Banco da Coreia mantém juros inalterados em 2,5% e revê em alta previsão de crescimento

O BoK diz ainda que é esperado que a economia nacional prossiga a tendência de melhoria, embora os efeitos da subida dos preços das matérias-primas e as limitações da oferta "possam aumentar ligeiramente".
banco da coreia, Hyun-Song Shin
Ahn Young-joon/AP
Lusa 07:01

O Banco da Coreia manteve hoje a taxa de juro de referência em 2,5%, pela oitava sessão consecutiva, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão, embora tenha revisto em alta a previsão de crescimento económico.

"A pressão inflacionista aumentou devido à guerra no Médio Oriente, o crescimento foi superior ao previsto, impulsionado pelas fortes exportações, e persistem os riscos para a estabilidade financeira", afirmou o Banco da Coreia (BoK) no relatório de política monetária sobre as razões para congelar as taxas.

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O BoK, liderado pelo novo governador, Shin Hyun-song, que assumiu o cargo no mês passado, indicou que cinco membros do comité de política monetária apoiaram a manutenção da taxa de juro de referência, congelada desde maio de 2025, enquanto os outros dois propuseram aumentá-la para 2,75%.

O banco central sul-coreano elevou ainda a previsão de crescimento para este ano para 2,6%, face aos 2% estimados em fevereiro.

"A economia nacional cresceu significativamente, graças às exportações sólidas e ao aumento do investimento, impulsionados pelos semicondutores e pelas tendências favoráveis do consumo. O emprego continuou a sua tendência ascendente, embora o ritmo de crescimento tenha abrandado, sobretudo no setor dos serviços", afirmou o banco relativamente ao aumento da previsão.

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O BoK acrescentou que, no futuro, é esperado que a economia nacional prossiga a tendência de melhoria, embora os efeitos da subida dos preços das matérias-primas e as limitações da oferta "possam aumentar ligeiramente".

No entanto, advertiu o banco, persistem riscos de alta e de baixa na trajetória futura do crescimento económico, relacionados com o grau de expansão do setor dos semicondutores e efeitos indiretos sobre a procura interna, a evolução da situação no Médio Oriente e as mudanças no ambiente comercial.

No que diz respeito à inflação, o BoK afirmou que, tendo em conta a subida drástica dos preços do petróleo, prevê que os preços no consumidor e a inflação subjacente para este ano se situem em 2,7% e 2,4%, contra os 2,2% e 2,1% estimados em fevereiro.

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Sobre os mercados financeiros e cambiais, o banco afirmou que se manteve a elevada volatilidade dos principais indicadores e que a taxa de câmbio do won face ao dólar voltou a depreciar-se para cerca de 1.500 wons por dólar, devido à valorização do dólar e à venda líquida de ações sul-coreanas por parte de investidores estrangeiros.

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