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Barragem do Fridão voltará a ser avaliada daqui a dois anos

O Ministério do Ambiente parou o arranque da construção de três barragens. Duas delas, Alvito e Girabolhos, são assunto fechado. A barragem do Fridão ficará em suspenso e será avaliada daqui a dois anos, diz o ministro do Ambiente.

Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 05 de Abril de 2017 às 00:01
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Em Abril de 2016, o Ministério do Ambiente decidiu suspender a construção de três barragens, Fridão, no rio Tâmega,  Alvito, ambas concessionadas à EDP, e Girabolhos, no rio Mondego, entregue à espanhola Endesa. As duas últimas são assunto fechado, mas a barragem do Fridão ficou apenas em suspensão e poderá avançar caso tal se revele necessário para que Portugal consiga cumprir o compromisso de chegar a 2030 com 80% da energia que consumimos produzida a partir de fontes renováveis.

"Por isso é que a barragem do Fridão ficou nessa posição de suspensão, porque não consigo jurar hoje" que essa meta seja alcançada. "Para que isso aconteça tem de haver um desenvolvimento grande do solar, que começa agora a dar os primeiros passos, que os dará certamente de forma rápida, mas não é certo que não possa fazer falta a barragem do Fridão." Matos Fernandes garante que não tem nenhum "‘parti pris’ contra as barragens", mas também não tem dúvidas de que a sua construção coloca problemas.

"Não tendo eu a mais pequena dúvida do quão importante é a fonte hídrica como fonte energética, é um facto que uma barragem é um corte de rio e por isso provoca inevitavelmente impactos ambientais com expressão. É por isso que quero acreditar que a fazer-se mais alguma nos próximos 5/10 anos é a do Fridão, sendo que daqui a 1,5/2 anos será reavaliada essa necessidade ou não."
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