Defesa leva Europa a novos máximos após captura de Maduro. Rheinmetall dispara quase 10%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
- 6
- ...
Defesa leva Europa a novos máximos após captura de Maduro. Rheinmetall dispara quase 10%
Os principais índices europeus terminaram a sessão desta segunda-feira em alta, com o Stoxx 600 a atingir novos máximos históricos e a ultrapassar, pela primeira vez, os 600 pontos, num dia em que as ações ligadas à defesa, à energia e o setor mineiro foram dos principais impulsionadores das bolsas da região, após a intervenção norte-americana na Venezuela - que levou à detenção do Presidente Nicolás Maduro.
O Stoxx 600, "benchmark" para o Velho Continente, acelerou 0,94% para 601,76 pontos, com ajuda ainda das tecnológicas, que estão a recuperar das quedas da última sessão. Do lado da defesa, o claro destaque vai para a alemã Rheinmetall, que disparou 9,83% para 1.759,50 euros, embalada pelas promessas de intervencionismo norte-americano na Venezuela e outros países da América Latina.
Estes ganhos no principal índice europeu seguem-se a um ano especialmente positivo para o Stoxx 600, que avançou 17% em 2025 e registou o melhor saldo anual em quatro anos. "Esta é a continuação da recuperação do ano passado e é impulsionada pelas esperanças de cortes nas taxas de juro [do outro lado do Atlântico] e aumento dos lucros [das empresas]", explica Christopher Dembik, consultor sénior de investimentos da Pictet Asset Management, à Reuters.
Também o alemão DAX atingiu um novo máximo esta segunda-feira, acelerando mais de 1,3%. No ano passado, o principal índice do país já tinha valorizado mais de 18%, beneficiando de uma melhoria das perspetivas económicas tanto da Zona Euro como da Alemanha, com os investidores a anteciparem ainda grandes investimentos púbicos no setor da defesa e infraestruturas.
Entre as principais movimentações de mercado, a ASML disparou 6,78% para 1.053,20 euros, após os analistas da Bernstein terem revisto em alta a recomendação e o preço-alvo das ações da fabricante de semicondutores para "comprar", citando o impacto da crescente procura por "chips" fomentada pela inteligência artificial (IA).
Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 somou 0,7%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,04%, o francês CAC-40 subiu 0,20%, o britânico FTSE 100 ganhou 0,54% e o neerlandês AEX pulou 1,81%.
Investidores procuram obrigações da dívida da Zona Euro e juros aliviam
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviaram em toda a linha, numa altura em que as tensões entre EUA e Venezuela dominam as atenções do mercado.
Na véspera dos dados da inflação germânica, os juros das "Bunds" alemãs com maturidade a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, desceram 3 pontos-base para 2,868%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 3,9 pontos para 3,571% e, em Itália, os juros recuaram 4,4 pontos para os 3,566%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas a dez anos a aliviarem 3,5 pontos e 3,9 pontos-base para 3,159% e 3,298%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, cederam 3 pontos base, para 4,505%.
Dólar próximo de máximos de um mês. Mercado cambial ignora tensões geopolíticas
O dólar está a negociar próximo de máximos de quase quatro semanas, embora sem grandes flutuações, deixando de lado o aumento das tensões geopolíticas com a intervenção militar dos EUA na Venezuela, que culminou na captura do Presidente Nicolas Maduro. Os investidores estão, assim, a antecipar uma semana cheia de dados económicos, que poderão ter impacto significativo nas movimentações do mercado cambial.
A esta hora, o euro recua 0,09% para 1,1709 dólares, enquanto a libra acelera 0,39% para 1,3508 dólares e a "nota verde" perde 0,23% para 156,48 ienes. Estas movimentações acontecem após um mês particularmente penalizador para a divisa norte-americana, tendo perdido mais de 1% do seu valor face à moeda comum europeia.
"O dólar caiu em relação às principais moedas em dezembro, mas atingiu o seu nível mais baixo por volta do Natal e, por isso, acho que teremos uma correção positiva antes dos dados sobre o emprego na sexta-feira", explica Marc Chandler, estratega-chefe de mercado da Bannockburn Global Forex LLC, à Reuters.
Esta sexta-feira vão ser conhecidos os dados da criação de emprego nos EUA, relativos a dezembro. Os analistas antecipam uma ligeira desaceleração face ao mês anterior, com o consenso a apontar para a criação de 55 mil postos de trabalho. Caso o número se confirme, a Reserva Federal (Fed) norte-americana fica com o caminho livre para continuar a cortar nas taxas de juro, mas o verdadeiro teste vem para a semana, quando se conhecer os dados da inflação.
O mercado de "swaps" antecipa dois cortes de 25 pontos-base nos juros diretores este ano por parte da Fed, colocando a autoridade monetária dos EUA em contraciclo com uma boa parte dos bancos centrais mundiais, que estão ou em "pausa" ou a considerar voltar a apertar a sua política monetária.
Petróleo salta mais de 1% após captura de Maduro pelos EUA
O barril de petróleo está a valorizar mais de 1% esta segunda-feira, na sequência da intervenção dos EUA na Venezuela, que culminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro. Os investidores estão agora a tentar perceber qual será o impacto deste ataque no abastecimento mundial de crude, com Donald Trump, líder norte-americano, a preparar terreno para as grandes empresas do país voltarem a extrair petróleo na nação que tem as maiores reservas do mundo.
A esta hora, o barril de Brent, referência para a Europa, para entrega em março avança 1,23%, para 61,48 dólares, enquanto os contratos de fevereiro do West Texas Intermediate (WTI), negociados nos EUA, aceleram 1,38%, negociando nos 58,08 dólares. Os dois "benchmarks" estão a enfrentar uma "montanha-russa" de preços esta segunda-feira, tendo arrancado a sessão a perder cerca de 1%.
Apesar de os EUA prepararem-se para "governar" o país, como Trump indicou na conferência de imprensa que se seguiu ao ataque, as sanções às exportações de petróleo venezuelano continuam em prática. Mesmo tendo as maiores reservas de crude do mundo, a Venezuela produz apenas, em média, um milhão de barris por dia - cerca de 1% da produção global desta matéria-prima.
Daí os analistas não anteciparem grandes disrupções no mercado petrolífero com esta intervenção militar. "O mercado petrolífero enfrenta um excedente não relacionado com a Venezuela. Compreendemos por que razão o mercado pode concentrar-se na perspetiva pessimista de mais barris provenientes da Venezuela, mas não vemos isso a acontecer rapidamente", afirmaram os analistas da Bernstein.
A Venezuela é um dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que, após uma reunião este domingo, afirmaram que vão manter a produção nos níveis atuais.
Ouro dispara mais de 2%. Ataque dos EUA reanima procura por ativos seguros
Com a instabilidade e a incerteza a dominarem o sentimento de mercado, os preços do ouro, considerado um ativo-refúgio, estão a saltar mais de 2% para máximos de uma semana.
Os EUA atacaram a Venezuela e depuseram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que ouvirá esta tarde, no tribunal em Nova Iorque, as acusações das quais é alvo. Os ataques deste fim de semana representam a intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989.
A onça de metal amarelo dispara 2,62% para 4.445,89 dólares, encurtando a distância para o recorde de 4.549,71 dólares atingido a 26 de dezembro.
"A situação em torno da Venezuela reanimou a procura por ativos-refúgio, mas isto soma-se às preocupações já existentes sobre geopolítica, abastecimento de energia (petróleo) e política monetária", disse Alexander Zumpfe, da Heraeus Metals Germany, à Reuters, que acrescenta que se as tensões geopolíticas se intensificarem e se os dados económicos dos EUA refletirem a necessidade de um novo corte de juros, o metal precioso poderá atingir um novo recorde em breve.
O futuro da governação da nação sul-americana está, agora, incerto. Donald Trump quer que Washington tenha "acesso total" ao país, incluindo as suas reservas de petróleo. As ameaças de ataque dos EUA espalharam-se a outros países. A Casa Branca demonstrou já ter a Gronelândia, Cuba, México e a Colômbia na mira.
Ainda assim, os analistas dizem que os riscos imediatos são limitados, já que "os acontecimentos na Venezuela apontam para uma resolução relativamente rápida, em vez de um conflito militar prolongado". Uma análise do impacto de eventos geopolíticos a longo prazo no ouro, citada pela Bloomberg, “mostra um impacto muito mais limitado no preço do ouro ao longo do tempo do que, por exemplo, o petróleo”, disse Bernard Dahdah, analista da Natixis.
Noutros metais, a prata dispara 5,46%, para 76,7944 dólares por onça, beneficiando do seu estatuto de mineral crítico nos EUA, bem como pelo défice estrutural do metal no mercado ao mesmo tempo que a procura dispara.
Petrolíferas e defesa animam Wall Street e aproximam S&P 500 de máximos. Chevron avança mais de 4%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão completa do ano em território positivo, com as ações ligadas ao setor petrolífero a darem gás às bolsas, isto depois de os EUA terem capturado o Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, numa intervenção militar na madrugada de sábado.
O S&P 500 acelera 0,49% para 6.892,29 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,48% para 23.353,10 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,77% para 48.754,54 pontos. Os três índices viveram uma sessão bastante volátil na sexta-feira, encerrando a negociação divididos entre ganhos e perdas, num dia em que o volume negociado foi reduzido e os investidores aproveitaram para reajustar posições.
As petrolíferas estão em grande destaque esta segunda-feira, com os "traders" esperançosos que a intervenção militar norte-americana na Venezuela abra portas a uma maior exploração do petróleo do país da América Latina por parte das empresas dos EUA. A Chevron, que já lá opera através de uma licença especial concedida pela administração Trump, dispara 4,25% e o movimento é acompanhado pela Exxon, que ganha 1,70%.
A Halliburton e a SLB, que prestam apoio às empresas do setor, nomeadamente de extração, aceleram 8,01% e 8,31%, respetivamente, enquanto outras empresas de refinação como a Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy sobem entre 5% e 9%. A esta hora, os preços do petróleo estão a valorizar quase 1%, apesar de até terem chegado a recuar na madrugada desta segunda-feira.
"[Esta intervenção] pode ser um choque geopolítico, mas para os mercados não é um terramoto nos preços do petróleo. A grande parte do risco já está refletido nos preços - até porque se trata de uma história de evolução lenta e não de um gatilho para movimentos sustentados nos preços do petróleo", explica Lale Akoner, analista de mercado global da eToro, à Reuters.
A Venezuela tem as maiores reservas do mundo de petróleo - cerca de 303 mil milhões de barris, a grande maioria presente na região de Orinoco. No entanto, a capacidade de refinação do país está longe do pico atingido nos anos 1970, com apenas um terço da produção a ser feita atualmente, muito devido à falta de investimento, problemas na gestão do setor e ainda as sanções impostas pelos EUA.
Uma série de ações ligadas ao setor da defesa também estão a "celebrar" a intervenção militar, com a AeroVironment a acelerar 7,55% e a Kratos a ganhar 7,90%. No domingo, um dia após o ataque, o Presidente norte-americano afirmou que um segundo ataque seria possível caso os membros restantes da atual administração venezuelana não cooperassem com Washington. No entanto, a Presidente interina, Delcy Rodriguez, já veio "convidar o Governo dos EUA para trabalhar juntos numa agenda de cooperação".
Taxa Euribor sobe a três e a 12 meses e desce a seis meses
A taxa Euribor subiu hoje a três e a 12 meses e desceu a seis meses em relação a sexta-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,034%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,104%) e a 12 meses (2,255%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 2,104%, menos 0,001 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,255%, mais 0,010 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também avançou hoje, para 2,034%, mais 0,005 pontos do que na sexta-feira.
, depois de ter terminado dezembro com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses. A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.
Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
"Benchmark" europeu renova recorde com impulso do setor da defesa. ASML sobe mais de 3%
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha esta manhã, seguindo a tendência em alta já registada pela Ásia, com as tecnológicas e cotadas do setor da defesa a serem as grandes responsáveis pelo avanço dos mercados bolsistas. Lisboa destoa e cai neste momento 0,23%.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança neste momento 0,42%, para os 598,62 pontos, depois de ter fixado esta manhã um novo máximo histórico nos 599,65 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,80%, o espanhol IBEX 35 soma 0,46%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,60%, o francês CAC-40 sobe 0,04%, o britânico FTSE 100 ganha 0,28% e o neerlandês AEX pula 0,90%.
As ações das cotadas do setor da de energia, defesa e mineração de metais preciosos subiram depois de forças militares norte-americanas terem capturado o Presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado e lançado uma série de ataques aéreos sobre a capital e cidades vizinhas. Nesta linha, empresas do setor da defesa como a alemã Rheinmetall (+7,05%), a italiana Leonardo (+5,78%) e a francesa Thales (+3,83%) seguem a registar fortes ganhos.
A centrar atenções está igualmente o setor tecnológico, com a fabricante de “chips” ASML - atualmente a cotada mais valiosa do Velho Continente - a pular mais de 3%. A empresa chegou a atingir esta manhã um novo recorde acima dos 1030 euros por ação, após a Bernstein ter elevado a classificação das ações da empresa neerlandesa.
“Esta é a continuação da recuperação do ano passado e é impulsionada pelas esperanças de cortes nas taxas de juro e lucros positivos”, disse à Bloomberg Christopher Dembik, da Pictet Asset Management. “Nesse sentido, o impacto económico do que aconteceu na Venezuela é muito pequeno para pesar nos mercados acionistas”, acrescentou o especialista.
Juros da dívida europeia estáveis
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro seguem com poucas oscilações esta segunda-feira de manhã, com os investidores a "ignorar" a situação na Venezuela e a captura do presidente do país pelos EUA.
A "yield" das "bunds" alemãs, referência para o bloco europeu, agrava-se em 0,2 pontos base, para 2,900%, enquanto os juros da dívida francesa a 10 anos recuam 0,2 pontos, até aos 3,607%.
A rendibilidade da dívida portuguesa alivia 0,1 pontos, para 3,193%, enquanto em Espanha a queda é de 0,3 pontos, para 3,333%. Os juros da dívida italiana adescem igualmente 0,3 pontos base, para 3,608%.
Fora da Zona Euro, a "yield" das "gilts" britânicas desce um ponto base, até aos 4,525%.
Bitcoin toca máximos de quase um mês após captura de Maduro
A criptomoeda mais popular avança esta segunda-feira, beneficiando do seu estatuto de ativo refúgio - tal como o ouro - depois do ataque de sábado dos EUA contra a Venezuela e a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A Bitcoin chegou a subir 2,29% até aos 93.323 dólares, o valor mais elevado desde o início de dezembro, tendo entretanto aliviado os ganhos.
Neste momento, a criptomoeda ganha 1,3%, negociando nos 92.426,59 dólares.
Dólar ganha terreno com "traders" atentos a novos dados económicos
O dólar arrancou a primeira semana completa de negociações de 2026 com uma recuperação, atingindo máximos de mais de 3 semana em relação ao euro e máximos de duas semanas em relação ao iene.
Apesar de os "traders" continuarem a seguir de perto os desenvolvimentos decorrentes dos ataques dos EUA à Venezuela no fim de semana, uma série de indicadores macroeconómicos norte-americanos previstos para serem divulgados esta semana está a pesar mais na negociação, já que se espera que estes novos dados possam ajudar a clarificar qual poderá ser o rumo da política seguida pela Reserva Federal na sua reunião deste mês.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,29%, para os 98,712 pontos.
E enquanto se espera que a Fed venha a aplicar dois cortes de juros ao longo deste ano, os investidores também aguardam a escolha do Presidente dos EUA, Donald Trump, para o sucessor de Jerome Powell, que termina o seu mandato em maio. Trump disse que anunciará a sua escolha este mês e afirmou que o sucessor de Powell será “alguém que acredita em taxas de juro mais baixas, muito mais baixas”.
A esta hora, o dólar segue inalterado nos 156,840 ienes, depois de ter atingido máximos de cerca de duas semanas face à divisa nipónica.
Entretanto, o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou esta segunda-feira que o banco central continuará a aumentar as taxas se a evolução da economia e dos preços se mantiver em linha com as previsões do banco central. É uma opinião que Ueda tem vindo a reiterar várias vezes ao longo dos últimos meses, inclusive após a decisão tomada em dezembro de aumentar as taxas diretoras para o nível mais alto em três décadas.
Por cá, a moeda única desvaloriza 0,22%, para os 1,169 dólares, enquanto a libra segue a mesma tendência e recua 0,16%, para os 1,344 dólares.
Índices asiáticos fecham com fortes ganhos. IA e setor da defesa levam ações a recordes
Os principais índices asiáticos fecharam com fortes ganhos em toda a linha na primeira sessão da semana. Os ativos de risco registaram valorizações, prolongando a recuperação impulsionada pelas cotadas ligadas à inteligência artificial (IA), apesar da incerteza gerada pelos ataques dos EUA à Venezuela. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 sobem 0,60% e apontam para uma abertura em alta.
Pelo Japão, o Nikkei começou 2026 com a maior valorização em dois meses, marcando o melhor primeiro dia de negociação do índice desde 2018. O Nikkei disparou 2,97% e o Topix ganhou 2,01%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - avançou 3,43% e registou um novo máximo histórico nos 4.457,52 pontos, ao passo que o índice de referência de Taiwan pulou 2,57% e também atingiu um novo recorde durante a sessão nos 30.339,32 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong subiu ligeiros 0,04% e o Shanghai Composite ganhou 1,38%.
Fabricantes de chips como a Samsung Electronics (+7,47%) e a Taiwan Semiconductor Manufacturing (+5,36%) estiveram entre as cotadas que registaram as maiores valorizações. O otimismo em relação aos ativos de risco surge depois de as ações asiáticas terem tido o seu melhor início de ano desde 2012.
Nesta linha, a IA “continua a ser absolutamente o fator mais dominante nos mercados neste momento”, referiu à Bloomberg Charu Chanana, da Saxo Markets. “O otimismo tecnológico continua a superar qualquer outra narrativa nos mercados neste momento”, acrescentou o especialista.
E além das tecnológicas, também empresas do setor da defesa impulsionaram os índices, depois de os EUA terem capturado o Presidente venezuelano Nicolás Maduro. A IHI Corp (+8,99%), a Mitsubishi Heavy Industries (+8,39%) e a Kawasaki Heavy Industries (+7,90%) tiveram entre os melhores desempenhos das cotadas do setor da defesa pelo Japão.
Ouro e prata avançam com tensões geopolíticas após intervenção dos EUA na Venezuela
Os metais preciosos avançam esta segunda-feira com a procura de refúgio por parte dos investidores após um aumento dos riscos geopolíticos na sequência do ataque dos EUA contra a Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
O preço do ouro sobe 2,02%, para 4.419,76 dólares por onça, enquanto a prata escala 3,59%, negociando nos 75,43 dólares por onça.
A ação militar norte-americana "reforçou um cenário de incerteza geopolítica", indicou Christopher Wong, analista na Oversea-Chinese Banking, de Singapura, citado pela Bloomberg. No entanto, notou, os riscos no imediato são limitados uma vez que "a situação na Venezuela aponta para um desenlace rápido e não para um conflito militar prolongado".
Nos outros metais preciosos, a platina ganha 3,59%, para os 2.219,77 dólares por onça, enquanto o paládio sobe 1,69%, cotando nos 1.663,99 dólares por onça.
Petróleo cai ligeiramente após ataque dos EUA à Venezuela
Os preços do petróleo nos mercados internacionais recua ligeiramente esta segunda-feira após os ataques de sábado e captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Os investidores estão a tentar avaliar o impacto da ação militar norte-americana na oferta global de crude, uma vez que o país sul-americano, que tem as maiores reservas petrolíferas do mundo, ter um peso reduzido no total de petróleo disponível no mercado, cerca de 1%.
"Qualquer disrupção no curto prazo da produção venezuelana pode ser facilmente compensada com aumento da produção por outros países", refere o economista-chefe da Capital Economics, Neil Shearing, numa nota citada pela Bloomberg. "Esperamos um crescimento da oferta global este ano, empurrando os preços para cerca de 50 dólares por barril", acrescenta.
O barril de Brent, referência para a Europa, para entrega em março recua 0,67%, para 60,34 dólares. Já os contratos de fevereiro do West Texas Intermediate (WTI), negociados nos EUA, cedem 0,77%, negociando nos 56,88 dólares.
Últimos eventos
Últimos eventosMais lidas