Trading Abanca admite OPA ao Liberbank e ações disparam mais de 20%

Abanca admite OPA ao Liberbank e ações disparam mais de 20%

A notícia de que o Abanca está interessado em lançar uma OPA sobre o Liberbank motivou uma subida abrupta nas ações, que ainda assim não excede o prémio que o Abanca propõe entregar aos acionistas privados que decidirem vender.
Negócios
Negócios 22 de fevereiro de 2019 às 12:06

O Abanca prepara-se para lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) ao também espanhol Liberbank. A informação, avançada esta sexta-feira, 22 de fevereiro pelo Expansión, e entretanto confirmada pelo Abanca, ditou que o regulador dos mercados espanhol suspendesse a negociação dos títulos do Liberbank na abertura. Uma vez reaberta, estes já dispararam acima de 20%.

 

O presidente do Abanca terá abordado os fundadores e principais acionistas do Liberbank - Cajastur, Caja Cantabria e Caja Extremadura – no sentido de proceder a uma troca de ações, de forma a integrar a entidade, Numa segunda fase, pretende ainda oferecer aos acionistas privados 56 cêntimos por cada ação, ou seja um prémio de mais de 40% sobre o valor dos títulos no último fecho. Contudo, na nota entretanto publicada pelo Abanca no site do regulador, o banco afirma que ainda não chegou a acordo com os acionistas do Liberbank. 

Na sequência desta notícia, a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência, a CNMV, anunciou que iria suspender as ações do Liberbank "por existirem circunstâncias que podem perturbar o normal desenvolvimento das operações de formação de valor". Pelas 11h30 da manhã os títulos do Liberbank voltaram a ser admitidos à negociação e seguem agora a somar 18,88% para os 46,6 cêntimos, tendo já tocado os 48 cêntimos na sequência de uma subida de 22,45% - um máximo de 4 de outubro.

O interesse na compra do Liberbank surge num cenário em que esta instituição tem estado a negociar uma fusão com o Unicaja.

Esta não seria a única aquisição recente do Abanca. O banco espanhol adquiriu o negócio em Espanha da portuguesa Caixa Geral de Depósitos (CGD) em novembro do ano passado, uma compra que lhe custou 364 milhões de euros.

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