Obrigações CEO da Impresa considera emissão "momento histórico"

CEO da Impresa considera emissão "momento histórico"

Este é um "momento histórico para a vida da SIC, da Impresa e do próprio mercado de capitais", disse o CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão.  
Pedro Curvelo 05 de julho de 2019 às 17:24

O CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, considerou está sexta feira que o sucesso da emissão de obrigações da SIC constitui um "momento histórico".

 

Após ser anunciado que o total das ordens de subscrição superou os 200 milhões de euros, quase quatro vezes os 51 milhões em oferta, Francisco Balsemão começou por dizer ser necessário "saborear o momento".

 

Este é um "momento histórico para a vida da SIC, da Impresa e do próprio mercado de capitais".

 
As ordens foram dadas por 10.426 investidores, o número mais elevado de participantes numa emissão de dívida emitida no retalho por empresas em Portugal nos últimos seis anos.

O presidente executivo da Impresa destacou o elevado número de investidores. "O facto de ser a emissão corporate com maior número de investidores dos últimos seis anos enche-nos de orgulho", disse.

 

E sublinhou que a maioria dos investidores subscreveram entre 1.500 e 3.000 euros, o que, defendeu, "mostra que foi uma aposta acertada fazer uma emissão para o retalho".

 
Francisco Pedro Balsemão salientou que "foi a primeira vez que um órgão social faz uma emissão e os resultados foram fantásticos".

Antes, o CEO da Impresa ressalvou que "este processo não foi um passeio no parque", aludindo a diversos obstáculos enfrentados pela empresa, nomeadamente a tentativa falhada, em julho de 2017, de realizar um emissão obrigacionista.

"Temos vindo a desenvolver um trabalho continuado que permitiram que sejamos líderes de audiências e o sucesso desta emissão", acrescentou. "Isto não é um golpe de sorte, é fruto de muito trabalho", enfatizou o líder do grupo de comunicação social.

"A partir de segunda-feira temos 10.500 novos 'stakeholders'", concluiu.

Já a presidente da Euronext Lisbon, Isabel Ucha, destacou que a operação é a prova de que é possível "captar investimento de portugueses para uma empresa portuguesa e que o mercado de capitais pode ser um instrumento importante para o financiamento das empresas de diversos setores e dimensão".

Também Filipa Franco, "head of listing" da Euronext Lisbon, sublinhou, durante a apresentação dos resultados da oferta, que "logo no primeiro dia, a procura ascendia a 56 milhões de euros, ou seja, não só superava o valor inicial da oferta como o montante final".

O primeiro dia foi, aliás, aquele em que foram recebidas ordens de subscrição com maior montante.

No arranque da sessão especial de apresentação de resultados da emissão, que decorreu no Edifício Impresa, em Paço de Arcos, Francisco Pinto Balsemão, "chairman" da Impresa, fez questão de sublinhar que a operação "vem alargar e reforçar as fontes de financiamento da Impresa".

"Esta operação é importante para a Impresa, mas também para assegurar a capacidade de manter a independência editorial e para prosseguirmos a luta contra as 'fake news', a devassa de dados privados e pessoais e toda uma série de ameaças à democracia", defendeu.

(Notícia atualizada às 18:01 com mais informação)




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