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Formar líderes para decidirem sob pressão e com impacto

Ao fim de mais de quatro décadas, o ISEG MBA posiciona-se como uma proposta orientada para executivos que procuram acelerar a sua carreira com impacto tangível nas organizações.

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Joana Santos Silva
Joana Santos Silva ISEG

O mercado dos MBA em Portugal está a reposicionar-se e a exigência está cada vez menos limitada ao domínio técnico. As organizações querem líderes capazes de integrarem tecnologia, interpretarem dados e assumirem responsabilidade executiva desde o primeiro dia. É neste enquadramento que o ISEG Executive Education, através do , procura afirmar-se com uma proposta que combina rigor académico, visão estratégica e aplicação prática.

“Hoje, ‘valor imediato’ significa impacto mensurável no P&L, com inteligência tecnológica integrada na decisão estratégica”, afirma Joana Santos Silva, CEO do ISEG Executive Education e diretora do ISEG MBA. A responsável sublinha que a instituição não reage às tendências, antecipa-as. “Trabalhamos em proximidade constante com CEO, boards e corporate partners para identificar onde está o verdadeiro gap de liderança”, esclarece a responsável.

Acesso exigente e liderança executiva

Num momento em que várias escolas flexibilizam critérios de admissão, o ISEG mantém padrões académicos elevados. “Somos uma escola Triple Crown e acreditada pela AMBA desde 2007, mas valorizamos a experiência executiva diferenciadora”, explica a diretora. Sem abdicar da exigência, a escola consolidou vias de acesso para executivos com percursos relevantes. “A experiência real de liderança tem valor académico quando é consistente, comprovada e estratégica.” Para Joana Santos Silva, a diversidade de backgrounds eleva o nível da sala. “O que nos move não é o percurso linear, é o potencial transformador”, destaca.

Na 42.ª edição de um dos MBA mais antigos da Europa, o foco está claramente definido. “Não formamos gestores operacionais. Formamos líderes capazes de transformar dados em decisões, tecnologia em vantagem competitiva e estratégia em crescimento sustentável”, garante Joana Santos Silva. A proposta pedagógica pretende desenvolver visão sistémica e capacidade de decisão sob pressão. Segundo esta responsável, “dominar ferramentas é técnico. Decidir onde aplicá-las, com que impacto financeiro, humano e reputacional, é liderança.” E acrescenta que “o graduado do ISEG MBA tem visão sistémica. Sabe distinguir inovação sustentável de ruído operacional”.

Joana Santos Silva
O ISEG MBA já conta com 42 edições ISEG

Formar pilotos de IA, não apenas utilizadores

Com a inteligência artificial como pano de fundo, a responsável reconhece que esta tecnologia já influencia decisões estratégicas e o MBA do ISEG integra esta dimensão de forma transversal. A ambição da instituição é por isso a de “formar ‘pilotos de IA’, não utilizadores passivos”, o que implica “saber questionar algoritmos, identificar enviesamentos, interpretar outputs e tomar a decisão final com responsabilidade estratégica e ética”, resume a responsável. Na opinião de Joana Santos Silva, “a vantagem competitiva não está em usar IA, está em saber quando não seguir cegamente o que ela sugere.”

Se a tecnologia acelera processos, o discernimento humano torna-se mais escasso, tornando-se o diferencial competitivo. Nesse sentido, o programa reforçou áreas como Agilidade Emocional, Liderança Ética, Pensamento Crítico e Resiliência Executiva. “Formamos líderes capazes de manter clareza, empatia e integridade quando tudo à volta acelera”, afirma a responsável. A lógica é proteger a qualidade da decisão num ambiente de elevada pressão e complexidade.

Sustentabilidade como estratégia, não como custo

A preparação para a inovação inclui uma imersão em Silicon Valley, projetos reais com empresas, simuladores avançados e desafios baseados em dados e IA aplicada. “Aprende-se a inovar inovando. Com pressão, com risco e com accountability”, refere a responsável.

Para a diretora, o mundo hoje está cheio de novos desafios de gestão, mas os pilares da Escola, que “se centram no domínio técnico, no ensino estratégico, no desenvolvimento da liderança e na aplicação com integridade, fazem a diferença na qualidade de gestão trazida por um graduado do ISEG MBA”.

Esta visão estratégica estende-se também ao modelo pedagógico. Apesar da expansão de formatos híbridos, o MBA mantém uma aposta clara na presença física como elemento diferenciador da experiência formativa. O horário de sexta-feira à tarde e sábado de manhã foi desenhado para permitir a participação de executivos a nível nacional e internacional, conciliando exigência académica com a atividade profissional. “Para a transformação e desenvolvimento requeridos num MBA, o presencial acaba por ser uma vantagem de metodologia, pois permite mais aplicações e variedade de abordagem de ensino e de relacionamento”, destaca Joana Santos Silva.

Num mercado em que os Global Business Services ganham peso, a escola aposta na exposição real a contextos internacionais, formando líderes que operam confortavelmente em ambientes globais e de elevada exigência operacional. O perfil internacional da turma, os casos trabalhados e a gestão de equipas multiculturais refletem essa orientação.

Por outro lado, no debate sobre economia circular e competitividade, a Escola assume que a sustentabilidade deixou de ser compliance. É estratégia. No MBA, a economia circular é trabalhada “como modelo de eficiência, resiliência e soberania económica”. Para Joana Santos Silva, Portugal reúne condições para se destacar nesta área. “O nosso papel é formar líderes que vejam sustentabilidade como vantagem competitiva e não como custo”, confirma a responsável.

Somos uma escola Triple Crown e acreditada pela AMBA desde 2007, mas valorizamos a experiência executiva diferenciadora. Joana Santos Silva, CEO do ISEG Executive Education e diretora do ISEG MBA
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