Governo ainda não tem "receita" para abandonar programa da troika

A forma como Portugal vai abandonar o programa de ajuda externa ainda não está definida e vai depender, não só, das condições de um programa cautelar como da evolução das taxas de juros da dívida portuguesa.
maria luís albuquerque
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Luísa Marques 16 de Dezembro de 2013 às 18:28

"Não há uma receita para sair do programa. Terá de ser feita uma ponderação das circunstâncias", afirmou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados da 10ª avaliação da troika.

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A saída do programa de ajuda externa irá depender não só, das condições de um programa cautelar, mas também da evolução das taxas de juros da dívida portuguesa.

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"Um programa cautelar funciona com um sistema de seguro e, nesse caso, teremos que ter em consideração o prémio de seguro a pagar", referiu a ministra das Finanças.

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Já quanto às taxas de juro da dívida pública no mercado secundário, Maria Luís Albuquerque referiu que será importante analisar, não só o seu valor absoluto, mas também a diferença face às obrigações alemãs.

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A responsável pela pasta das Finanças fez, porém, questão de sublinhar que continuam a existir "incertezas" que não permitem uma redução das taxas de juro da dívida pública. 

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