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Conhecimento do turismo permitiu apoio mais rápido

A importância do turismo para Portugal é inquestionável e a sua recuperação é fundamental para a melhoria da situação económica, criar emprego e trazer vida ao país.

Filipe S. Fernandes 09 de Junho de 2020 às 15:00
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"Nunca a economia viveu uma crise com esta magnitude e com esta imprevisibilidade que parou setores inteiros. Não se consegue avaliar quando é que estará ultrapassada em definitivo nem qual é a dimensão efetiva dos respetivos impactos", referiu Pedro Fialho, diretor executivo da área de negócios e banca institucional do Santander Portugal.

A pandemia covid-19 trouxe alterações profundas à economia, à vida das famílias e às empresas em geral, mas em particular ao setor do turismo. Este foi um dos mais afetados e cuja retoma depende não só da melhoria das condições pandémicas do mundo, mas também da retoma da confiança dos consumidores para voltar a fazer viagens nacionais e internacionais.

Desde o primeiro minuto que o Santander tomou medidas para ajudar a apoiar a tesouraria das empresas, com as renovações automáticas dos limites ou das linhas de curto prazo sem alteração das condições em vigor. "No âmbito dos serviços POS tomamos medidas para além do regulamentado pelo Decreto-lei de 20 de março de 2020. Atribuímos mais de 80 mil moratórias das quais cerca de mil a empresas do turismo através de um processo simples e online", salientou Pedro Fialho.

Gabinete especializado

Nas linhas covid, o desafio foi fazer chegar rapidamente o dinheiro às empresas, conseguindo-se reduzir o time to money em um terço. "Na linha Capitalizar Covid-19, cujo montante total é 400 milhões de euros, fomos líderes no número de operações colocadas, 415 operações, o que representou uma quota de 36% das empresas apoiadas e injetados nas suas tesourarias mais de 120 milhões de euros. Nas linhas de apoio à economia, cujo montante total é de 6200 milhões de euros, já contratámos 88% dos financiamentos aprovados, o que representa 579 milhões creditados nas contas das empresas. Ultrapassámos largamente os 100 milhões de euros em empresas do setor do turismo", foi o balanço de Pedro Fialho.

O Santander criou em 2018 um gabinete especializado que possibilitou o conhecimento profundo do setor do turismo e das suas necessidades, adequar a oferta de produtos e serviços. "Este conhecimento permitiu-nos nesta crise atuar rapidamente no apoio as empresas do setor", disse Pedro Fialho.

A esta equipa especializada junta-se um fator adicional, "que nos diferencia no apoio ao setor e que é uma rede com uma grande capilaridade, tanto no mercado interno como em termos internacionais, com uma presença em quatro continentes. Olhamos para o setor do turismo sempre com uma visão integrada que abrange toda a cadeia de valor como o alojamento, a animação turística e a restauração", considerou Pedro Fialho.

A importância do turismo para Portugal é inquestionável e a sua recuperação é fundamental para a melhoria da situação económica, criar emprego e trazer vida ao país. Para Pedro Fialho, "junho será crítico para reduzir os níveis de incerteza e para nos dar alguns dados concretos do real progresso da retoma, com alguns dos grupos hoteleiros a acompanharem a reabertura da restauração e da animação turística"

"A palavra crise em chinês é composta por duas dimensões, risco e oportunidade. O risco já está inerente no dia a dia, temos, por isso, de identificar e explorar a oportunidade que esta crise trouxe a este setor em particular", concluiu Pedro Fialho.

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