Lagarde garante que as expectativas de inflação mantêm-se em linha com a meta

Apesar dos efeitos da guerra no Médio Oriente, a presidente do Banco Central Europeu indica que as expectativas de inflação a longo prazo permanecem, em geral, bem ancoradas. Não quis, contudo, dar sinais sobre o que o grupo vai fazer em junho.
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, está em Nicósia, Chipre.
Ronald Wittek / Lusa - EPA
Negócios com Bloomberg 12:49

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu que as expectativas de inflação a longo prazo ainda estão amplamente alinhadas com a meta de 2%, apesar do agravamento das consequências da guerra com o Irão. "Embora a crise energética esteja a aumentar a inflação e a prejudicar a economia, as expectativas de inflação a longo prazo permanecem, em geral, bem ancoradas", disse esta sexta-feira em Nicósia, em Chipre.

Em declarações citadas pela Bloomberg, após uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, afirmou que "as implicações da guerra para a inflação e a atividade económica a médio prazo dependerão da intensidade e duração do choque no preço da energia e da escala dos seus efeitos indiretos".

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Os mercados estão à antecipar que o BCE aumente as taxas de juro na reunião de política monetária a 11 de junho. Isto depois de . Este é já o terceiro mês consecutivo em que os preços de venda aos consumidores europeus estão a escalar, sendo que a guerra no Irão veio acentuar essa tendência com um disparo nos preços dos combustíveis.

Lagarde sublinhou, contudo, que não daria "muitas indicações" sobre o será decidido. "Continuaremos a seguir uma abordagem dependente de dados e reunião a reunião, a fim de determinar a postura de política monetária mais apropriada para cumprir a nossa meta de 2% a médio prazo", disse, reiterando o seu "firme compromisso com a estabilidade de preços no meio da crescente incerteza".

Também à margem da reunião de ministros das Finanças europeus em Nicósia, Alexander Demarco, membro do conselho de governadores, afirmou igualmente que com as expectativas de inflação a médio prazo ainda "bastante bem ancoradas", não há necessidade, neste momento, de muitas medidas adicionais.

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"Em junho, provavelmente precisaremos de aumentar as taxas", disse Demarco, que também preside ao banco central de Malta. "Temos de sinalizar que estamos comprometidos com o nosso objetivo a médio prazo. Trata-se de preservar a credibilidade — não podemos dar a impressão de estarmos atrasados", acrescentou.

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