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Camilo Lourenço - Analista de Economia camilolourenco@gmail.com
20 de Agosto de 2008 às 13:04

Os Mamedes e a gestão olímpica

Uma diz que foi da arbitragem. Outra dos grandes ambientes (onde falha sempre). Outro que ficou bloqueado ao ver o estádio cheio. Outro disse que, de manhã (a hora da prova), "só na caminha".

Uma diz que foi da arbitragem. Outra dos grandes ambientes (onde falha sempre). Outro que ficou bloqueado ao ver o estádio cheio. Outro disse que, de manhã (a hora da prova), "só na caminha".

Se no desporto há sempre imponderáveis, em alta competição ainda pior: um pequeno pormenor pode fazer a diferença entre a glória ou a humilhação. Mas os imponderáveis também se evitam, ou minimizam. Só que para isso é preciso pensar para além da "técnica", actuando sobre a "cabeça" dos atletas.

O presidente do Comité Olímpico diz que o COP prepara "os atletas desportivamente, não culturalmente. A educação não é connosco". Bingo…! Percebe-se agora por que as coisas nos estão a correr mal em Pequim.

O modelo de gestão dos "olímpicos" está errado: na organização e na mentalidade. De que serve ter os mínimos se o treinador sabe que o atleta não se vai aguentar nas canetas, na hora H? Quem vai a estas competições tem de ser capaz de comer a relva (perdão, o tartan) e bater-se pelas medalhas. Assumindo a responsabilidade dos falhanços, em vez de sacudir a água do capote (obrigado Obikwelu!).

Já lá vão 24 anos desde que Fernando Mamede deprimia o país com as suas tremedeiras. Infelizmente parece que os outros exemplos (Carlos Lopes, que antes da maratona de Los Angeles jurou a Moniz Pereira que ia ganhar, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Vanessa Fernandes…) não servem para nada?

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