O trigo e o joio
A FRASE...
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"Mariano Rajoy prometeu … que vai prolongar a descida de impostos durante vários anos" e "António José Seguro admitiu que … equilibrar as contas públicas justifica ter um limite nominal para a despesa corrente"
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Negócios, em 3 de Fevereiro de 2014
A ANÁLISE...
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Os políticos do Sul, na ressaca desta dolorosa crise, gradualmente aprenderam uma das lições mais básicas de finanças públicas: a carga fiscal que suportamos a longo prazo é determinada pelo volume de despesa pública. As próximas décadas vão separar os políticos. Os que sabem de finanças públicas, ou porque as dívidas herdadas não os deixam actuar de modo diferente, ou porque honestamente reconheceram o erro, e os que nada aprenderam, que se vão dedicar ao comentário político e às soluções impossíveis.
Ascenderão ao poder os que respeitarem os tratados internacionais sobre sustentabilidade das finanças públicas, e aqueles que também sabem lidar com os mercados financeiros. No intervalo, haverá espaço para demagogos, como não podia deixar de ser, mas o seu mercado reduzirá por falta de recursos. E a sociedade vai descobri-los mais cedo.
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Teremos saudades dos tempos fáceis das últimas décadas, mas gradualmente ajustaremos a nossa vivência aos novos tempos, os credores (oficiais) e as supra-instituições da Europa e do mundo que irão nascer tornar-se-ão compreensivas e, de forma imaginativa, dar-nos-ão soluções desde que respeitemos alguns princípios: com as finanças públicas não se pode brincar, porque sem estas saudáveis, estaremos todos condenados a uma doença crónica de empobrecimento.
Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.
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