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Como atrair e reter talentos na era da disrupção

A fim de encontrar e reter os melhores talentos num mundo de trabalho cada vez mais complexo, as empresas devem procurar formas de incorporar a finalidade e o "intra-empreendedorismo" na organização.

Filipe S. Fernandes 05 de Dezembro de 2016 às 14:24
Mesmo em Silicon Valley, a atracção e retenção de talento é um risco frequente. Noah Berger/Reuters
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A era da disrupção digital e inovação veio para ficar. O mundo actual foi configurado pela globalização, o ritmo rápido da tecnologia e as mudanças na demografia da força de trabalho. Embora estes desenvolvimentos tenham criado soluções inovadoras, também trouxeram novos riscos e desafios para a comunidade empresarial. Levou à incerteza sobre o futuro das organizações e à sua capacidade de gerar crescimento. A atracção e retenção de talentos, em particular, é frequentemente identificada como um risco competitivo, mesmo entre grandes empresas de tecnologia de Silicon Valley.

Um exemplo destas tendências disruptivas é a ascensão do "gig economy" em que muitos empreendedores desenvolveram modelos do negócio baseados em colaboradores que trabalham num projecto flexível, ou freelance.

De acordo com uma pesquisa de 2015 feita pela Upwork and Freelancers Union, 34% da força de trabalho do país agora é freelancer. No Reino Unido, a Independent Professionals Association estima que existem actualmente cerca de 4,64 milhões de pessoas que trabalham por conta própria. Esta mudança no emprego e na forma como se trabalha, registada nos últimos 10 anos, é, em parte, devido aos novos participantes no mercado de trabalho. A inovação e a tecnologia estão a mudar o mundo do trabalho e até a percepção de um dia de trabalho.

Como é que as organizações podem encontrar e atrair os melhores talentos num mercado de trabalho em mudança? Como encontrar as pessoas com as competências certas para as necessidades de negócios de hoje e de amanhã? Como será o local de trabalho do futuro?

Maior flexibilidade

Um elemento chave que torna a economia gig atraente é a flexibilidade que oferece. Se uma maior flexibilidade de trabalho é preferível aos esquemas de trabalho tradicional, então as empresas têm que abraçar a flexibilidade e a agilidade. Na EY, defendemos os ambientes de trabalho flexíveis que variam desde trabalhar remotamente ou fora do horário laboral típico numa base diária até formas flexíveis de trabalho envolvendo horários reduzidos ou sazonais.

O espírito "intra-empreendedor"

Trata-se de fomentar o "intra-empreendedorismo" ou incentivar os funcionários a agir, pensar e comportar-se como empresários dentro de uma grande organização. Uma empresa que incorpora um espírito "intrapreneurial" é capaz de incentivar a inovação e, portanto, aumentar a produtividade e a eficiência. Um benefício adicional é a diminuição dos níveis de rotatividade de funcionários e vai ajudar, a longo prazo, com atracção de novos talentos.

A importância do propósito

A flexibilidade e o "intrapreneurship" são boas soluções para atrair novos talentos e para reter os que são mais qualificados. Mas ter um claro sentido de propósito pode ajudar as empresas a superar os desafios que resultam da disrupção. De acordo com a recente pesquisa da EY feita em colaboração com a Harvard Business Review, The Business Case for Purpose, a maioria dos executivos entrevistados acredita que as organizações com finalidade e propósito são mais bem-sucedidas na sua capacidade de fornecer produtos e serviços de alta qualidade. No entanto, quase metade dos executivos admite que eles não têm uma estratégia que reflicta o propósito.

Quando se trata dos funcionários, é importante para empresa assegurar uma comunicação bidireccional transparente e regular sobre o caminho estratégico e o papel que desempenham na obtenção desses objectivos. As pessoas são o activo mais importante, os defensores mais fortes e o melhor atractivo no recrutamento de novos indivíduos para a empresa.


Nancy Altobello, Vice-PresidenteGlobal, Talento, EY



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