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250 anos depois, a Garland prepara os próximos 250

Empresa que nasceu ligada ao comércio entre Portugal e o Reino Unido aposta hoje na logística integrada, na internacionalização e na tecnologia para continuar a crescer.

07 de Outubro de 2026 às 10:33
Centro Logístico da Maia
Centro Logístico da Maia Garland

A permanência num setor sujeito a mudanças profundas exige capacidade de adaptação. Na , essa tem sido uma constante. “A Garland, ao longo da sua história, sempre se evidenciou nos momentos de crise, convertendo dificuldades em oportunidades e reinventando-se com sucesso”, refere Mark Dawson, CEO do Grupo Garland.

No início deste século, a empresa decidiu concentrar o negócio na logística integrada. Deixou progressivamente outras áreas e passou a canalizar o investimento para transportes e logística, reforçando os armazéns, os sistemas de informação e as equipas qualificadas. “Foi uma mudança profunda na empresa e, olhando para trás, foi também uma decisão que definiu a Garland que conhecemos hoje”, acrescenta o CEO.

Nas últimas duas décadas, a área de logística registou, em média, um crescimento anual de dois dígitos. A Garland associa esta evolução ao desenvolvimento das infraestruturas, à mudança dos padrões de consumo e ao crescimento das exportações. As cadeias de abastecimento tornaram-se também mais globais e exigentes, levando as empresas a comprar em mais mercados e a gerir stocks de forma diferente.

A evolução do perfil das exportações portuguesas trouxe novas exigências ao nível do serviço e da qualidade logística. É neste contexto que a Garland vê espaço para continuar a crescer. “Hoje, vemos potencial sobretudo onde existe maior complexidade e onde a logística pode acrescentar valor: soluções integradas, tecnologia, gestão de stocks, rastreabilidade e capacidade de responder a cadeias de abastecimento cada vez mais internacionais”, explica Mark Dawson.

Internacionalização baseada na eficiência

A expansão internacional é outra área de crescimento para a Garland. O grupo consolidou as operações em Marrocos, expandiu para Espanha e entrou em França, onde abriu uma operação própria em Paris para apoiar setores exportadores portugueses, como o têxtil e o calçado.

A entrada em cada novo mercado começa por uma área de negócio específica. Depois de consolidada a operação, a empresa procura integrar outras áreas e alargar a oferta. A estratégia assenta no conhecimento adquirido em Portugal e no investimento em pessoas, tecnologia e sistemas de informação.

Em Marrocos, a criação da Garland Transit reforçou a componente de serviços aduaneiros e permitiu disponibilizar aos clientes uma oferta mais integrada. “O nosso papel é, cada vez mais, o de sermos um verdadeiro parceiro dos nossos clientes, ajudando-os a encontrar soluções para que as suas operações funcionem da forma mais eficiente possível”, afirma Mark Dawson.

Centro Logístico da Maia
Mark Dawson, CEO da Garland Garland

Capitalizar as novas oportunidades da IA

A transformação tecnológica é outro dos eixos da estratégia da Garland. A empresa tem vindo a digitalizar e automatizar processos, a reforçar a análise de dados e a melhorar a rastreabilidade das mercadorias, com o objetivo de ganhar eficiência e responder às novas exigências dos clientes. A inteligência artificial surge como a próxima etapa. A Garland já tem uma equipa a estudar diferentes soluções e algumas aplicações estão a ser implementadas. Mas a prioridade não está em acompanhar todas as novidades, e sim em perceber onde podem trazer valor ao negócio.

“Mais do que correr atrás de todas as novidades, é importante perceber onde a inteligência artificial pode realmente acrescentar valor ao negócio e aos nossos clientes”, destaca o CEO. Segundo este responsável, a segurança acompanha este processo e “a utilização de inteligência artificial traz novas oportunidades, mas também novos riscos, e temos vindo a investir bastante para garantir que a transformação digital acontece de forma segura e responsável”.

A sustentabilidade também está integrada na operação. Os centros logísticos da Garland são certificados pela norma ISO 14001 e a empresa tem implementado medidas destinadas a reduzir o consumo energético, as emissões de CO2 e a produção de resíduos. Todos os novos centros logísticos são obrigatoriamente certificados com o BREEAM Excellent.

Depois de 250 anos, a capacidade de adaptação continua a orientar as decisões da empresa. Mark Dawson garante que, “se os últimos 250 anos foram marcados pela capacidade de adaptação, os próximos serão definidos pela forma como continuamos a inovar, consolidar os mercados onde estamos presentes e criar novas oportunidades de crescimento num setor cada vez mais global e competitivo”. O futuro, acrescenta, passa por novas aquisições. Mas sem uma estratégia fechada para as próximas décadas. “Temos de estar preparados para adaptar continuamente a nossa estratégia”, acrescenta.

O nosso papel é, cada vez mais, o de sermos um verdadeiro parceiro dos nossos clientes, ajudando-os a encontrar soluções para que as suas operações funcionem da forma mais eficiente possível. Mark Dawson, CEO do Grupo Garland.
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