O mercado atual caracteriza-se pela volatilidade, rápida evolução tecnológica e desafios globais imprevisíveis. Neste contexto, o conhecimento teórico já não é suficiente: as empresas procuram líderes capazes de tomar decisões ágeis, interpretar dados de forma crítica, coordenar equipas diversas e produzir resultados concretos. Para responder a estas necessidades, a Católica Porto Business School (CPBS) tem vindo a ajustar o seu MBA Executivo, estreitando a ligação entre a aprendizagem académica e a prática empresarial. Segundo Luís Marques, diretor do programa, a escola mantém uma ligação permanente ao tecido empresarial para compreender as competências que o mercado realmente procura. Esse trabalho é feito através do contacto com líderes empresariais, da colaboração com empresas em projetos académicos e do acompanhamento da rede de alumni que hoje ocupa posições de liderança em vários setores e geografias. “Hoje, o mercado procura menos gestores e mais líderes flexíveis, ágeis e capazes de gerar impacto em áreas críticas, como transformação digital, eficiência operacional, internacionalização e sustentabilidade”, explica Luís Marques.
Uma das formas de aproximar a formação da realidade empresarial é através de projetos aplicados. No MBA Executivo da CPBS, os participantes trabalham ao longo do programa num business case desenvolvido com uma empresa parceira. O desafio acompanha as várias disciplinas e permite analisar um problema real sob diferentes perspetivas de gestão – estratégica, financeira, operacional ou organizacional.
Para Luís Marques, esta abordagem é essencial para que a formação tenha impacto prático. Uma vez que, “um MBA relevante não se limita a ensinar conceitos, deve ajudar a resolver problemas reais das empresas”, sublinha. Ao mesmo tempo, os participantes são incentivados a levar para a sala de aula desafios concretos das suas próprias organizações, transformando o programa num espaço de reflexão e experimentação estratégica. O objetivo é que os benefícios da aprendizagem se façam sentir ainda durante o curso.
A crescente presença da inteligência artificial nas organizações também está a redefinir o tipo de competências que os programas de gestão devem desenvolver. Na CPBS, a resposta passa por reforçar aquilo que a tecnologia não substitui, ou seja, o pensamento crítico, a capacidade de decisão e liderança. No MBA Executivo são trabalhadas áreas como a tomada de decisão em contextos de incerteza, ética aplicada à inteligência artificial, comunicação estratégica e liderança de equipas diversas e intergeracionais. A escola tem igualmente reforçado competências associadas à resiliência e à gestão da pressão, cada vez mais relevantes em ambientes organizacionais exigentes.
A tecnologia está presente como ferramenta de análise e produtividade, mas não substitui o julgamento humano. Como refere Luís Marques, quanto mais tecnologia existe nas organizações, mais importante se torna a qualidade das decisões humanas.
Experiência de aprendizagem próxima e internacional
Outro elemento diferenciador do programa é a dimensão da experiência académica. As turmas são deliberadamente pequenas para incentivar o debate e a proximidade entre docentes, alunos e empresários. O programa inclui ainda momentos de team building, visitas a organizações e uma semana internacional na ESADE Business School, em Barcelona. O formato foi desenhado para se adaptar à agenda de executivos em atividade. As aulas decorrem em quatro dias por mês, concentrando a componente presencial em blocos intensivos. Quando necessário, os participantes podem acompanhar as sessões online, mantendo o equilíbrio entre formação, carreira e vida pessoal.
Mesmo após a conclusão do MBA, os participantes continuam ligados à escola. Durante dois anos mantêm acesso a iniciativas de desenvolvimento em liderança e competências humanas, reforçando a lógica de aprendizagem ao longo da carreira.
A escola integra também um ecossistema de centros de conhecimento que aproximam investigação, empresas e formação executiva. Entre eles está o INSURE.Hub, dedicado ao desenvolvimento de soluções empresariais sustentáveis e regenerativas com recurso a tecnologias emergentes. Outro exemplo é o Católica Centre for Thriving Futures, uma plataforma multidisciplinar que reúne diferentes faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto para trabalhar temas como dados, tecnologia, sustentabilidade e novos modelos de negócio. Este ambiente permite que os participantes do MBA Executivo explorem inovação com aplicação direta às organizações onde trabalham.
Preparar líderes para empresas familiares e exportadoras
A forte ligação ao tecido empresarial do Norte de Portugal também influencia o conteúdo do programa. A região caracteriza-se por uma base industrial significativa, composta por muitas PME exportadoras e empresas familiares. Para apoiar estes contextos, a escola criou o CIGMA – Centre for Impact in Global Management, desenvolvido em parceria com a Fundação Ilídio Pinho e com a KPMG. A iniciativa procura apoiar processos de profissionalização, internacionalização e sucessão empresarial. Essa realidade reflete-se também nos casos discutidos em aula, muitos deles ligados a empresas industriais exportadoras. “Formar líderes para a economia portuguesa significa preparar gestores capazes de transformar empresas com história”, afirma Luís Marques.
O MBA Executivo beneficia ainda do posicionamento internacional da Católica Porto Business School. A escola integra o restrito grupo de instituições com acreditação “Triple Crown” — EQUIS, AMBA e AACSB, um estatuto atribuído a cerca de 1% das escolas de negócios em todo o mundo. Para os participantes, este reconhecimento internacional acrescenta valor ao percurso académico e à rede de contactos construída durante o programa.