A transformação tecnológica, a pressão competitiva global e a crescente complexidade das organizações estão a redefinir o perfil de liderança que as empresas procuram. É neste enquadramento que o The Lisbon MBA, que resulta da parceria entre a CATÓLICA LISBON, a Nova SBE e o MIT Sloan School of Management, posiciona a sua proposta formativa. O programa aposta numa abordagem que combina rigor académico, ligação ao mercado e aprendizagem baseada em desafios reais das organizações.
Uma das preocupações centrais passa pela diversidade de perfis que chegam à sala de aula. Ao contrário da ideia de que os MBA se destinam sobretudo a profissionais da consultoria ou do setor financeiro, este programa procura reunir executivos de diferentes setores e momentos de carreira. “A pergunta é legítima e merece uma resposta direta: não, não formamos apenas quadros para as Big Four”, afirma Maria José Amich, diretora-executiva do The Lisbon MBA Católica|Nova. Segundo explica esta responsável, as turmas incluem profissionais que trabalham em empresas familiares, empreendedores, executivos de setores industriais e também profissionais que procuram uma mudança de carreira. Essa diversidade, acrescenta, é intencional e faz parte do modelo pedagógico. Muitos alunos chegam ao MBA com desafios concretos: “Um aluno que traz o desafio de profissionalizar a gestão de uma empresa familiar, transformação digital de uma fábrica ou preparar uma sucessão encontra no programa as ferramentas para o fazer”, explica Maria José Amich.
A aprendizagem prática é um dos pilares centrais do programa. O modelo de action learning permite que os alunos trabalhem diretamente sobre problemas empresariais reais ao longo do MBA. No caso do International MBA, são desenvolvidos vários projetos em parceria com empresas, permitindo aos alunos trabalhar em desafios estratégicos concretos. Já no Executive MBA, muitos participantes utilizam os próprios projetos das suas organizações como base de trabalho ao longo do programa. “Um aluno que esteja a liderar uma transformação digital ou a implementar IA nos processos da sua empresa pode usar esse projeto como fio condutor da sua experiência no MBA”, explica Maria José Amich.
A proximidade ao tecido empresarial é reforçada através de várias iniciativas que colocam os alunos em contacto direto com líderes empresariais. Programas de mentoria, encontros com CEO e sessões dedicadas a setores específicos permitem acompanhar de perto as necessidades do mercado.
Entre essas iniciativas estão encontros como The Lisbon MBA Talks with CEO, Breakfast with CEO ou Connect with Industry, que aproximam alunos e executivos e ajudam a alinhar o currículo com os desafios reais das empresas.
Liderar numa era de inteligência artificial
Num momento em que a inteligência artificial está a transformar processos e modelos de negócio, Maria José Amich considera que o verdadeiro desafio passa por preparar líderes capazes de integrar a tecnologia nas decisões estratégicas das organizações. “A distinção que fazemos é entre quem executa com IA e quem lidera com IA”, afirma. O objetivo é formar profissionais capazes de enquadrar problemas estratégicos, avaliar o impacto organizacional da tecnologia e gerir as implicações éticas da automação.
Nesse sentido, o currículo inclui disciplinas dedicadas ao impacto da inteligência artificial nos negócios, análise de dados e transformação digital. No entanto, a formação aposta também no desenvolvimento das chamadas deep skills, consideradas essenciais num contexto de crescente automação. “Quanto mais poderosa se torna a IA, mais o diferencial humano reside na capacidade de inspirar, mobilizar e liderar com propósito”, sublinha a diretora-executiva.
Dois programas, dois momentos de carreira
O The Lisbon MBA oferece atualmente dois formatos adaptados a diferentes fases da carreira profissional. O International MBA, em regime full-time, destina-se a profissionais numa fase inicial de desenvolvimento executivo. A média de idade ronda os 32 anos, com cerca de nove anos de experiência profissional. A dimensão internacional é uma das características mais marcantes do programa: na turma de 2026, cerca de 80% dos alunos são de origem internacional, representando 17 nacionalidades.
Já o Executive MBA foi concebido para executivos mais seniores, com uma média de 38 anos e cerca de 15 anos de experiência profissional. O programa decorre em regime part-time, permitindo conciliar a formação com uma carreira ativa. Recentemente, o modelo foi ajustado para responder melhor à realidade dos executivos. As aulas presenciais realizam-se uma vez por mês, durante três dias, complementadas por sessões online ao longo do trimestre.
Apesar dessa componente híbrida, a instituição mantém uma forte aposta na experiência presencial. “A presença física é insubstituível num programa desta natureza”, sublinha Maria José Amich, referindo que é na interação entre profissionais de diferentes setores e experiências, que se desenvolvem muitas das competências de liderança trabalhadas no MBA.
A dimensão internacional é outro dos elementos distintivos do programa. Os alunos passam pelos três campus associados ao MBA: em Lisboa, na CATÓLICA LISBON e na Nova SBE, e em Boston, no MIT Sloan School of Management. A experiência em Cambridge posiciona os participantes num dos maiores ecossistemas de inovação do mundo e permite contacto direto com professores e empreendedores ligados ao MIT.