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Governo destaca primeira subida de rating desde pandemia e melhor notação da Moody's numa década

O Governo já reagiu à subida do rating da dívida portuguesa decidida esta sexta-feira pela Moody's.

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Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 17 de Setembro de 2021 às 22:01
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O Governo saudou esta sexta-feira a decisão da agência de notação financeira Moody’s de subir o rating de Portugal de Baa3 para Baa2.

Em comunicado, o Ministério das Finanças sublinha que este é o nível de rating mais elevado atribuído pela Moody's nos últimos 10 anos.

O ministério tutelado por João Leão destaca igualmente que "esta é também a primeira subida de rating da República Portuguesa desde o início da pandemia". Isso, assinala, é "um sinal muito positivo para a credibilidade para o país e para a segurança e estabilidade financeira das famílias e das empresas".

No comunicado é indicado que a agência de notação financeira justificou a decisão com a "confiança na melhoria do crescimento económico de Portugal a longo prazo, alicerçado na utilização dos fundos do Programa de Recuperação e Resiliência, e à credibilidade da estratégia de redução da dívida pública assente na eficácia da política orçamental".

"A melhoria hoje anunciada acontece num contexto de crise, após um ano e meio de pandemia, o que dá um sinal muito forte sobre a estratégia económica e orçamental que o Governo adotou até aqui e também de confiança na capacidade que o país tem de recuperar da crise pandémica", considera o Ministro de Estado e das Finanças, João Leão, citado no comunicado.

Esta decisão "contribui para reforçar ainda mais a confiança dos investidores e a credibilidade externa de Portugal, com impacto direto nos custos de financiamento das famílias, das empresas e do Estado", reforça.

"Já em 2021, perspetivamos pagar menos cerca de 3 mil milhões de euros de juros do que em 2015. Um resultado que se deve em muito ao rigor e responsabilidade orçamental dos últimos seis anos. É importante continuar este percurso, retomando a trajetória de redução do rácio de dívida pública/PIB, que só foi interrompida devido à pandemia", antecipa ainda o sucessor de Mário Centeno à frente das Finanças.

"Tenho a ambição que depois da Moody’s, outras agências subam o rating, permitindo melhores condições de financiamento para a República, por forma reduzir os encargos do país e aumentar os ganhos para todos os portugueses", conclui João Leão.
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