Euribor a três meses atinge novo mínimo histórico nos -0,002%

As taxas Euribor continuam em queda. No prazo a três meses a taxa desceu para um novo mínimo nos -0,002%.
Bruno Simão/Negócios
Paulo Moutinho 22 de Abril de 2015 às 10:09

As taxas Euribor continuam em queda. No prazo a três meses a taxa desceu para um novo mínimo, depois de ontem ter negociado, pela primeira vez, num valor negativo. 

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A taxa Euribor a três meses recuou esta quarta-feira, 22 de Abril, para -0,002%, depois de ontem ter tocado nos -0,001%.

 

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A queda destas taxas é um reflexo das medidas que têm sido implementadas pelo Banco Central Europeu (BCE).

 

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Na última semana a taxa a três meses tinha registado quedas acentuadas. Começou a semana em 0,011%, mas na última sexta-feira estava já a apenas 0,001%, nível a que se manteve no arranque desta semana. Esta terça-feira, 21 de Abril, contudo, acabou por acentuar o comportamento de descida negociando assim pela primeira vez em valores negativos.

 

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A taxa a três meses segue, assim, o comportamento registado nos últimos meses por estas taxas interbancárias – reflectem os juros cobrados pelos bancos da Zona Euro, entre si, – com prazos mais curtos. A Euribor a um mês está negativa em 0,034%, tendo tido já em Março a primeira média mensal negativa, já a taxa a uma semana fixou-se em -0,085%.

 

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Estes juros negativos são reflexo da política monetária aplicada no euro. Além de manter a taxa de referência em 0,05%, o BCE avançou no início de Março com um programa de compra de activos de 1,14 biliões de euros que vai vigorar até Setembro de 2016, procurando evitar a deflação ao dar um impulso à economia. Esta medida acaba por aumentar de forma expressiva a liquidez no sistema, pressionando as taxas no mercado.

 

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Impacto nos créditos

 

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A passagem da Euribor a três meses tem um impacto mais expressivo do que o teve o facto da taxa a um mês ter baixado de zero. Isto porque esta taxa é a utilizada por muitas famílias como indexante nos contratos de crédito, nomeadamente para a compra de casa. E passando para negativo, como esclareceu o Banco de Portugal, as famílias irão pagar menos pelos empréstimos contraídos junto das instituições financeiras.

 

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"Não podem ser introduzidos limites à variação do indexante que impeçam a plena produção dos efeitos decorrentes da aplicação desta regra legal", afirmou o regulador a 1 de Abril. Assim, não havendo limites, os bancos ficam obrigados a aplicar taxas negativas que serão depois somadas ao "spread" para definir a taxa global do empréstimo. Esta tem em conta, contudo, a média mensal da Euribor e não apenas uma sessão. Actualmente, apesar da taxa negativa na sessão desta terça-feira, a média mensal da taxa a três meses está em 0,01%.

 

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(Notícia actualizada às 10h12 com mais informação)

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