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Portugal vai ao mercado captar até 1,5 mil milhões com juros em máximos de um ano

O IGCP anunciou que o país vai emitir dívida na próxima semana, num leilão duplo a sete e nove anos. Em mercado secundário as "yields" das duas maturidades seguem a agravar-se.

Pedro Cabeços é o atual presidente da agência que gere a dívida pública, o IGCP.
Pedro Cabeços é o atual presidente da agência que gere a dívida pública, o IGCP. João Cortesão / Medialivre
13:30

Em plena guerra no Médio Oriente e com os juros da dívida de referência, a dez anos, em máximos de um ano, nos 3,272%, Portugal vai ao mercado na próxima quarta-feira financiar-se entre 1,25 a 1,5 mil milhões de euros num leilão duplo de obrigações do Tesouro (OT), de acordo com uma nota da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), publicada esta sexta-feira.

"O IGCP vai realizar no próximo dia 11 de março pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de OT com maturidade em outubro de 2033 (OT 2,875% 14out2033) e em junho de 2035 (OT 3% 15jun2035), com um montante indicativo global entre 1.250 milhões e 1.500 milhões", pode ler-se.

Na última emissão a , no final de janeiro, a agência que gere a dívida pública tinha colocado 900 milhões de euros, com um juro de 3,058%. A procura ficou 1,82 vezes acima da oferta. Já a sete anos Portugal vai estrear-se nesta maturidade em 2026.

Em , os juros da dívida a nove anos seguem a agravar-se 4,9 pontos base para 3,153%, ao passo que a sete anos somam 5,5 pontos base para 2,988 pontos base. As necessidades de financiamento líquidas deverão situar-se em, o que compara com os 10,8 mil milhões de 2025, segundo indica o programa de financiamento do IGCP.

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