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Ao minutoAtualizado há 24 min09h16

Metais preciosos continuam em alta. Ouro bate recorde, prata ultrapassa os 90 dólares

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Metais preciosos continuam em alta. Ouro bate recorde, prata ultrapassa os 90 dólares
Metais preciosos continuam em alta. Ouro bate recorde, prata ultrapassa os 90 dólares Mark Baker / AP
09:16
há 27 min.09h14

Metais preciosos continuam em alta. Ouro e prata batem novos recordes

ouro

Os dados da inflação dos EUA, que manteve-se nos 2,7% em dezembro, deram força às expectativas dos investidores de que a Reserva Federal irá proceder a novos cortes das taxas de juro no decorrer de 2026. E num contexto de taxas de juro mais baixas, os metais preciosos tendem a beneficiar, por não renderem juros.

Isso e o contexto internacional incerto – sobretudo com uma possível intervenção dos EUA no Irão, mas também com o regresso da política de tarifas americanas – estão a dar força à procura por metais preciosos, que na negociação desta quarta-feira bateram novos recordes.

Às 08:36 horas, o ouro avançava 0,94% para os 4.629,80 dólares por onça, enquanto a prata saltava 3,29% para os 89,81 dólares por onça. Durante a negociação, o ouro tocou um novo máximo de 4.639,42 dólares, ao passo que a prata superou mesmo a fasquia dos 90 dólares.

"O receio de que venham a ser aplicadas tarifas à prata levou a que uma grande quantidade de prata ficasse retida nos EUA limitando os fluxos para o mercado global", comenta Liu Shiyao, analista da Zijin Tianfeng Futures.

Continua assim a forte valorização dos metais preciosos, que em 2025 já tinham tido um ano estelar: e a prata cerca de 150%.

David Chao, da Invesco Asset Management, considera que a "proteção contra a inflação ou instabilidade financeiras" vão continuar a dar força aos metais. "É provável que o ouro tenha um desempenho superior ao da prata este ano, devido às recentes incertzas geopolíticas".

08h38

Petróleo recua. Investidores à espera da resposta dos EUA sobre Irão

Olina petroleiro

Os preços do petróleo estão a perder terreno nos mercados internacionais, enquanto os investidores esperam pela resposta dos EUA sobre a escalada de protestos no Irão,

Esta terça-feira, o Presidente Donald Trump apelou a que os iranianos continuassem na rua, prometendo agir "com muita firmeza" perante a situação.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado dos EUA - perde 0,75% para 60,69 dólares por barril, enquanto o Brent - "benchmark" para a Europa - recua 0,76% para 64,97 dólares, depois de ter ganho 9% nas últimas quatro sessões. 

Trump sugeriu que o próximo passo iria depender da próxima reunião do Conselho de Segurança Nacional, que se reuniu esta terça-feira, mas sem o presidente dos EUA, de acordo com o Washington Post. 

Desta forma, os investidores acompanham de perto a instabilidade no Irão e a possível intervenção norte-americana, que poderia ameaçar a produção de petróleo do país, de aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia. O mercado petrolífero iraniano está na mira dos EUA: o Secretário de Energia, Chris Wright, disse à Fox News que Washington seria "com prazer", um parceiro comercial para o petróleo bruto iraniano, caso o regime caísse.

“O mercado continua preso entre a realidade de um excesso de oferta contínuo e a escalada dos riscos geopolíticos”, disse Zhou Mi, analista ouvido pela Bloomberg. “No curto prazo, os acontecimentos no Irão podem desencadear outra onda de oscilações de preços, e qualquer ação militar dos EUA impulsionaria os preços do petróleo”, acrescentou. 

Na Venezuela foram retomadas as exportações de petróleo, depois de os EUA terem revogado o embargo sobre os petroleiros do país, que começam agora a reverter os cortes na produção.

Além disso, os "stocks" de crude nos EUA tiveram um aumento significativo na semana passada, de cerca de 5,23 milhões de barris, o que pode também estar a pressionar os preços. Os dados oficiais devem ser hoje divulgados pela Administração de Informação de Energia dos EUA. 

07h56

Possíveis eleições antecipadas no Japão dão força a ganhos na Ásia

Bolsas Ásia

As bolsas asiáticas registaram outra sessão com valorizações, com o índice que as agrega a tocar um novo recorde, numa altura em que a ideia de eleições antecipadas no Japão continua a impulsionar as ações da região. 

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá vir a reforçar a coligação que lidera, dando seguimento ao mandato com uma diplomacia mais agressiva e políticas pró-estímulo.

Os juros da dívida soberana estão em queda - a "yield" a cinco anos disparou para o nível mais alto desde a primeira emissão, em 2000 - e o iene arrastou-se ainda mais para a zona de risco de intervenção pelo Governo. 

A praça sul-coreana, que serve como um barómetro das ações de inteligência artificial, subiu pelo nono dia consecutivo, enquanto as ações chinesas recuaram após as autoridades a endurecerem as regras de financiamento ter sido elevada para 100%. 

Neste contexto, no Japão, o Nikkei disparou 1,48% para 54.341,23 pontos, tendo tocado pela primeira vez nos 54.487,32 pontos, enquanro o Topix subiu 1,26% para um recorde de 3.644,16 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi somou 0,65% para máximos de 4.723,10 pontos.

Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,76% para 30.941,78 pontos, mas chegou a um recorde de 30.994,81 pontos. Na China, o Shangai Composite voltou a ficar para trás na corrida ao perder 0,31% para 4.126,09 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng pulou 0,42% para 26.962,23 pontos.

Fora da Ásia, , reforçando as expectativas dos investidores de que a Reserva Federal vai esperar até meados do ano para cortar as taxas de juro. 

O mercado aguarda ainda uma possível decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre as tarifas recíprocas do presidente Donald Trump esta quarta-feira. O tribunal agendou o segundo “dia da decisão” para hoje, dando outra oportunidade para se pronunciar sobre a legalidade da política comercial de Trump. No entanto, para os analistas consultados pela Bloomberg, é improvável que a decisão tenha consequências a médio prazo.

Nas notícias empresariais, o governo norte-americano está a ponderar voltar a permitir que a Nvidia venda os semicondutores de inteligência artificial H200 para a China, ao divulgar uma série de critérios revistos, de forma a obter a aprovação da Casa Branca.

Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 estavam com poucas alterações.



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