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Investidores internacionais asseguraram 90% da emissão de dívida

Mais de um terço da emissão desta quarta-feira ficou nas mãos de investidores franceses, italianos e espanhóis.

Pedro Elias/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 11 de Janeiro de 2017 às 18:08
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O Estado deu o pontapé de saída no programa de financiamento para 2017 com a emissão sindicada de três mil milhões de euros a dez anos. Cerca de 90% dos títulos ficaram nas mãos de investidores internacionais, segundo um comunicado divulgado pela agência que gere o crédito público, o IGCP. O Tesouro pagou uma taxa de 4,227% nesta operação - a mais alta em emissões desde Fevereiro de 2014 - e a taxa de cupão foi de 4,125%.

A entidade liderada por Cristina Casalinho explicou nesse documento que "tirando partido da forte reabertura do mercado primário em euros em 2017, o IGCP decidiu avançar com uma nova Obrigação do Tesouro de referência com maturidade em 14 de Abril de 2027". O IGCP revela que o livro de ordens ficou acima de 8,5 mil milhões de euros.

Os investidores franceses, italianos e espanhóis asseguraram a maior parte da emissão. Este grupo absorveu 34,7% da operação. Já os investidores do Reino Unido ficaram com 26% da colocação. Os portugueses ficaram com uma proporção de 10,3%, segundo os dados do IGCP.

Já as gestoras de activos foram o tipo de investidor com maior participação na emissão, que foi feita com recurso a um sindicato bancário. Ficaram com 50,2% dos novos títulos. As instituições bancárias absorveram 24,6% e os fundos de pensões/seguradoras ficaram com 10,8%.

Também os "hedge funds", investidores que tendem a ser mais especulativos e a terem um prazo de investimento mais curto, participaram na emissão. Ficaram com 8,9% das novas obrigações.

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