Financiar PME: Mais saúde para a banca ou apoiar novas fontes, diz a OCDE
Considerando que as PME são "essenciais para a recuperação da economia relativamente à actual crise económica e financeira", a OCDE alerta para a necessidade de facilitar o acesso ao financiamento por parte destas empresas de menor dimensão.
Na crise, as fontes de crédito esgotaram-se "mais rapidamente para as pequenas empresas do que para as grandes", diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Criou-se um problema que agora é preciso resolver, para que as PME dêem o seu contributo para a recuperação da economia. Deixa duas soluções: mais saúde para a banca ou apoiar novas fontes de crédito.
"Desde que a crise começou, surgiram lacunas ao nível dos empréstimos bancários, que são particularmente pertinentes fora dos Estados Unidos", refere a OCDE no primeiro relatório sobre negócios e finanças. E "as pequenas e médias empresas (PME) são essenciais para a recuperação da economia relativamente à actual crise económica e financeira", sublinha.
"Assim, propõe-se uma abordagem de duas vertentes para fomentar o financiamento às PME (na medida em que se trate de um problema de oferta): primeiro, devolver a saúde aos bancos para melhorar a concessão de crédito; e, segundo, apoiar o desenvolvimento de uma vasta gama de financiamentos não bancários para as PME nos mercados obrigacionistas e de acções, sendo este último especialmente adequado a PME dinâmicas, de pequena dimensão e orientadas para a inovação".
"Dada a diversidade do sector das PME, o financiamento continua a ser complexo, exigindo uma série de instrumentos e abordagens", nota a OCDE. "Os responsáveis pela elaboração das políticas podem ajudar providenciando apoio regulamentar e dar apoio na melhoria da transparência e normalização dos dados, bem como na sensibilização relativamente às opções de financiamento disponíveis".