Fernando Ulrich: "Choca-me tanto investimento chinês em empresas estratégicas portuguesas"

"Ser um porta-aviões chinês da Europa e para a Europa não é o destino que eu mais goste em Portugal", revelou Fernando Ulrich. O presidente do BPI afirma-se chocado com "tanto investimento chinês em empresas estratégicas portuguesas".
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Negócios 17 de abril de 2015 às 13:15

"Faz-me muita impressão que haja tanto investimento chinês em sectores estratégicos da economia. Choca-me", afirmou Fernando Ulrich, em resposta a uma questão sobre o interesse chinês no Novo Banco, mas sublinhando que não falava deste caso concreto.

 

"É demais!", sublinhou o banqueiro. "Ser um porta-aviões chinês da Europa e para a Europa não é o destino que eu mais goste em Portugal", adiantou.

 

O presidente do BPI criticou ainda as dúvidas que se levantam em relação ao investimento angolano e o facto de não haver a mesma preocupação quanto ao investimento chinês.

 

"Leio no Financial Times que o presidente da Fosun é um membro do comité central do partido comunista chinês e não vejo problemas sobre pessoas politicamente expostas. Mas quando falamos de países mais pequenos já não são transparentes", defendeu numa crítica às dúvidas levantadas aos investidores angolanos e também da Guiné.

 

"Choca-me! Há tempos também se falava de um outro país africano onde havia pena de morte... Na China, se não há pena de morte, até há pouco tempo havia", criticou.

 

"O Investimento chinês vem comprar as melhores empresas que nós fizemos, mas não vi os seus contributos para o futuro", adiantou para justificar as suas críticas. "Que comprem o Novo Banco pelos preços que se têm falado porque tornará menores as perdas a assumir pelo fundo de resolução e levará a que mais tarde ou mais cedo se percebam que os outros bancos valem o dobro ou o triplo, porque não têm riscos de litigância e têm balanços limpinhos".




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