Chama-se Mina da Lagoa Salgada e trata-se de um projeto de grande dimensão idealizado para Grândola que tem como objetivo “posicionar Portugal como produtor estratégico de metais críticos”, começa por explicar João Barros, CEO da RedCorp, empresa promotora do projeto da Mina da Lagoa Salgada.
Sobre as vantagens deste projeto, João Barros afirma que “a Mina da Lagoa Salgada será um património de enorme valor e referência para os grandolenses e para o país”. Os benefícios locais são claros e transformadores, assegura: “Mais de 1.300 empregos, aumento significativo do rendimento local e reforço das receitas municipais, permitindo a concretização de projetos estruturantes na habitação, educação, saúde e transportes.”
Segundo o CEO da RedCorp, estamos a falar de “mais de 700 milhões de euros de investimento e de um impacto superior a 820 milhões de euros no PIB, incluindo um aumento significativo do rendimento no concelho de Grândola, estimado em cerca de 23%”.
O responsável acrescenta que, tal como se verifica noutros concelhos que integram projetos mineiros, “estes números representam, e isso é muito importante, uma melhoria real e substancial da qualidade de vida das populações”.
No que diz respeito aos constrangimentos, estão sobretudo associados a “perceções de risco e não a evidências técnicas”. “Como em qualquer grande projeto, é natural existirem preocupações, mas estas têm sido amplamente abordadas com dados, estudos e soluções concretas. Tanto nós como as populações e as entidades envolvidas não queremos, em nenhuma circunstância, qualquer risco ambiental”, afiança.