Mais do que aprender sobre gestão, no AESE Executive MBA aprende-se a decidir. A integração transversal da inteligência artificial, aliada a uma metodologia exigente, prepara líderes para transformarem decisões humanas em ação e impacto real, capacitando-os para enfrentarem contextos marcados por transformação acelerada, envelhecimento da força de trabalho e pressão tecnológica.
Segundo Agostinho Abrunhosa, diretor do programa, as empresas com que a escola trabalha procuram profissionais capazes de gerar impacto direto e mensurável dentro das organizações. Por isso, o currículo combina análise de dados, gestão da inovação, liderança de equipas de alta performance e pensamento estratégico aplicado. O Método do Caso, que está no centro da metodologia da AESE, permite aos participantes treinarem decisões em situações reais, com incerteza e recursos limitados, refletindo exatamente o que as organizações exigem dos líderes hoje. O que esse processo desenvolve não é acumulável numa plataforma de e-learning nem automatizável por qualquer IA. Agostinho Abrunhosa diz que é “pensamento crítico aguçado, capacidade de síntese sob pressão, comunicação persuasiva e a sabedoria de saber quando confiar nos dados e quando confiar na experiência”.
O perfil das turmas também revela essa mudança de paradigma. Participantes entre os 28 e os 55 anos, com média entre 39 e 41, encontram no MBA atualização de competências, mas sobretudo uma oportunidade para reposicionamento profissional e para descobrirem novos objetivos. O programa inclui serviços de executive coaching, career advisory e elective tracks, que permitem personalizar a experiência, seja para acelerar carreiras existentes ou explorar novas trajetórias. A criação do Laboratório da Longevidade em 2025 reforça a preocupação da escola em preparar líderes capazes de gerirem carreiras prolongadas e equipas multigeracionais, transformando o envelhecimento da população numa oportunidade estratégica.
A IA não é um tema à parte da gestão
A aceleração tecnológica e o uso massivo de inteligência artificial apresentam desafios inéditos à liderança. Na AESE, estes temas são integrados transversalmente no currículo do programa, desde as áreas de Marketing e Vendas a Operações, Estratégia, Contabilidade e Inovação. “A razão é simples: a IA não é um tema à parte da gestão; é uma dimensão da gestão”, explica Agostinho Abrunhosa. A escola reforça competências como inteligência emocional, comunicação em contextos de incerteza, escuta ativa e resiliência, complementadas por sessões de executive coaching e módulos de desenvolvimento pessoal. Agostinho Abrunhosa acrescenta que “um graduado da AESE usa a IA como ferramenta, mas é ele quem decide”.
A inovação pedagógica mantém-se no centro da experiência. O módulo de Entrepreneurial Initiative desafia os participantes a pensarem como empreendedores, identificando oportunidades de negócio em contextos de mudança, incluindo a transição para modelos de economia circular, que é vista como fonte de vantagem competitiva e não apenas como resposta a pressões externas. Além disso, o AESE Executive MBA utiliza simulações de gestão avançadas, como o EXSIM – o Executive Simulation do IESE Business School, que permite gerir organizações completas em tempo real e lidar com interdependências funcionais complexas.
Capacidade de liderança internacional
Apesar da descentralização do setor tecnológico em Portugal, a escola mantém uma aposta firme no ensino presencial. O Método do Caso funciona melhor em sala, com uma turma a debater, a argumentar, a criar tensão intelectual. O diálogo intenso e o networking que se estabelece ao longo de dois anos de aulas presenciais são considerados insubstituíveis. “Já vimos outras escolas experimentar formatos híbridos e a perceber que perdem exatamente o que torna o MBA transformador”, refere o responsável.
A AESE reforçou a sua presença física: além do campus em Lisboa, foi inaugurado um novo no Porto e também continuam a ser realizados programas pontuais na Madeira e nos Açores, garantindo acesso a executivos de todo o país sem comprometer a experiência.
O programa também prepara os alunos para uma gestão global, alinhada com a crescente procura por líderes capazes de coordenar processos globais de empresas multinacionais. Ao longo do MBA, os participantes trabalham mais de 200 casos de organizações de diversos setores e países, complementados por três semanas internacionais em Lisboa, Barcelona e Tóquio. A proximidade com o IESE Business School e a rede de alumni ibérica permitem criar um ecossistema de talento capaz de competir com qualquer hub europeu, potenciando a visão estratégica e a capacidade de liderança internacional.