"A Arte da Guerra"
"A Arte da Guerra" é uma obra de cariz bélico, na qual se pretende transmitir princípios elementares de disputa militar. Porém, pode ser lida para além desse tema, permitindo uma leitura de largo espectro, abrangendo quase todas as situações de confronto, estratégia e liderança.
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O livro não terá sido escrito pelo punho do próprio Sun de Wu (ou Sun Tzu), que era um conselheiro militar profissional, mas pelos os que assistiram às suas conversas com os governantes de então, num período histórico de guerras frequentes no vasto território onde hoje é a China. A linguagem é fria e objectiva, exigência dos temas associados à morte e à guerra.
As diversas traduções disponíveis apresentam diferenças significativas, pelo que se aconselha ao leitor a procura de um texto que lhe pareça ser mais coerente (foi o que fiz, comparando três versões).
Em "A Arte da Guerra" começa-se por abordar a importância da estratégia e de como o desfecho de uma guerra é fácil de prever, bem antes de o conflito se concretizar. Depois, fala-se de outros aspectos essenciais à sua preparação, como as tácticas militares, alianças, a análise de pontos fortes e fracos, a organização e disciplina do exército, características dos comandantes e a utilização de espiões.
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Cada um terá a sua leitura pessoal de "A Arte da Guerra", sendo inevitável a ligação a situações já vivenciadas ou do conhecimento de cada um. Mas há algumas ideias que ficam muito claras, como a necessidade de desfechos rápidos, quando se deve atacar ou retirar e que, o melhor, é vencer sem sequer combater. Porque a inteligência está na essência de pelejar.
Autor:
Editora e Data: Frenesi - 2006 (Edição consultada). Original de 4 A.C.
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Frase: "A maior das excelências é subjugar o inimigo sem mesmo combater"
Palavras-chave: "Tao/Via"; "Vantagem"; "Organização"; "Estratégia"; "Antecipação"
Apreciação: ****
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Economista da IMF, Informação de Mercados Financeiros filipegarcia@gmail.com
filipegarcia@gmail.com
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