fatores que está a impulsionar o petróleo – que é denominado na "nota verde", pelo que, quando o dólar cai, fica mais atrativo para quem negoceia com outras moedas.

Ouro cai abaixo dos 1.800 dólares
Ouro cai abaixo dos 1.800 dólares

O ouro abandonou a linha de suporte dos 1.800 dólares, seguindo a deslizar 0,20% para 1.797 dólares a onça. Paládio seguia há pouco esta tendência negativa. Prata e platina estão em contraciclo.

O movimento em baixa foi desencadeado pela onda de discursos proferidos pelos líderes regionais da Reserva Federal norte-americana (Fed), que adotaram um tom menos agressivo do que o seu presidente nacional, Jerome Powell.

Até ao momento nenhum dos seis líderes que falou até agora admitiu um aumento de meio ponto base das taxas de juro já em Março, sendo que o discurso mais agressivo foi de James Bullard, presidente da Fed de St.Louis que frisou que "cinco aumentos não é assim uma aposta tão má".

Por sua vez, a responsável pelo braço da Fed em São Francisco, Mary Daky e a presidente da organização na região do Kansas, Esther George, frisaram que "não é do interesse de ninguém que a Fed tome medidas inesperadas" e que a subida das taxas de juro "será avisada no tempo devido". A organização toma uma decisão final sobre este assunto na reunião agendada para os próximos dias 15 e 16 de março.

"Os lideres regionais querem demonstrar que são eles os capitães do navio e querem avisar o mercado de que estão a controlar a situação, de forma a evitar o nervosismo dos investidores", comentou Julia Coronado, técnica de "research" da MacroPolicy Perspectives.

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a "nota verde" com 16 divisas rivais - está a descer 0,48% para 96,21 pontos. Já o euro soma 0,05% para 1,1278 dólares.

Futuros apontam para Europa pintada a verde
Futuros apontam para Europa pintada a verde

O futuros das principais praças europeias apontam para uma sessão pintada a verde, depois de vários líderes regionais da Reserva Federal norte-americana (Fed) terem proferido discursos menos agressivos, em relação ao esperado, sobre uma possível subida das taxas de juro.

Os futuros sobre o Stoxx 50, índice de referência para a Europa, estão a subir 0,8%. Uma tendência positiva acompanhada pelo "premarket" norte-americano.

A responsável pelo braço da Fed em São Francisco, Mary Daky, e a presidente da organização na região do Kansas, Esther George, frisaram que "não é do interesse de ninguém que a Fed tome medidas inesperadas" e que a subida das taxas de juro "será avisada no tempo devido".

"Parece estar tudo a apontar para uma recuperação", disse Seema Shah, estratega-chefe da Principal Global Investors. "O mercado adiantou-se com a expectativa de uma desaceleração económica. Quando olhamos para os dados, há muito pouco a sugerir que iremos além de um leve abrandamento".

"Dá a sensação que estamos a iniciar o mês de fevereiro com algumas tréguas entre compradores e vendedores, depois da brutal correção a que assistimos no mês passado", comentou à Bloomberg o diretor de análise da FBB Capital Partners, Mike Bailey.

Na Ásia, as festividades do Ano Lunar levaram ao encerramento das principais praças.

Wall Street abre mista. Dona da Google escala mais de 8%
Wall Street abre mista. Dona da Google escala mais de 8%

Wall Street arrancou esta quarta-feira mista, motivada pelas declarações de vários líderes regionais da Reserva Federal norte-americana (Fed) que tomaram um posição menos agressiva sobre a possível subida das taxas de juro já em março, e pela "earning seasons" da tecnologia.

O índice industrial Dow Jones abriu a deslizar 0,05% para 35.382,24 pontos, enquanto o Standard & Poor’s 500 avançou 0,25% para 4.557,21 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite arrancou a ganhar 0,15% para 14.367 pontos, depois de ter escalado mais de 6% no conjunto das duas sessões anteriores.

 Depois de a energia ter dado ontem ímpeto à negociação em Wall Street, hoje foram as cotadas da tecnologia a dar mote aos ganhos.

Os investidores estão animados com os resultados obtidos pela Alphabet, a dona da Google, durante o ano de 2021. Depois de a empresa ter anunciado uma receita de 75,3 mil milhões de dólares no último trimestre de 2021, 32% acima do ano anterior, as ações escalaram mais de 10%, tendo entretanto aliviado para uma subida de 8,3%.

A motivar a sessão estão ainda as declarações de algumas vozes importantes da Fed. A presidente do banco da Reserva Federal de Kansas City, Esther George, alertou na segunda-feira que a política monetária está na fase errada para lidar com uma economia em rápido crescimento e disse que o processo de colocá-la num lugar mais favorável pode criar turbulência.

"Com a inflação a chegar perto de um máximo de 40 anos, um impulso considerável no crescimento da procura e sinais abundantes de restrição no mercado de trabalho, a atual postura muito acomodatícia da política monetária está fora de sincronia com as perspetivas económicas", disse George.

Estas palavras foram seguidas pelo discurso do braço da Fed em São Francisco, Mary Daky que sublinhou que "não é do interesse de ninguém que a Fed tome medidas inesperadas". Já a presidente da instituição na região do Kansas, Esther George, lembrou que a subida das taxas de juro "será avisada no tempo devido".

Até ao momento, o discurso mais agressivo foi de James Bullard, presidente da Fed de St.Louis que frisou que "cinco aumentos não é assim uma aposta tão má". A organização toma uma decisão final sobre este assunto na reunião agendada para os próximos dias 15 e 16 de março.

"Parece estar tudo a apontar para uma recuperação", disse Seema Shah, estratega-chefe da Principal Global Investors. "O mercado adiantou-se com as expectativas de uma desaceleração económica. Quando olhamos para os dados, há muito pouco a sugerir que iremos além de um leve abrandamento".

O índice global de ações da Bloomberg está a caminho de atingir o maior rali em quatro dias, desde novembro de 2020. O mercado de títulos norte-americano é o maior contribuinte para este resultado.

Petróleo recua depois de visitar níveis de 2014
Petróleo recua depois de visitar níveis de 2014

Os preços do "ouro negro" estavam a negociar em alta, com o WTI e o Brent de novo em máximos de sete anos, sustentados pela desvalorização do dólar e pela queda dos stocks norte-americanos de crude na semana passada.

 

Entretanto, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) anunciaram um aumento da sua oferta, na ordem dos 400.000 barris por dia, a partir de março.

 

Este aumento já era esperado, visto que o cartel e os seus parceiros têm estado a colocar mensalmente no mercado, desde agosto, mais 400.000 barris diários, de modo a regressarem aos níveis anteriores à pandemia. Por isso, os preços mantiveram-se sustentados após o anúncio da OPEP+.

 

No entanto, a tendência inverteu e as cotações estão agora no vermelho.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março segue a recuar 0,75% para 87,54 dólares por barril.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, cai 0,61%, para 88,62 dólares.

"Os stocks de crude dos EUA revelaram uma queda, alimentando a narrativa global predominante de uma oferta restrita a tentar acompanhar a procura crescente. Neste contexto, a instabilidade geopolítica na Europa Oriental e no Médio Oriente pode gerar problemas ainda maiores do lado da oferta", comentou Ricardo Evangelista, diretor executivo da ActivTrades Europa, na sua análise diária.

Tombo do emprego no setor privado nos EUA ajuda a manter ouro acima dos 1.800 dólares
Tombo do emprego no setor privado nos EUA ajuda a manter ouro acima dos 1.800 dólares

O ouro está a registar ganhos nesta sessão, a valorizar 0,46%, com a onça a cotar nos 1.809,51 dólares. 

Esta é a terceira sessão consecutiva de ganhos para o ouro e a segunda acima da fasquia dos 1.800 dólares, patamar de onde esteve afastado durante três sessões, penalizado pelos comentários da Fed e pela alta do dólar. 

Os dados divulgados esta tarde, sobre a perda de empregos no setor privado dos Estados Unidos, que em janeiro perdeu 301 mil empregos, o primeiro recuo desde dezembro de 2020, está a fazer mexer na procura pelo ouro. Em dezembro, estes dados revelaram um aumento de 776 mil empregos. Em janeiro, a variante ómicron terá pesado nestes resultados. 

Além disso, também o recuo do dólar, que está nesta altura a ceder 0,34% perante um cabaz composto por divisas rivais, está a dar algum apoio ao avanço do ouro. Esta é a terceira sessão consecutiva de desvalorização do dólar. 

Em sentido contrário, o euro valoriza 0,2% face ao dólar norte-americano, para 1,1294 dólares. Esta é a quarta sessão de ganhos para a moeda única e, esta quarta-feira, o euro chegou a negociar num máximo de uma semana, quando tocou nos 1,1314 dólares.

Maior apetite pelo risco afasta investidores da dívida e agrava juros

Os juros da dívida soberana na Europa seguem em alta, devido ao maior apetite dos investidores por ativos de risco, como as ações, levando a uma menor procura por obrigações – o que faz subir as "yields".

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos seguem a somar 2 pontos base para 0,708%.

 

Já as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, acompanham o movimento de subida, a ganharem 0,3 pontos base para 0,035%.

 

Em Itália e Espanha, também no vencimento a 10 anos, as "yields" sobem 0,9 e 0,6 pontos base, para 1,419% e 0,780%, respetivamente.

Stoxx 600 regista terceira sessão de ganhos com otimismo da “earnings season”
Stoxx 600 regista terceira sessão de ganhos com otimismo da “earnings season”

Os principais índices europeus registaram sessão mista esta quarta-feira, com alguns índices mais animados pela divulgação de contas trimestrais, mas também pelos comentários mais benignos dos oficiais da Reserva Federal dos EUA. Ainda assim, alguns índices, nomeadamente o espanhol e alemão, registaram quedas ligeiras.

O Stoxx 600 avançou 0,45%, num dia em que os ganhos do setor dos media e das empresas do setor químico estiveram em destaque. Já o setor do retalho e também a energia deslizaram para perdas. 

Do lado dos ganhos, empresas como a Atos estiveram em destaque, com uma subida de 8,2%, animada pela notícia da Bloomberg de que a empresa Thales estaria a analisar uma potencial oferta para comprar a Atos. Já os maiores tombos no Stoxx 600 pertencem à Julius Baer Group e à Antofagasta, ambas com desvalorizações de 5,7%. 

O PSI-20 avançou 0,04%, enquanto o espanhol IBEX recuou 0,15% e o alemão DAX caiu 0,04% Já o francês CAC 40 apreciou 0,22% e o inglês FTSE valorizou 0,63%. A bolsa de Amesterdão avançou 0,04% e em Milão a subida foi de 0,6%.

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