O euro precisa de mais um precipício
A Grécia dizer "não pagamos" ou uma séria ameaça de deflação que nos confronte com o risco de implosão do euro. É disto que precisam os líderes políticos da Zona Euro, aqueles que decidem. É pena. Mas a Europa só decide quando está à beira do precipício. Neste momento, para evitar um drama económico e financeiro maior, para traçar o caminho da recuperação, o BCE já devia estar a comprar dívida pública de forma generalizada e o plano Juncker já deveria estar bem mais avançado. Combater o risco de deflação tem de ser a prioridade.
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A opinião do advogado-geral do Tribunal de Justiça Europeu sobre o plano do BCE (que nunca saiu do papel) de comprar dívida pública dos países em dificuldades financeiras (conhecido como OMT) foi festejada por quem defende que se avance rapidamente para uma actuação agora mais alargada. O problema hoje já não se circunscreve a dois ou três países. O euro vive uma séria ameaça de deflação. Uma doença que afectou o Japão na década de 90 do século XX e da qual ainda não está completamente curado.
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