pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

C-Studio

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

“Cascais tem de ser para todos”

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, defende que o futuro do concelho, com horizonte em 2036, depende da capacidade de conciliar habitação acessível, mobilidade e oportunidades de trabalho, garantindo qualidade de vida às novas gerações.

22 de Outubro de 2026 às 14:49
D.R.

Legenda: Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, na abertura da primeira edição do Cascais Summit.

“A democracia vive-se todos os dias e também em salas como esta. Acontece quando, sobretudo, quem decide, quem investe, quem ensina e quem aprende se senta à mesma mesa para conversar sobre o melhor caminho a seguir”, afirmou Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, na intervenção de abertura da primeira edição do Cascais Summit. Associou o debate sobre o futuro do concelho aos 50 anos da eleição democrática do poder local e à escolha de Cascais como Capital Europeia da Democracia em 2026, referindo que a democracia não se limita ao ato eleitoral, devendo traduzir-se num diálogo permanente entre quem governa, investe, ensina e aprende.

O horizonte de dez anos coloca desafios que vão além da gestão municipal. O autarca recorreu ao exemplo de um jovem de 15 anos que, em 2036, terá 25 anos e estará a concluir os estudos, à procura do primeiro emprego ou a ponderar criar uma empresa. A questão central é saber se Cascais continuará a ser o lugar escolhido para viver e trabalhar. “Se estes jovens ficarem em Cascais, não será por falta de outras alternativas. Será porque, de facto, escolheram ficar a viver em Cascais”, considerou Nuno Piteira Lopes. “O objetivo é construir um concelho onde seja possível nascer, crescer, trabalhar, constituir família e envelhecer com qualidade de vida”.

Na perspetiva de Nuno Piteira Lopes, o futuro de Cascais assenta em três condições fundamentais: o equilíbrio habitacional, a liberdade de movimento e o emprego. Alertou, contudo, para o risco de Cascais se tornar um dos melhores lugares para viver, mas apenas acessível a alguns. “Cascais tem de ser para todos e todos têm de ter espaço em Cascais”, sublinhou.

O diálogo conjunto

Entre as medidas já concretizadas no primeiro ano de mandato, destacou a gratuitidade dos autocarros para quem vive, estuda ou trabalha no concelho e a entrega de mais de 250 casas de habitação pública, muitas destinadas ao arrendamento jovem. Referiu ainda a aquisição do Atlântida Cinema, em Carcavelos, o último cinema de bairro do concelho, cuja recuperação pretende preservar um espaço cultural e comercial e contribuir para a vitalidade das ruas. “Queremos ruas com lojas abertas, mas lojas com verdadeira utilidade pública. Queremos ruas com pessoas e espaços onde se possam encontrar”, enunciou Nuno Piteira Lopes, defendendo políticas de proximidade que reforcem o sentido de comunidade.

A criação de oportunidades profissionais constitui o terceiro eixo da estratégia. O autarca destacou os programas de estágios profissionais promovidos pela DNA Cascais e pela Câmara Municipal, salientando que a taxa de empregabilidade após os estágios promovidos através de um dos programas ultrapassa os 80%.

Nuno Piteira Lopes reconheceu, contudo, que o futuro do concelho não depende apenas da autarquia. A construção de habitação, a renovação das escolas, a criação de emprego e a permanência das empresas exigem o contributo de diferentes agentes económicos e sociais. Explicou que “não podemos construir habitação, não podemos renovar escolas, não podemos inaugurar parques, não podemos decidir se uma empresa fica ou muda do nosso concelho. Não podemos ocupar todos os espaços comerciais, não podemos contratar todas as pessoas para trabalharem no nosso concelho”.

“A Câmara Municipal de Cascais vai assumir a sua parte, mas estamos disponíveis para ouvir também a vossa, porque uma das coisas que nos distingue é a capacidade de trabalharmos em conjunto”, disse Nuno Piteira Lopes. Concluiu que “em 2036, um jovem com 25 anos vai olhar para uma casa, vai passar por uma rua, vai pensar numa proposta de trabalho e eu não tenho dúvida de que juntos vamos conseguir fazer com que ele decida ficar em Cascais, criar a sua empresa em Cascais e constituir a sua família em Cascais”.

Mais notícias