Uma derrota política exemplar
Exemplar, sobretudo, por mostrar com nitidez a quem responde este Governo: não à moderna economia portuguesa, não às empresas que criam valor e emprego qualificado — mas a um patronato antigo, agarrado a uma agenda revanchista que o país, há muito, deixou para trás.
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Está consumado o que era previsível desde o primeiro momento: o Governo terminou nove meses de negociação na concertação social sem qualquer acordo sobre o pacote laboral. Nove meses, mais de cinquenta reuniões, dois chumbos unânimes da UGT, uma greve geral em dezembro, outra marcada para 3 de junho — e, no fim, a ministra do Trabalho recorre ao expediente já gasto de imputar à UGT a responsabilidade por uma "intransigência" que é, afinal, o reflexo da sua própria.
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