Jorge Marrão 08 de Abril de 2013 às 23:31

Inimigos da Constituição

A linguagem de traição e de inimigo que, em termos normais se emprega, é hoje mais perigosa.

A frase...

 

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"Só faltou dizer que o Tribunal Constitucional traiu o País"

Opinião sobre o discurso de Passos Coelho de José Sócrates, RTP 1, 7 de Março de 2013

 

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A análise...

 

Um governo (PSD/CDS, PS ou outra geometria) para aplicar as leis de um protectorado financeiro (memorando) é sempre de salvação nacional: é sempre uma tentativa de nos livrar da ditadura financeira, pois não temos a liberdade que os mercados financeiros nos trazem.

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O tempo assinalou que estas "quase-leis" e poderes externos conflituam com as do nosso Estado de direito. O normal funcionamento das instituições gera uma excepcional disfunção, natural e legítima, e deve ser respeitada. Mas, a discórdia é substancial, pois subjaz uma política, economia e sociedade distintas. A linguagem de traição e de inimigo que, em termos normais se emprega, é hoje mais perigosa. Os vários antagonismos não podem ser levados à dimensão política suprema para que não resulte em conflito civil.

 

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O "inimigo" é a dívida externa e os credores oficiais. O estado de excepção são os partidos do arco do poder se entenderem, e não o contrário. 

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

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maovisivel@gmail.com

 

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