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"A inclusão digital é hoje uma condição de cidadania"

Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa falou do governo digital em Portugal. Por sua vez secretário de Estado da Indústria referiu a mudança que se está a operar em todo o mundo e às oportunidades e desafios que esta revolução representa.

Filipe S. Fernandes 05 de Dezembro de 2016 às 14:20
Maria Manuela Leitão Marques, ministra da Presidência Inês Gomes Lourenço
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"A razão principal pela qual o Simplex se tornou uma marca popular entre nós, e uma marca respeitada nas organizações internacionais resulta de o programa conter medidas que as pessoas e as empresas sentiram no seu dia-a-dia quando ficaram concluídas como a empresa na hora, empresa online, licenciamento zero" afirmou Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa falando do Futuro Digital em Portugal na conferência beyond Portugal Digital Acceleration.

Salientou que foi criado o Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação (CTIC) que é o responsável pela elaboração da Visão e da Estratégia TIC da Administração Pública para 2020, para se criar "um modelo de governação global para as TIC na Administração Pública que seja aberto à sociedade e que envolva toda a Administração Pública, seja ela central, regional ou local". Referiu ainda que terá como grandes preocupações a integração e a interoperabilidade; inovação e a competitividade, a partilha de recursos evitando a duplicação de investimentos e de recursos humanos. Além disso, é essencial a segurança "dos sistemas e da informação, com destaque para os dados pessoais, mas sem o proibicionismo do século XIX", a usabilidade com os processos digitais úteis, adequados, necessários, fáceis de encontrar, inclusivos e seguros.

"A inclusão digital é hoje uma condição de cidadania porque quem não tiver acesso fica sem muita coisa" salientou a ministra por isso é necessário um programa de competências digitais para a cidadania. O governo digital tem como objectivos alargar os mecanismos de participação para seleccionar prioridades, detectar problemas e ideias para os solucionar, monitorizar a execução das medidas, medir os resultados para se ter a certeza do retorno do investimento feito. Deu como exemplo o registo criminal online onde forma poupadas 1,6 milhões de folhas de papel. É importante "poupar dinheiro no Estado e facilitar a vida às empresas e às pessoas".

A revolução digital

"Já não é novidade para ninguém que há uma nova revolução em curso, que se caracteriza pela introdução de um conjunto de tecnologias digitais nos processos de produção, na relação entre os vários intervenientes na cadeia de valor, na relação com o cliente ou mesmo no modelo de negócio." afirmou João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, na Conferência beyond Portugal Digital Acceleration. Acrescentou que "ninguém pode ficar indiferente à mudança que se está a operar em todo o mundo e às oportunidades e desafios que esta revolução representa para todos nós".

O secretário de Estado da Indústria falou sobre a nova geração de empresários portugueses, que criou empresas nos últimos cinco anos, e que é responsável por 50% de todo o novo emprego criado. "É uma geração menos avessa ao risco do que as anteriores. Hoje em dia temos um dos maiores índices de criação de empresas da Europa. No primeiro semestre do ano, por cada empresa que foi encerrada, nasceram 3,3 novas empresas" declarou.

João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, marcou presença nesta iniciativa.
João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, marcou presença nesta iniciativa. Inês Gomes Lourenço



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