FMI atribui ineficiências na educação ao excesso de professores

Técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) voltam a dizer que Portugal gasta demais em educação face aos resultados que apresenta.
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Marlene Carriço 19 de Janeiro de 2013 às 11:59

Os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) parecem ter a sua opinião bem definida em relação ao sector da educação. Nos estudos que acompanham o relatório da sexta avaliação ao programa de ajustamento português, o sector da educação e os professores voltam a estar no centro das críticas.

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“O principal factor de custos e ineficiências no sector da educação é o baixo rácio aluno-professor, que reflecte a presença de muitos professores com diminuição ou ausência de componente lectiva”, lê-se no estudo.

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Antes disto, já os técnicos tinham escrito que as áreas da educação e da segurança mostram “ineficiências” e “empregam mais pessoas” que os países pares.

 

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Estas referências chegam depois de na semana passada, no relatório entregue ao Governo com sugestões para o corte de 4.000 milhões na despesa do Estado, os técnicos do FMI terem sugerido dispensar entre 30 e 50 mil funcionários (pessoal docente e não docente) na educação, enviando-os para a mobilidade especial.

 

Reformas na educação serão positivas

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Ainda neste estudo, os técnicos defendem que “reformas na educação podem ter um impacto potencialmente grande na eficiência e equidade”. Os técnicos frisam que apesar de Portugal gastar mais do que a média europeia com a educação, os resultados apresentados deixam a desejar, apontando por exemplo “as altas taxas de abandono escolar no ensino primário e secundário”, os resultados a ciências e matemáticas abaixo da média, entre outros.

 

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Mas os técnicos do fundo sediado em Washington inovam nas recomendações, dizendo que “a consolidação orçamental pode ser o gatilho para um objectivo mais estrutural que não apenas as poupanças no curto prazo”. E neste sentido sugerem que a “rede de escolas podia estar mais racionalizada, dado que as escolas primárias estão a enfrentar uma quebra na procura (devido à demografia)”.

 

Por outro lado, prosseguem, “o ensino superior enfrenta uma procura crescente”. Além disso, consideram que “a educação profissional poderá ser ainda mais desenvolvida para melhor atender às necessidades do mercado de trabalho”.

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