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Moody’s corta BTG para "lixo" após prisão do CEO  

A prisão do CEO e fundador do Banco BTG Pactual levou a Moody’s a reduzir o "rating" do banco de investimento brasileiro em dois níveis e a ameaçar com mais cortes.

André Esteves btg pactual
André Esteves btg pactual Reuters
Negócios 02 de Dezembro de 2015 às 08:17

A Moody’s reviu em baixa a notação financeira do Banco BTG Pactual em dois níveis, de Ba2 para Baa3, deixando o "rating" do banco de investimento brasileiro no segundo nível de "lixo". A classificação permanece em revisão, com a agência a alertar que poderá aplicar mais descidas.

A medida surge em reacção à prisão de André Esteves (na foto), fundador e antigo CEO do BTG, com a Moody’s a temer que o banco de investimento não tenha capacidade para manter os níveis de liquidez e actividade actuais.

Na sequência deste escândalo o BTG já anunciou medidas para restaurar a confiança dos investidores, como a venda de activos e um travão em novos financiamentos, mas "permanece exposta a pressões de liquidez", refere a Moody’s.

O BTG, que André Esteves transformou no maior banco de investimento independente da América Latina, tem sofrido fortes quedas em bolsa, enquanto os juros das suas obrigações dispararam.

Desde que foi conhecida a prisão de André Esteves, devido às investigações dos casos de corrupção no Brasil, os clientes do banco resgataram  4,2 mil milhões de reais (mil milhões de euros) de fundos de renda fixa que têm maior liquidez em apenas dois dias.

Nos últimos dados financeiros conhecidos, referentes ao final de Setembro, pelo que contém nove meses de actividade de 2015, o BTG Pactual divulgou uma receita de 6,568 mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros), atingindo um lucro de 3,387 mil milhões de reais (830 milhões de euros). O património líquido no final de Setembro era de 22,1 mil milhões de reais (5,4 mil milhões de euros ao câmbio actual).

O BTG Pactual tem uma importante fatia do capital da Oi, que adquiriu no âmbito do aumento de capital ainda realizado por Zeinal Bava em 2014, tendo sido, nessa operação, assessor financeiro. O BTG Pactual foi também quem intermediou a negociação para a venda da PT Portugal à Altice, tendo, mesmo, um dos seus responsáveis, Marco Gonçalves, vindo à assembleia-geral da PT, em Janeiro deste ano, defender essa venda por parte da Oi.

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