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Fernando Braga de Matos
30 de Outubro de 2009 às 11:53

"Stop loss"

Na última crónica sobre bolsa, aqui publicada há duas semanas, recordava-se que em Bull Market a despontar(1) a escolha de acções se faz segundo critérios de ajustamento aos movimentos típicos de mercado (como, por exemplo, optar por acções cíclicas), e...

(Onde o autor lembra um método que sugere fortemente nas suas obras-primas - prevenindo também que NÂO está a recomendar qualquer atitude a quem tem a pachorra de o ler).

Na última crónica sobre bolsa, aqui publicada há duas semanas, recordava-se que em Bull Market a despontar(1) a escolha de acções se faz segundo critérios de ajustamento aos movimentos típicos de mercado (como, por exemplo, optar por acções cíclicas), e, diminuindo a volatilidade, se volta aos métodos consagrados, quantitativos e qualitativos.

Como a tendência da volatilidade era fortemente descendente, e já desde 15 de Setembro de 2008, podia-se esperar uma correcção ligeira seguida de lateralização das cotações. Não foi bem assim, e as subidas continuaram com a volatilidade em forte ascensão (2). E como quanto mais se sobe de mais alto se cai, a forte correcção não podia surpreender ninguém.

Não faço ideia de como as coisas se configuram no dia desta publicação. Mas, como dizia e reitero, o tema central é uma generalidade .

Para quem não saiba, "stop loss" (literalmente "paragem de perda") é o método de vender o(s) activo(s) para evitar perdas maiores, isto com a intenção estratégica de preservar o grosso do capital.

Refira-se também, com muita veemência, que "perda", nesta metodologia, não toma como referência o preço de compra mas a mais alta cotação do título num período recente. Assim, por exemplo, se eu comprar a acção X a 5 e ela subir a 10, se a seguir caiu para 9 considero que estou a perder 10%. Só assim se incorporam os lucros no capital.

Um especulador de curto prazo não pode pura e simplesmente passar sem isso; mas nem tão pouco quem perfilhe a estratégia principal "Timing the Market"(3), mesmo com uma visão de longo prazo.

No fundo, como em muitos jogos, trata-se de sair da jogada(4) e nada mais que isso, tal como faz um jogador de poker ou um general em retirada estratégica.

Quem passou por quatro "crashes" como eu (1973, 1987, 2000 e 2008) adere ao princípio, não só racionalmente como emocionalmente. E quem levou realmente um "banho" tem ainda outro motivador: o gelo da perda devastadora.

Mas não acredite que isto são só belezas, até porque definir o timing e o ponto da paragem é complicado. Daqui resulta que, principalmente em movimentos intermediários, se vá vender na baixa e eventualmente voltar a comprar na alta. E, então, Pantaleão? Alguém pode aspirar à certeza num cenário de incerteza? O que tem que se fazer, e em moldes quase religiosos, é jamais perder muito, como dizem todos os estrategas, seja qual for a orientação geral preconizada. O prejuízo tem que se ver como o pagamento de um prémio de seguro, uma espécie de repetição do 11º mandamento - "Não há almoços grátis".

E até acabo com um velho aforismo dos mercados, muito divulgado e de autoria atribuída a vários gurus diferentes: Há 2 regras a seguir no Jogo das Acções; 1- Não perder, 2- Seguir a regra nº 1.

(1) Em Março de 2009, inspirado pelo Espírito Santo (o da Trindade divina, não o Banco do mesmo nome), escrevi, no próprio dia, uma crónica intitulada "11/3, o dia da viragem?".

O que se diz acima aplica-se também à tendência rectificativa de subida, dita "coerente" - conforme já várias vezes escrevi.

(2) Nada de esquecer que, em mercados quase-eficientes (não há mercados financeiros totalmente eficientes, em permanência), o percurso dos preços depende da injecção de informação sobre a economia, totalmente nova e imprevisível. (3) De forma mais explicativa: "Cut the losses, let the profits run "ou" seguir a tendência".

(4) Comprar e vender acções é mesmo um jogo, mas não de fortuna, como a roleta, ou de computação, como o xadrês.

O que se diz acima aplica-se também à tendência rectificativa de subida, dita "coerente" - conforme já várias vezes escrevi.

(2) Nada de esquecer que, em mercados quase-eficientes (não há mercados financeiros totalmente eficientes, em permanência), o percurso dos preços depende da injecção de informação sobre a economia, totalmente nova e imprevisível. (3) De forma mais explicativa: "Cut the losses, let the profits run "ou" seguir a tendência".

Advogado, autor de " Ganhar em Bolsa" (ed. D. Quixote), "Bolsa para Iniciados" e "Crónicas Politicamente Incorrectas" (ed. Presença). fbmatos1943@gmail.com

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