Se a seleção pudesse pedir um resgate...

Os anos passam e a factura aumenta. A dívida da selecção para com os portugueses cresce a olhos visto e, agora, está a entrar na fase do desespero. Abandonámos as políticas do futebol bonito e adoptámos a eficácia da austeridade. Sim, porque a restrição nos golos é propositada, não vá faltar a caminho da final.
Jornal de Negócios
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André Tanque Jesus 04 de julho de 2016 às 20:05

Tudo começou com o gostinho das "meias" em 2000, mas foi quatro anos depois que a dívida disparou no desespero agoniante da final na Luz. Travámos para uns meros quartos-de-final – coisa pouca para os Lusos – e voltou a acelerar em mais uma meia-final.
Agora, em França, o objectivo é ultrapassar a tropa de Bale e derrubar quem se atrever a pôr os pés no Stade de France.

E já está na hora de nos pagarem todo o apoio que emprestámos, com a eterna esperança de vermos o retorno sob a forma de taça. Um pouco ao jeito do Governo de Sócrates, Fernando Santos até pediria um resgate à Alemanha para ganhar o Europeu, tamanho é o desespero. Mas não pode e, por isso, resta-nos rezar por mais um empate. 

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