Livros: A revolução nacional
A edição das "Obras Completas" de Rolão Preto, num excelente trabalho de José Melo Alexandrino, é uma boa forma de seguirmos a evolução de um dos homens fundamentais para perceber o século XX português.
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Poucos dias depois de Rolão Preto ter sido detido, em Julho de 1934, um grupo de Nacionais-Sindicalistas Revolucionários emitiu um comunicado, dirigido "Aos Portugueses!", contra a perseguição ao grupo, dizendo nomeadamente que: "Não reconhecemos ao Dr. Salazar a inefabilidade de que se julga possuído! É esse o nosso 'crime' de Nacionalistas e de Portugueses. (…) Em nome da sua obra financeira - que Deus sabe que terríveis consequências trará ainda para a economia nacional asfixiada - terão de sujeitar-se os portugueses ao seu livre-arbítrio de corruptor, e por ele à camarilha de famintos que mantém a grandes ordenados, enquanto se estala de fome, como quem serve ração dobrada aos mastins da sua quinta? (…) A União Nacional, como o antigo partido democrático, é uma agência de empregos. O exército e o seu esforço vilipendiado e esquecido. Os Nacionalistas de sempre são perseguidos, presos, maltratados e expatriados. Até quando durará este estado de coisas?"