Escolher um curso já não significa apenas optar por uma área de estudo. Para muitos candidatos, a decisão passa por avaliar as oportunidades de carreira, a experiência internacional e a proximidade ao mercado de trabalho que a formação pode proporcionar.
Nas áreas da economia e gestão, esta tendência é particularmente visível. Empresas e organizações procuram profissionais capazes de interpretar dados, tomar decisões em contextos complexos e responder a desafios globais marcados pela digitalização, pela inteligência artificial e pela incerteza económica.
Perante este cenário, as instituições de ensino superior procuram adaptar os seus modelos formativos, combinando rigor académico, contacto com o tecido empresarial, internacionalização e novas competências digitais.
Apesar da crescente valorização das competências práticas, o rigor académico permanece um dos principais critérios de escolha. O desenvolvimento do pensamento crítico, das competências analíticas e de métodos estruturados de resolução de problemas continua a ser visto como uma vantagem competitiva duradoura. Segundo Óscar Afonso, diretor da FEP Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP), esse é precisamente um dos pilares da escola. “O rigor científico e a exigência académica são marcas distintivas da FEP, assentes numa abordagem estruturada, quantitativa e orientada para a tomada de decisão”, confirma o responsável. Esta aposta reflete-se também nos indicadores de empregabilidade e progressão profissional dos diplomados.
Ligação às empresas a pensar na internacionalização
A proximidade às empresas é outro dos fatores valorizados pelos candidatos. Localizada no Porto, um dos principais polos industriais, tecnológicos e exportadores do país, a FEP beneficia de uma relação próxima com empresas nacionais e multinacionais, permitindo aos estudantes o contacto com projetos aplicados e desafios reais do mundo empresarial. Para Óscar Afonso, “a inserção num dos principais polos económicos do país proporciona uma proximidade direta às empresas e aos seus desafios, traduzindo-se em experiências práticas e elevada empregabilidade”.
A experiência universitária vai hoje muito além da sala de aula. A participação em associações, núcleos e organizações de estudantes permite desenvolver competências que dificilmente se adquirem apenas em contexto curricular. Segundo Óscar Afonso, este ecossistema constitui um dos elementos distintivos da escola, permitindo aos estudantes adquirir experiência prática em contextos de liderança, gestão e trabalho colaborativo, competências cada vez mais valorizadas pelos empregadores.
A internacionalização tornou-se um fator diferenciador para estudantes que ambicionam carreiras globais. Programas de mobilidade, parcerias internacionais e experiências multiculturais fazem hoje parte da proposta de valor de muitas instituições. Na FEP, a internacionalização assume um papel central, através da colaboração com instituições académicas de diferentes geografias e da promoção de experiências internacionais ao longo do percurso académico.
A estratégia ganha um novo impulso em 2026/2027 com a introdução das licenciaturas em Economia e Gestão integralmente lecionadas em inglês, uma medida que pretende reforçar a atratividade da escola junto de estudantes nacionais e internacionais. A FEP integra o grupo restrito de escolas acreditadas pela AACSB, distinção atribuída a cerca de 6% das escolas de negócios em todo o mundo. A instituição ocupa ainda a 38.ª posição no European Business Schools Ranking 2025 do Financial Times e possui o selo BSIS, que reconhece o impacto económico, social e académico da escola.
Inteligência artificial entra na sala de aula
A transformação digital está a alterar a forma como se ensina e aprende. A incorporação de ferramentas digitais e de inteligência artificial responde às novas competências exigidas pelas empresas. Na FEP, a integração destas ferramentas faz parte da evolução dos modelos pedagógicos, complementada por metodologias de aprendizagem aplicada e resolução de problemas reais. “A FEP alia o seu legado de rigor a uma elevada capacidade de adaptação às transformações do contexto económico e às novas dinâmicas do mercado de trabalho”, afirma Óscar Afonso.
Números da FEP
4 licenciaturas
16 mestrados
6 mestrados executivos
7 cursos avançados
2 programas de doutoramento
+ 3.000 estudantes inscritos